{"id":9245,"date":"2006-11-27T08:46:21","date_gmt":"2006-11-27T10:46:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/vem-ai-a-pizza-sanguessuga\/"},"modified":"2006-11-27T08:46:21","modified_gmt":"2006-11-27T10:46:21","slug":"vem-ai-a-pizza-sanguessuga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/vem-ai-a-pizza-sanguessuga\/","title":{"rendered":"Vem a\u00ed a pizza Sanguessuga"},"content":{"rendered":"<p><em>Dos 67 deputados acusados de envolvimento com a m\u00e1fia das ambul\u00e2ncias, s\u00f3 11 ser\u00e3o julgados. Os demais 56 ter\u00e3o o processo arquivado, o que permite a manuten\u00e7\u00e3o dos direitos pol\u00edticos<\/em><\/p>\n<p>Acusada de receber R$ 50 mil da m\u00e1fia das ambul\u00e2ncias, Celcita Pinheiro deve ser absolvida em vota\u00e7\u00e3o no Conselho de \u00c9tica da C\u00e2mara. Mais cinco processos devem ser julgados ainda este ano<\/p>\n<p>Passados quatro meses de a CPI dos Sanguessugas acusar 67 deputados de envolvimento com as m\u00e1fia das ambul\u00e2ncias, o Conselho de \u00c9tica da C\u00e2mara come\u00e7ar\u00e1 a votar processos por quebra de decoro parlamentar. O primeiro da fila, relatado pela deputada Ann Pontes (PDMB-PA) e previsto para entrar na pauta do pr\u00f3ximo dia 6, recomendar\u00e1 a absolvi\u00e7\u00e3o de Celcita Pinheiro (PFL-MT). Al\u00e9m do caso da peefelista, estimam t\u00e9cnicos do conselho, somente mais cinco processos devem ser analisados at\u00e9 o fim da atual legislatura, em 1\u00ba de fevereiro, e outros cinco reabertos na pr\u00f3xima, referentes a deputados reeleitos. O restante, no total de 56, dever\u00e1 ir para o arquivo \u2014 o que beneficiar\u00e1 os processados, que manter\u00e3o os direitos pol\u00edticos e possibilidade de disputar novas elei\u00e7\u00f5es em 2008 e 2010. <\/p>\n<p>A CPI apontou Celcita Pinheiro como suposta benefici\u00e1ria de R$ 50 mil que teriam sido repassados a ela por Luiz Ant\u00f4nio Trevisan Vedoin, em troca de emendas ao Or\u00e7amento que pudessem beneficiar a Planam, empresa da qual \u00e9 s\u00f3cio, no fornecimento de ambul\u00e2ncias superfaturadas para prefeituras. Segundo o empres\u00e1rio, o acordo entre eles foi fechado em 2002, quando Celcita concorria a uma vaga na C\u00e2mara dos Deputados. Os recursos, acusou o dono da Planam, foram transferidos a t\u00edtulo de adiantamento para que Celcita, se eleita, fizesse a compensa\u00e7\u00e3o com as emendas. <\/p>\n<p>Ann Pontes, relatora do processo da colega do Mato Grosso, concluiu que n\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o do pagamento de propina. No relat\u00f3rio, em que pedir\u00e1 a absolvi\u00e7\u00e3o da deputada do Mato Grosso, ela argumentar\u00e1 que os dois cheques recebidos na Planam, no valor de R$ 25 mil cada, que teriam sido repassados por Luiz Ant\u00f4nio n\u00e3o tinham fundos, como o pr\u00f3prio empres\u00e1rio declarou posteriormente ao Conselho de \u00c9tica, recuando da primeira acusa\u00e7\u00e3o feita \u00e0 Justi\u00e7a Federal. A relatora analisou o sigilo banc\u00e1rio de Celcita e chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que n\u00e3o houve qualquer pagamento por parte da fam\u00edlia Vedoin ao longo do mandato da parlamentar. \u201cN\u00e3o ficou comprovada ajuda nem antes nem depois do mandato\u201d, disse Ann Pontes a assessores. Procurada pelo Correio, a relatora n\u00e3o quis comentar o teor do parecer. Mas para a CPI, Celcita quebrou o decoro parlamentar ao receber os cheques. <\/p>\n<p><strong>Dificuldades <\/strong><\/p>\n<p>Integrantes do Conselho de \u00c9tica, incluindo o presidente Ricardo Izar (PTB-SP), t\u00eam reclamado de dificuldades na busca de provas contra os parlamentares acusados de participar do esquema de corrup\u00e7\u00e3o pela quadrilha do Mato Grosso. A exemplo do que fez em rela\u00e7\u00e3o a Celcita Pinheiro, Luiz Ant\u00f4nio inocentou outros tr\u00eas deputados: Pedro Henry (PP-MT), Jo\u00e3o Batista (PP-SP) e Erico Ribeiro (PP-RS), negando que tenha repassado \u201ccomiss\u00e3o\u201d tamb\u00e9m para eles. <\/p>\n<p>No total, a CPI acusou 