{"id":9507,"date":"2007-02-27T09:42:20","date_gmt":"2007-02-27T12:42:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/ex-ocupantes-de-cargos-publicos-nao-tem-direito-a-julgamento-em-foro-especial\/"},"modified":"2007-02-27T09:42:20","modified_gmt":"2007-02-27T12:42:20","slug":"ex-ocupantes-de-cargos-publicos-nao-tem-direito-a-julgamento-em-foro-especial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/ex-ocupantes-de-cargos-publicos-nao-tem-direito-a-julgamento-em-foro-especial\/","title":{"rendered":"Ex-ocupantes de cargos p\u00fablicos n\u00e3o t\u00eam direito a julgamento em foro especial"},"content":{"rendered":"<p>O ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemerim (ES), Jos\u00e9 Tasso de Oliveira Andrade, acusado de improbidade administrativa n\u00e3o tem direito a foro especial, segundo decis\u00e3o da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Os ministros, seguindo o voto do relator Teori Albino Zavascki, decidiram contra o recurso interposto pelo pol\u00edtico, que reivindicava foro privilegiado baseando-se na Lei n\u00ba 10.628, de 2002, que modificou o artigo 84 do C\u00f3digo de Processo Penal. <\/p>\n<p>Em 1996, quando ainda era prefeito de Cachoeiro, Jos\u00e9 Tasso assinou conv\u00eanio com o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o da Escola T\u00e9cnica Federal. A obra foi colocada sob responsabilidade da autarquia SAAE (Servi\u00e7o Aut\u00f4nomo de \u00c1gua e Esgoto) e a empresa escolhida para sua edifica\u00e7\u00e3o foi a Contrutora Akyo Ltda. <\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Esp\u00edrito Santo identificou uma s\u00e9rie de irregularidades na obra, como repasse indevido de grandes verbas e superfaturamento. O Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP) tamb\u00e9m afirmou que a SAAE n\u00e3o seria o \u00f3rg\u00e3o adequado para administr\u00e1-la. Al\u00e9m disso, v\u00e1rios outros contratos, como a instala\u00e7\u00e3o de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica e a reforma de um cal\u00e7ad\u00e3o realizadas pela autarquia, apresentariam irregularidades, indicando que ela estaria sendo usada para desvios de verbas. Na subseq\u00fcente a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, o MP acusou Jos\u00e9 Tasso e outros membros da prefeitura de Cachoeiro de improbidade administrativa, baseando-se nos artigos 9, inciso II, 10 e 11, inciso I, da Lei de Improbidade Administrativa (Lei n\u00ba 8.429, de 1992). <\/p>\n<p>A 2\u00aa Vara dos Feitos da Fazenda P\u00fablica Estadual de Cachoeiro, para a qual o processo foi inicialmente encaminhado, declinou de sua compet\u00eancia para o Tribunal de Justi\u00e7a do Esp\u00edrito Santo. Em seu recurso, a defesa do r\u00e9u alegou que a Lei n\u00ba 10.628 garantiria foro privilegiado mesmo ap\u00f3s o fim das atividades na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e que o caso deveria ser julgado na 2\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica do munic\u00edpio. O MP estadual alegou que haveria duas a\u00e7\u00f5es de declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra essa lei. <\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal deu parecer contra o recurso, j\u00e1 que as ADIs foram julgadas no STF e a lei foi considerada inconstitucional. No seu voto, o ministro Zavascki ressaltou que a decis\u00e3o do STF resolveu completamente a controv\u00e9rsia sobre a mat\u00e9ria. Ele destacou que n\u00e3o h\u00e1 foro privilegiado ap\u00f3s o fim da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica e que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estender tal foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o, aplicado em processos penais, \u00e0s a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa. Com esses fundamentos, o ministro negou provimento ao recurso especial. <\/p>\n<p><strong>Fabr\u00edcio Azevedo do STJ<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-9507","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9507","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9507"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9507\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9507"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9507"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9507"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}