{"id":9290,"date":"2006-12-07T08:52:52","date_gmt":"2006-12-07T10:52:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/stf-nega-ferias-coletivas-a-juizes\/"},"modified":"2006-12-07T08:52:52","modified_gmt":"2006-12-07T10:52:52","slug":"stf-nega-ferias-coletivas-a-juizes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/stf-nega-ferias-coletivas-a-juizes\/","title":{"rendered":"STF nega f\u00e9rias coletivas a ju\u00edzes"},"content":{"rendered":"<p><em>Tribunal derruba, por unanimidade, decis\u00e3o do Conselho Nacional de Justi\u00e7a <\/em><\/p>\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou ontem a decis\u00e3o do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) que havia permitido a ju\u00edzes de primeira e segunda inst\u00e2ncia tirarem f\u00e9rias coletivas. A pr\u00e1tica, abolida em dezembro de 2004 pela reforma do Judici\u00e1rio, fora permitida novamente por uma resolu\u00e7\u00e3o do CNJ de outubro deste ano. O conselho, que faz o controle externo do Judici\u00e1rio, decidira descumprir a reforma e dar aos tribunais autonomia para conceder ou n\u00e3o f\u00e9rias coletivas aos magistrados. <\/p>\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica, Antonio Fernando de Souza, foi o autor da a\u00e7\u00e3o que pediu a revoga\u00e7\u00e3o da resolu\u00e7\u00e3o do CNJ que permitia as f\u00e9rias coletivas. Para o procurador, deve valer o que ficou decidido na reforma do Judici\u00e1rio: os ju\u00edzes n\u00e3o podem mais tirar f\u00e9rias coletivas em janeiro e julho, como era a pr\u00e1tica anterior. Os dois meses de descanso da magistratura, garantidos por lei, devem ocorrer em meses diferentes, para que a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o do Judici\u00e1rio n\u00e3o seja interrompida. <\/p>\n<p>Dez dos 11 ministros do STF compareceram \u00e0 sess\u00e3o, e todos votaram contra a decis\u00e3o do CNJ. S\u00f3 a ministra Ellen Gracie Northfleet, que preside o STF e o conselho, n\u00e3o estava presente. A assessoria da ministra informou que ela n\u00e3o comentaria o resultado do julgamento e que n\u00e3o participou porque estava em outras audi\u00eancias. <\/p>\n<p><strong>Ministros atacam atua\u00e7\u00e3o do conselho <\/strong><\/p>\n<p>V\u00e1rios ministros aproveitaram para atacar a atua\u00e7\u00e3o do conselho, que, segundo eles, estaria extrapolando suas fun\u00e7\u00f5es. Em seu voto, a ministra C\u00e1rmen L\u00facia Antunes Rocha, relatora da a\u00e7\u00e3o, chamou a decis\u00e3o do CNJ de afronta \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o h\u00e1 conveni\u00eancia administrativa que possa prevalecer sobre a Constitui\u00e7\u00e3o &#8211; declarou a ministra. <\/p>\n<p>Marco Aur\u00e9lio de Mello tamb\u00e9m considerou que o conselho estava desrespeitando a Constitui\u00e7\u00e3o. Ele chamou de &#8220;babel&#8221; a confus\u00e3o criada pelo colegiado: <\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 preciso repor as coisas no seu devido lugar para que n\u00e3o reine a babel. Por melhor que seja a inten\u00e7\u00e3o, e o mundo est\u00e1 cheio de pessoas bem intencionadas, n\u00e3o cabe a esse \u00f3rg\u00e3o simplesmente driblar a norma maior para chegar ao resultado visado. <\/p>\n<p>O ministro lembrou que, quando foi criado o CNJ, ele mesmo previu que o colegiado seria um &#8220;super-\u00f3rg\u00e3o&#8221;. Agora, caberia ao STF limitar a atua\u00e7\u00e3o do conselho. <\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o sou bruxo, mas quando se discutiu a cria\u00e7\u00e3o do CNJ apontei que estar\u00edamos diante da previs\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o de um super-\u00f3rg\u00e3o. Me mostrei estarrecido. <\/p>\n<p>O ministro Carlos Ayres Britto disse que o julgamento da a\u00e7\u00e3o contra as f\u00e9rias coletivas foi &#8220;emblem\u00e1tica&#8221; para analisar o papel do CNJ. Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, o CNJ tem natureza eminentemente administrativa, e n\u00e3o legislativa ou judici\u00e1ria. Por isso, n\u00e3o poderia jamais inovar em mat\u00e9ria legislativa. Na opini\u00e3o dele, o CNJ deveria ter atua\u00e7\u00e3o parecida com o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), um \u00f3rg\u00e3o auxiliar fiscalizador. <\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que num estado democr\u00e1tico de direito, um \u00f3rg\u00e3o administrativo se expresse com for\u00e7a de lei. Ele n\u00e3o pode expedir regulamenta\u00e7\u00e3o e nem pode cercear atos e garantias individuais dos cidad\u00e3os &#8211; afirmou Lewandowski em seu voto. <\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o proposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico foi tamb\u00e9m contra a medida do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e Territ\u00f3rios, que manteve as f\u00e9rias coletivas. A decis\u00e3o de ontem se estende a todos os tribunais de segunda inst\u00e2ncia e ju\u00edzes da primeira. O procurador-geral da Rep\u00fablica argumentou que os atos do CNJ e do Tribunal de Justi\u00e7a, ambos de 2006, s\u00e3o inconstitucionais. O tribunal j\u00e1 havia at\u00e9 marcado f\u00e9rias de seus magistrados para janeiro e julho. Agora, ter\u00e1 de alterar a programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O Globo <\/strong>  <\/p>\n<p>7\/12\/2006<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-9290","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9290","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9290"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9290\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9290"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9290"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9290"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}