69 deputados e tr\u00eas senadores \u2014 Serys Slhessarenko (PT-MT), Magno Malta (PL-ES) e Ney Suassuna (PMDB-PB). Na C\u00e2mara, os peemedebistas Coriolano Sales (BA) e Marcelino Fraga (ES) renunciaram. Dos 67 que restaram, apenas cinco conseguiram se reeleger em outubro: Wellington Fagundes (PL-MT), Wellington Roberto (PL-PB), Carlos Dunga (PTB-PB), Jo\u00e3o Magalh\u00e3es (PMDB-MG) e Marcondes Gadelha (PSB-PB). No caso deles, os processos por quebra de decoro poder\u00e3o ser retomados ano que vem, a partir de fevereiro de 2007, por decis\u00e3o do novo presidente do Conselho de \u00c9tica, da Mesa Diretora ou por iniciativa de partidos pol\u00edticos. <\/p>\n<p><strong>Depoimentos<\/strong><\/p>\n<p>A CPI dos Sanguessugas ouve amanh\u00e3 mais dois envolvidos no esc\u00e2ndalo do dossi\u00ea contra tucanos. A comiss\u00e3o interrogar\u00e1 Gedimar Passos, advogado preso em S\u00e3o Paulo pela Pol\u00edcia Federal com R$ 1,75 milh\u00e3o que seriam usados na compra do material, e Hamilton Lacerda, apontado pela PF como o \u201chomem da mala\u201d. Lacerda trabalhou como assessor da campanha ao governo de S\u00e3o Paulo do senador Aloizio Mercadante (PT). A pol\u00edcia suspeita que ele tenha levado o dinheiro para Gedimar e a Valdebran Padilha, que estava em companhia do advogado quando ocorreu a pris\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PF quer mais prazo para investigar<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp; <\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Federal reuniu ind\u00edcios que, tecnicamente, comprometeriam mais o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) do que o deputado Ricardo Berzoini, afastado da presid\u00eancia nacional do partido, no esc\u00e2ndalo do dossi\u00ea contra tucanos. A informa\u00e7\u00e3o mais contundente do inqu\u00e9rito sobre a origem dos R$ 1,75 milh\u00e3o que seriam usados na compra do dossi\u00ea ainda \u00e9 o conjunto de imagens do Hotel \u00cdbis em S\u00e3o Paulo, onde Gedimar Passos e Valdebran Padilha foram presos. A partir dessas grava\u00e7\u00f5es, a PF concluiu que Hamilton Lacerda, ex-assessor de comunica\u00e7\u00e3o na campanha de Mercadante ao governo de S\u00e3o Paulo, foi o respons\u00e1vel por entregar os recursos \u00e0 dupla. <\/p>\n<p>Em relat\u00f3rio parcial da apura\u00e7\u00e3o, que pretende remeter hoje \u00e0 Justi\u00e7a Federal no Mato Grosso, o delegado Di\u00f3genes Curado argumentar\u00e1 que precisa de mais prazo para aprofundar as investiga\u00e7\u00f5es. A pol\u00edcia persegue pistas sobre lugares freq\u00fcentados por Hamilton na semana da apreens\u00e3o do dinheiro, ocorrida na sexta-feira 15 de setembro. O circuito de v\u00eddeo do hotel flagrou o ex-assessor de Mercadante duas vezes no estabelecimento, onde se encontrou com Gedimar. Nas idas ao local, na manh\u00e3 do dia 13 e na madrugada do dia 15, ele chegou com bolsas e saiu de l\u00e1 sem elas. <\/p>\n<p>Apesar disso, a pol\u00edcia ainda n\u00e3o conseguiu encontrar provas ou confiss\u00e3o que incrimine Mercadante ou Berzoini, como foi noticiado ontem pela imprensa. O direito brasileiro n\u00e3o prev\u00ea a figura da responsabilidade objetiva, pela qual o dirigente de uma entidade responda criminalmente pelos atos de seus subordinados. \u201cAs investiga\u00e7\u00f5es at\u00e9 agora realizadas n\u00e3o nos permitem concluir quem \u00e9 o mandante\u201d, afirmou o superintendente da PF em Cuiab\u00e1, Daniel Lorenz. <\/p>\n<p><strong>Crime eleitoral<\/strong><\/p>\n<p>Em mais de 70 dias de apura\u00e7\u00e3o, a pol\u00edcia n\u00e3o tem d\u00favidas, por\u00e9m, de que a trama partiu de um grupo influente de dirigentes do PT nacional e de S\u00e3o Paulo e trabalha com a hip\u00f3tese do crime eleitoral. Os investigadores est\u00e3o convencidos que o conte\u00fado do dossi\u00ea, embora seu potencial seja question\u00e1vel, prejudicaria mais o governador eleito de S\u00e3o Paulo Jos\u00e9 Serra (PSDB) \u2014 outro elemento em desfavor de Mercadante, que nega qualquer participa\u00e7\u00e3o no