{"id":9518,"date":"2007-03-05T11:02:22","date_gmt":"2007-03-05T14:02:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/proibir-greve-de-servidor-e-inconstitucional-diz-oab\/"},"modified":"2007-03-05T11:02:22","modified_gmt":"2007-03-05T14:02:22","slug":"proibir-greve-de-servidor-e-inconstitucional-diz-oab","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/proibir-greve-de-servidor-e-inconstitucional-diz-oab\/","title":{"rendered":"Proibir greve de servidor \u00e9 inconstitucional, diz OAB"},"content":{"rendered":"<p>Governo s\u00f3 pode regular como ela se dar\u00e1, alerta Britto <\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o anunciada pelo governo federal de proibir greves em setores essenciais do servi\u00e7o p\u00fablico pode encontrar obst\u00e1culos jur\u00eddicos. O alerta foi feito ontem pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, para quem a veda\u00e7\u00e3o das paralisa\u00e7\u00f5es seria inconstitucional. &#8220;O direito de greve foi assegurado aos servidores p\u00fablicos&#8221;, afirmou Britto. <\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso apenas, por via da lei complementar, estabelecer a forma do seu exerc\u00edcio e n\u00e3o a de sua proibi\u00e7\u00e3o. Qualquer medida que venha a ser aprovada limitando ou restringindo o direito de greve fere a Constitui\u00e7\u00e3o.&#8221; O direito de greve dos servidores p\u00fablicos est\u00e1 previsto no artigo 37 da Constitui\u00e7\u00e3o, mas esse dispositivo ainda n\u00e3o foi regulamentado por uma lei que deveria estabelecer as regras para as paralisa\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>Essa lei deveria prever, por exemplo, a necessidade de manuten\u00e7\u00e3o de um plant\u00e3o para atendimento de casos urgentes. Mas a lei jamais poderia proibir a realiza\u00e7\u00e3o de greves. &#8220;Se a inten\u00e7\u00e3o do governo for a de restri\u00e7\u00e3o, j\u00e1 est\u00e1 se prenunciando uma vis\u00edvel inconstitucionalidade&#8221;, afirmou o presidente da OAB. &#8220;Se a id\u00e9ia do governo \u00e9 escutar as entidades sindicais para que discuta um processo de lei complementar que assegure esse direito, ser\u00e1 bem-vinda.&#8221; <\/p>\n<p>Colega de Britto, o presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, concorda em que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel proibir a greve no servi\u00e7o p\u00fablico. &#8220;A greve no servi\u00e7o p\u00fablico deve ser regulamentada e, em especial, as atividades essenciais \u00e0 seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou. &#8220;O que n\u00e3o se aceita \u00e9 que, sob a capa de uma regulamenta\u00e7\u00e3o, ela venha a ser proibida.&#8221; <\/p>\n<p>O direito de greve dos servidores p\u00fablicos est\u00e1 em debate no Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros come\u00e7aram a julgar a\u00e7\u00f5es em que sindicatos de servidores pedem que seja reconhecida a omiss\u00e3o do Congresso em legislar sobre o direito de greve. Eles tamb\u00e9m querem que o STF fixe regras provis\u00f3rias que dever\u00e3o vigorar at\u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o de uma lei espec\u00edfica. A vota\u00e7\u00e3o foi adiada em meados do ano passado por um pedido de vista do ministro Ricardo Lewandowski.<\/p>\n<p>Em uma das a\u00e7\u00f5es, denominada mandado de injun\u00e7\u00e3o, o relator, ministro Eros Grau, disse que &#8220;a mora, no caso, \u00e9 evidente&#8221;. Segundo ele, essa omiss\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel com o que est\u00e1 previsto na Constitui\u00e7\u00e3o. &#8220;A greve \u00e9 a arma mais eficaz de que disp\u00f5em os trabalhadores como meio para a obten\u00e7\u00e3o de melhoria em suas condi\u00e7\u00f5es de vida.&#8221; Ele ressaltou, contudo, que \u00e9 necess\u00e1rio definir medidas para assegurar a continuidade da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico. <\/p>\n<p><strong>Mari\u00e2ngela Gallucci<\/strong>  <\/p>\n<p><strong>O Estado de S. Paulo <\/strong><\/p>\n<p>5\/3\/2007<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-9518","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9518","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9518"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9518\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9518"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9518"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9518"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}