{"id":9545,"date":"2007-03-12T09:51:16","date_gmt":"2007-03-12T12:51:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/ex-diretor-da-abin-cria-site-para-falar-de-seguranca\/"},"modified":"2007-03-12T09:51:16","modified_gmt":"2007-03-12T12:51:16","slug":"ex-diretor-da-abin-cria-site-para-falar-de-seguranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/ex-diretor-da-abin-cria-site-para-falar-de-seguranca\/","title":{"rendered":"Ex-diretor da Abin cria site para falar de seguran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Araponga online<\/p>\n<p>Delegado formado pelo FBI, a pol\u00edcia federal dos Estados Unidos, Mauro Marcelo Lima e Silva, ex-diretor da Abin (Ag\u00eancia Brasileira de Intelig\u00eancia), resolveu quebrar o jejum de sil\u00eancio e p\u00f5e no ar a partir desta segunda-feira (12\/3) seu site particular que pode ser acessado em www.mauromarcelo.com<\/p>\n<p>Mauro Marcelo saiu da Abin h\u00e1 dois anos. Hoje trabalha no 23\u00ba Distrito Policial, em Perdizes, bairro da zona oeste de S\u00e3o Paulo. Sua amizade com o presidente Lula aliada \u00e0 expertise em assuntos de internet e tecnologia de seguran\u00e7a o levaram \u00e0 Abin. O delegado chegou a fazer as medidas anti-grampo telef\u00f4nico na casa de Lula, em S\u00e3o Bernardo, quando este era candidato \u00e0 presid\u00eancia. E comandou a primeira delegacia de crimes inform\u00e1ticos criada no Brasil.<\/p>\n<p>Mauro saiu da Abin quando teceu agudas cr\u00edticas ao Congresso Nacional. Chamou os parlamentares de \u201cbestas-feras\u201d, na tentativa de defender um agente na Abin, que grampeara o funcion\u00e1rio dos Correios Maur\u00edcio Marinho, dos Correios rebendo uma propina de R$ 3 mil. O agente levou o grampo \u00e0 imprensa, segundo ele na tentativa de \u201cganhar o pr\u00eamio Esso\u201d. Ligado ao PTB, Maur\u00edcio Marinho leu o epis\u00f3dio como uma tentativa de o PT usar a Abin para desarticular o presidente petebista Roberto Jefferson. Que logo saiu, como um gale\u00e3o holand\u00eas, atirando e afundando ao mesmo tempo. Suas den\u00fancias derrubaram o ministro-chefe da Casa Civil, Jos\u00e9 Dirceu.<\/p>\n<p>Em sua p\u00e1gina na internet, no entanto, Mauro Marcelo manter\u00e1 o acordo que firmou com a Abin quando assumiu seu comando: jamais revelar assuntos sigilosos depois de abandonar a pasta. O delegado pretende colocar no site, por\u00e9m, artigos com seus coment\u00e1rios de assuntos referentes \u00e0 Abin que ele comandou, sobretudo os que pretende tecer a respeito de \u201cfalsas interpreta\u00e7\u00f5es\u201d que a m\u00eddia deu \u00e0 Abin durante seu mandarinato.<\/p>\n<p>O delegado Mauro Marcelo pretende que seu site, antes de mais nada, funcione como refer\u00eancia para assuntos de seguran\u00e7a p\u00fablica, corporativa e tecnologia digital. Nesse sentido, trar\u00e1 \u00edcones para v\u00e1rios setores do tema seguran\u00e7a. Neste final de semana, Mauro Marcelo decidiu criar um \u00edcone especial: sua defesa para ataques que a imprensa italiana vem fazendo contra a Abin que ele comandou.<\/p>\n<p>It\u00e1lia<\/p>\n<p>Mauro Marcelo quer explicar ele mesmo o que a imprensa italiana tem repetido \u00e0 exaust\u00e3o. Por exemplo: na semana que passou, a Procuradoria de Mil\u00e3o resolveu prolongar por mais seis meses as investiga\u00e7\u00f5es sobre a Telecom It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Segundo o jornal <em>La Repubblica<\/em>, os investigadores est\u00e3o interessados em identificar se a matriz italiana usou a Brasil Telecom, da qual \u00e9 s\u00f3cia, para fazer pagamentos a lobistas e informantes brasileiros atrav\u00e9s de uma empresa de investiga\u00e7\u00f5es inglesa, a Business Security Agency. O dinheiro teria passado pela Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia pertence ao ex-detetive Mario Bernardini, que prestou servi\u00e7os \u00e0 Telecom It\u00e1lia at\u00e9 2006. Bernardini \u00e9 principal testemunha do caso que investiga opera\u00e7\u00f5es nebulosas da Telecom It\u00e1lia no mundo. Sustenta que um grupo de altos executivos usou a estrutura da operadora para criar uma rede internacional de espionagem e venda de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em sua reportagem, o <em>La Repubblica<\/em> afirma que procuradores rastreiam o pagamento de &#8220;lobistas especializados em comunica\u00e7\u00e3o pr\u00f3ximos a pol\u00edticos brasileiros, importantes servidores p\u00fablicos, mas tamb\u00e9m simples policiais&#8221;.<\/p>\n<p>A reportagem do jornal italiano aponta ex-funcion\u00e1rios da Abin, advogados e empres\u00e1rios paulistas, al\u00e9m de detetives particulares que atuam no Brasil. Cita os nomes de Mauro Marcelo, do advogado Marcelo Elias de Toledo e do empres\u00e1rio Lu\u00eds Demarco. O jornal diz ainda que outro testemunho que est\u00e1 sendo levado em conta \u00e9 o do ex-chefe de Seguran\u00e7a para a Am\u00e9rica Latina da Telecom It\u00e1lia, Angelo Janonne.<\/p>\n<p>O jornal italiano cometeu um erro grave: como o maior e mais famoso detetive particular do Brasil leva o mesmo sobrenome do atual diretor da PF, delegado Paulo Lacerda, o <em>La Repubblica<\/em> apontou que \u201cpoliciais federais\u201d teriam recebido dinheiro da TIM. Em verdade, o detetive particular, de sobrenome hom\u00f4nimo ao do delegado Lacerda, era contratado da TIM para investigar funcion\u00e1rios que a empresa italiana pretendia contratar. O delegado Mauro Marcelo vai explicar em seu site que, tr\u00eas meses antes de virar diretor da Abin, em agosto de 2004, fez palestra no Rio de Janeiro, sobre seguran\u00e7a e telecomunica\u00e7\u00f5es, para a TIM. Quem o convidou foi o detetive particular.<\/p>\n<p>Este deve ser apenas um dos tantos pontos pol\u00eamicos que Mauro Marcelo pretende esclarecer em seu site \u2013cujo foco principal, revela o delegado, \u00e9 prestar servi\u00e7os e informa\u00e7\u00f5es sobre a \u00e1rea de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>por Claudio Julio Tognolli<\/p>\n<p>Revista <strong>Consultor Jur\u00eddico<\/strong>, 12 de mar\u00e7o de 2007 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-9545","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9545","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9545"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9545\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}