epis\u00f3dio. <\/p>\n<p>Berzoini negou ontem, em S\u00e3o Paulo, ter sido o respons\u00e1vel pela compra do dossi\u00ea. <\/p>\n<p>Segundo ele, seu advogado, Fernando Tib\u00farcio, entrou em contato com o delegado da Pol\u00edcia Federal em Cuiab\u00e1 Di\u00f3genes Curado Filho, que teria negado a ele a informa\u00e7\u00e3o divulgada pela imprensa de que a PF aponta o parlamentar como o mandante da compra do dossi\u00ea. <\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma mat\u00e9ria que n\u00e3o cita fontes nem tem aspas. Pressup\u00f5e que quem tem de mostrar se isso \u00e9 verdade ou n\u00e3o \u00e9 a Pol\u00edcia Federal, ou o jornal. Eu estou absolutamente tranq\u00fcilo em rela\u00e7\u00e3o a esse epis\u00f3dio\u201d, garantiu. \u201cDesde o come\u00e7o, declaro com total tranq\u00fcilidade a minha isen\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a isso e quero aguardar tamb\u00e9m com tranq\u00fcilidade o encaminhamento da apura\u00e7\u00e3o\u201d. Berzoini disse que ir\u00e1 analisar com cuidado se h\u00e1 \u201ccondi\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas\u201d de processar o jornal. O presidente interino do PT, Marco Aur\u00e9lio Garcia, tentou desqualificar as den\u00fancias contra Berzoini. De forma ir\u00f4nica, Garcia chamou a mat\u00e9ria de uma \u201cobra de fic\u00e7\u00e3o\u201d. <\/p>\n<p>&nbsp;entenda o caso <\/p>\n<p><strong>Dossi\u00ea contra tucanos<\/strong><\/p>\n<p>No dia 15 de setembro, a Pol\u00edcia Federal apreendeu v\u00eddeo, DVD e fotos que mostram o ent\u00e3o candidato do PSDB ao governo de S\u00e3o Paulo, Jos\u00e9 Serra, na entrega de ambul\u00e2ncias superfaturadas pela m\u00e1fia. O material contra o tucano seria oferecido pelo empres\u00e1rio Luiz Ant\u00f4nio Vedoin, chefe dos sanguessugas e s\u00f3cio da Planam, ao advogado Gedimar Passos e a Valdebran Padilha, ex-filiado ao PT do Mato Grosso, presos naquele dia com R$ 1,75 milh\u00e3o num hotel de S\u00e3o Paulo. <\/p>\n<p>Gedimar disse \u00e0 PF que foi contratado pela Executiva Nacional do PT, comandada pelo presidente da legenda, Ricardo Berzoini, ent\u00e3o coordenador da campanha \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o de Lula, para negociar com a fam\u00edlia Vedoin a compra do dossi\u00ea. Afirmou tamb\u00e9m que seu contato no PT era algu\u00e9m de nome \u201cFroud ou Freud\u201d. Ap\u00f3s a den\u00fancia, o assessor pessoal e amigo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, Freud Godoy, pediu afastamento do cargo. Negou qualquer liga\u00e7\u00e3o com os envolvidos. <\/p>\n<p>Outros nomes ligados ao PT foram relacionados ao esc\u00e2ndalo. De acordo com as investiga\u00e7\u00f5es, Osvaldo Bargas, ex-secret\u00e1rio no Minist\u00e9rio do Trabalho e ent\u00e3o coordenador de programa de governo da campanha, e Jorge Lorenzetti, o analista de m\u00eddia e risco do PT, procuraram a revista \u00c9poca para oferecer as informa\u00e7\u00f5es do material, mas a negocia\u00e7\u00e3o n\u00e3o vingou. Lorenzetti foi afastado do cargo e Berzoini deixou a coordena\u00e7\u00e3o da campanha de Lula e a presid\u00eancia do partido. <\/p>\n<p>O ex-diretor do Banco do Brasil Expedito Veloso tamb\u00e9m foi afastado da institui\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s den\u00fancia sobre seu suposto envolvimento. Em S\u00e3o Paulo, o ent\u00e3o candidato ao governo Aloizio Mercadante (PT) afastou o coordenador de comunica\u00e7\u00e3o da campanha Hamilton Lacerda, que teria levado os R$ 1,75 milh\u00e3o ao hotel para entregar a Gedimar e Valdebran.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Marcelo Rocha<\/strong>   <\/p>\n<p><strong>Correio Braziliense <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-9245","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9245","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9245"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9245\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9245"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9245"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}