{"id":9585,"date":"2007-03-20T09:19:45","date_gmt":"2007-03-20T12:19:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/risco-de-falta-de-energia-vai-triplicar-em-2009\/"},"modified":"2007-03-20T09:19:45","modified_gmt":"2007-03-20T12:19:45","slug":"risco-de-falta-de-energia-vai-triplicar-em-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/risco-de-falta-de-energia-vai-triplicar-em-2009\/","title":{"rendered":"Risco de falta de energia vai triplicar em 2009"},"content":{"rendered":"<p><em>D\u00e9ficit de abastecimento de eletricidade aumenta 15% e supera em tr\u00eas vezes os limites definidos como toler\u00e1veis pelo governo<\/em>   <\/p>\n<p>O grande volume de chuvas no in\u00edcio deste ano n\u00e3o afastou o risco de problemas no suprimento de energia el\u00e9trica entre 2009 e 2010, avaliam empresas do setor. A Tractebel, por exemplo, declarou isso explicitamente em seu balan\u00e7o, afirmando que optou por ter \u201cparte substancial de sua disponibilidade (de energia) descontratada a partir de 2009, quando previs\u00f5es do setor apontam para um potencial aumento de pre\u00e7o\u201d. <\/p>\n<p>O mesmo cen\u00e1rio foi tra\u00e7ado pela Comerc, comercializadora independente de energia do pa\u00eds, que divulgou estudos mostrando que o chamado risco de d\u00e9ficit para 2009 subiu para 15%, ou cerca de tr\u00eas vezes acima dos limites definidos como toler\u00e1veis pelo governo. O risco de d\u00e9ficit n\u00e3o \u00e9 um indicador preciso, trabalha com probabilidades, mas todo o empenho do governo \u00e9 manter esse indicador abaixo do limite de 5%, especialmente na regi\u00e3o Sudeste. <\/p>\n<p>Pelos c\u00e1lculos da Comerc, o risco no Sudeste subir\u00e1 dos 4% em 2008 para 15,25% em 2009, 29,05% em 2010 e 34,45% em 2010. \u201cEsse \u00e9 o retrato de mar\u00e7o, mas pode ser alterado se surgir um fato novo, como a maior oferta de g\u00e1s natural para as t\u00e9rmicas\u201d, explicou Marcelo Parodi, diretor da Comerc. <\/p>\n<p>Outro sinal de \u201cpercep\u00e7\u00e3o de escassez\u201d de energia el\u00e9trica tem ocorrido no mercado livre, organizado pela C\u00e2mara de Comercializa\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica (CCEE). Tradicionalmente as geradoras cobram um \u00e1gio de cerca de 20% a 30% do pre\u00e7o de refer\u00eancia no mercado livre, que est\u00e1 em R$ 17,59 por MW\/h. O \u00e1gio subiu para 45% em janeiro e 60% em fevereiro. \u201cIsso apesar de os reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas estarem cheios\u201d, complementou Parodi. <\/p>\n<p><strong>T\u00e9rmicas<\/strong><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de uma fonte do governo, a explos\u00e3o do risco de d\u00e9ficit em mar\u00e7o reflete basicamente a retirada das usinas t\u00e9rmicas da Petrobras do grupo de usinas que podem ser operadas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). A Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) retirou usinas no montante de cerca de 3 mil MW de pot\u00eancia, com impacto imediato na quantidade de energia que pode atender ao sistema el\u00e9trico. E essa oferta s\u00f3 voltar\u00e1 a ser considerada quando a Petrobras assinar um \u201ctermo de ajustamento de conduta\u201d detalhando os prazos para ampliar a oferta de g\u00e1s natural no pa\u00eds, seja por meio de GNL (g\u00e1s liquefeito) ou pela constru\u00e7\u00e3o de novos gasodutos. <\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 agora a Petrobras n\u00e3o assinou esse termo de conduta e n\u00e3o h\u00e1 um prazo para que isso ocorra. Enquanto isso, o mercado tende a ficar pressionado\u201d, completou. Nos contatos que tem mantido com o governo, a Petrobras garante que est\u00e1 acelerando os seus investimentos no setor de g\u00e1s natural e haver\u00e1 oferta suficiente j\u00e1 no final de 2008. \u201cO problema \u00e9 que, at\u00e9 agora, a Petrobras n\u00e3o formalizou esse compromisso. Por isso essa oferta adicional ainda n\u00e3o pode ser considerada no planejamento do ONS. Se a Petrobras assinar o contrato garantindo esse prazo o quadro se altera totalmente\u201d, acentuou o t\u00e9cnico. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-9585","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9585","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9585"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9585\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9585"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9585"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9585"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}