{"id":9237,"date":"2006-11-24T09:15:10","date_gmt":"2006-11-24T11:15:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/controladores-zona-cega-surda-e-muda\/"},"modified":"2006-11-24T09:15:10","modified_gmt":"2006-11-24T11:15:10","slug":"controladores-zona-cega-surda-e-muda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/controladores-zona-cega-surda-e-muda\/","title":{"rendered":"Controladores: &#8216;zona cega, surda e muda&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><em>Depoimentos confirmam a dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o na \u00e1rea do acidente em MT <\/em><\/p>\n<p>Os tr\u00eas controladores de v\u00f4o que prestaram depoimento ontem confirmaram \u00e0 Pol\u00edcia Federal que s\u00e3o muitas as dificuldades de contato com aeronaves que sobrevoam a \u00e1rea onde ocorreu a colis\u00e3o entre o Boeing da Gol e o Legacy. Esses problemas de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o graves e freq\u00fcentes que aquela regi\u00e3o do Mato Grosso, segundo eles, \u00e9 conhecida como &#8220;zona cega, surda e muda&#8221;. <\/p>\n<p>&#8211; Os controladores de v\u00f4o tratam assim aquela \u00e1rea porque voc\u00ea perde n\u00e3o s\u00f3 contato visual, no radar, como tamb\u00e9m a frequ\u00eancia do r\u00e1dio. N\u00e3o se v\u00ea a aeronave, n\u00e3o se fala e nem se ouve nada. Ficam literalmente \u00e0s cegas &#8211; disse o advogado Normando Cavalcanti, que defende os controladores. <\/p>\n<p>Segundo ele, os controladores afirmaram que o problema acontece h\u00e1 anos. Ele afirmou que a extens\u00e3o dessa \u00e1rea cega pode chegar at\u00e9 70 milhas. Depuseram ontem o supervisor, o controlador de v\u00f4o e o assistente do controlador que estavam na hora do acidente. Os tr\u00eas depoimentos duraram oito horas. <\/p>\n<p>O advogado negou que a equipe que monitorava o Legacy tenha ficado sem supervis\u00e3o. Normando informou que o supervisor acumulou a fun\u00e7\u00e3o de supervis\u00e3o geral. Os controladores contaram que o supervisor-geral se ausentou e que o supervisor assumiu seu posto, sem deixar de acompanhar o trabalho do controlador: <\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o houve nada demais. \u00c9 rotina. O supervisor mais antigo acumula a fun\u00e7\u00e3o. Em momento algum o controlador ficou sem supervis\u00e3o. <\/p>\n<p>Ele acrescentou que o controlador trabalha com total autonomia. Os controladores afirmaram no depoimento que n\u00e3o tiveram qualquer responsabilidade com o que ocorreu e que s\u00f3 souberam do acidente com a divulga\u00e7\u00e3o do fato pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Eles disseram que n\u00e3o sabiam que as aeronaves estavam em rota de colis\u00e3o porque um dos radares informava que o Legacy estava a 36 mil p\u00e9s e que essa era a altitude prevista no plano de v\u00f4o. <\/p>\n<p><strong>Em outubro, Boeing da Gol e Fokker da TAM quase se chocaram no Rio<\/strong><\/p>\n<p>Duas semanas ap\u00f3s o acidente do Boeing da Gol com um Legacy, que matou 154 pessoas no fim de setembro, no Mato Grosso, um acidente semelhante quase ocorreu no Brasil: outro Boeing da Gol passou a 60 metros de um Fokker 100 da TAM, no Rio de Janeiro, segundo informou ontem reportagem do &#8220;Jornal Nacional&#8221;. <\/p>\n<p>O quase acidente teria ocorrido no domingo, dia 15 de outubro, no Rio, \u00e0s 21h. O Boeing da Gol decolou de Porto Alegre para pousar no aeroporto do Gale\u00e3o, realizando o v\u00f4o 1805. O Fokker da TAM saiu do Rio de Janeiro com destino a Campinas, no interior de S\u00e3o Paulo, cumprindo o v\u00f4o 3831. <\/p>\n<p><strong>Avi\u00f5es precisam voar a 300 metros de dist\u00e2ncia <\/strong><\/p>\n<p>Na hora do incidente, a aeronave da Gol come\u00e7ava a preparar o pouso no Rio, estava portanto em rota descendente, a 16,1 mil p\u00e9s. O Fokker da TAM, que havia acabado de decolar, estava a 15,9 mil p\u00e9s. Os dois avi\u00f5es iam em sentido contr\u00e1rio e passaram a pouco mais de 60 metros de dist\u00e2ncia um do outro, com claro risco de acidente. As normas da pr\u00f3pria Aeron\u00e1utica brasileira determinam que os avi\u00f5es devem voar a uma dist\u00e2ncia m\u00ednima de 300 metros. <\/p>\n<p>O caso teria sido uma das 22 quase colis\u00f5es que foram registradas neste ano. Segundo a reportagem, o caso foi confirmado pela Aeron\u00e1utica. Nenhuma autoridade da Aeron\u00e1utica foi encontrada na noite de ontem pelo GLOBO para falar do ocorrido. <\/p>\n<p>Esse incidente estaria narrado em um relat\u00f3rio produzido pela pr\u00f3pria Aeron\u00e1utica que, segundo o &#8220;Jornal Nacional&#8221;, registra que, at\u00e9 julho deste ano, foram 22 incidentes. O n\u00famero foi maior no ano passado, quando quase 80 colis\u00f5es foram registradas. Mas o recorde ficou com 1998, quando encontros diretos a menos de 300 metros de distariam teriam somados 134 casos. <\/p>\n<p><strong>O Globo <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-9237","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9237","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9237"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9237\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}