{"id":9168,"date":"2006-11-07T09:10:43","date_gmt":"2006-11-07T11:10:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/petrobras-vai-aumentar-preco-do-gas-natural-produzido-no-brasil\/"},"modified":"2006-11-07T09:10:43","modified_gmt":"2006-11-07T11:10:43","slug":"petrobras-vai-aumentar-preco-do-gas-natural-produzido-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/petrobras-vai-aumentar-preco-do-gas-natural-produzido-no-brasil\/","title":{"rendered":"Petrobr\u00e1s vai aumentar pre\u00e7o do g\u00e1s natural produzido no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Porcentual do reajuste ainda n\u00e3o foi definido; novas tarifas ser\u00e3o discutidas com distribuidoras s\u00f3 em 2007 <\/p>\n<p>A Petrobr\u00e1s confirmou ontem que pretende aumentar o pre\u00e7o do g\u00e1s natural produzido no Brasil, com objetivo de reduzir a diferen\u00e7a entre o valor do produto e as cota\u00e7\u00f5es de seus principais concorrentes, como \u00f3leo combust\u00edvel e diesel. Segundo o diretor de g\u00e1s e energia da estatal, Ildo Sauer, ainda n\u00e3o h\u00e1 um porcentual definido e os novos pre\u00e7os s\u00f3 devem come\u00e7ar a ser discutidos com as distribuidoras no ano que vem. &#8216;O g\u00e1s nacional est\u00e1 defasado e precisa de ajuste&#8217;, afirmou o executivo.<\/p>\n<p>Atualmente, o g\u00e1s natural custa 56% do pre\u00e7o do \u00f3leo combust\u00edvel, seu principal concorrente para o fornecimento de energia \u00e0 ind\u00fastria. Em suas proje\u00e7\u00f5es para os pr\u00f3ximos anos, a Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE) calcula que o valor do g\u00e1s passe a representar 80% da cota\u00e7\u00e3o do \u00f3leo. Se a diferen\u00e7a fosse eliminada de uma s\u00f3 vez, isso significaria um reajuste de 42%. O estudo da EPE, por\u00e9m, trabalha com proje\u00e7\u00f5es de longo prazo, ou seja, com a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os nos pr\u00f3ximos 20 anos.<\/p>\n<p>Sauer disse que \u00e9 cedo para falar sobre n\u00fameros. &#8216;Nossa \u00e1rea t\u00e9cnica est\u00e1 fazendo estudos e depois teremos ainda que negociar com as distribuidoras&#8217;, explicou o executivo. O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas Distribuidoras de G\u00e1s Canalizado (Abeg\u00e1s), Romero Oliveira, confirmou que as companhias ainda n\u00e3o foram procuradas para discutir o reajuste.<\/p>\n<p>A Petrobr\u00e1s, que atuou ativamente na forma\u00e7\u00e3o de um mercado consumidor de g\u00e1s no Pa\u00eds, agora quer conter a escalada do consumo no mercado, que cresce a uma taxa de 17% ao ano. A mudan\u00e7a de estrat\u00e9gia deve-se \u00e0 falta de garantias suficientes para manter o suprimento nesse ritmo.<\/p>\n<p>Em entrevista ao Estado, Sauer frisou que a proposta de aumento n\u00e3o inclui o g\u00e1s boliviano, que respeita uma f\u00f3rmula de reajuste trimestral prevista em contrato. &#8216;O g\u00e1s da Bol\u00edvia depende dos contratos que est\u00e3o sendo cumpridos e n\u00e3o v\u00e3o ser mudados&#8217;, disse, sinalizando que a estatal n\u00e3o vai aceitar o aumento pedido por La Paz.<\/p>\n<p>Representante dos governos estaduais no Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica (CNPE), o secret\u00e1rio de energia, ind\u00fastria naval e petr\u00f3leo do Estado do Rio de Janeiro, Wagner Victer, disse ontem que a Petrobr\u00e1s extrapola seu papel ao decidir conter o consumo com aumento de pre\u00e7os. &#8216;Pol\u00edtica energ\u00e9tica deve ser definida pelo CNPE e n\u00e3o por uma empresa. Isso \u00e9 exerc\u00edcio de monop\u00f3lio&#8217;, protestou.<\/p>\n<p>F\u00d3RMULA<\/p>\n<p>A Petrobr\u00e1s alega que os pre\u00e7os internos do g\u00e1s n\u00e3o acompanharam as cota\u00e7\u00f5es internacionais do petr\u00f3leo e derivados, que dispararam nos \u00faltimos anos. Segundo nota distribu\u00edda na tarde de ontem, essa seria a principal raz\u00e3o das altas taxas de crescimento do mercado. &#8216;A Petrobr\u00e1s esclarece que o pre\u00e7o do g\u00e1s natural no Brasil est\u00e1 defasado em rela\u00e7\u00e3o aos combust\u00edveis que veio a substituir, provocando desequil\u00edbrio entre a oferta e a demanda&#8217;, diz o texto, afirmando que este ritmo \u00e9 &#8216;mais alto do que o sustent\u00e1vel&#8217;.<\/p>\n<p>Sauer explicou que algumas distribuidoras estaduais j\u00e1 est\u00e3o sem contratos de fornecimento de g\u00e1s e que os novos pre\u00e7os estar\u00e3o na pauta das renegocia\u00e7\u00f5es de contrato com as empresas. A estatal pretende propor uma nova estrutura de pre\u00e7os, com tr\u00eas tipos de suprimento: firme, para volumes fixos; interrupt\u00edvel, que poderia ser interrompido pela estatal; e g\u00e1s natural liq\u00fcefeito, voltado principalmente para as t\u00e9rmicas.<\/p>\n<p>Todos os tr\u00eas ser\u00e3o reajustados de acordo com as cota\u00e7\u00f5es internacionais do petr\u00f3leo, derivados e g\u00e1s natural, dependendo do caso. Atualmente, n\u00e3o h\u00e1 f\u00f3rmula contratual para reajuste do g\u00e1s nacional, cujos pre\u00e7os foram liberados em janeiro de 2002. &#8216;As condi\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os do g\u00e1s deveriam ser melhor discutidas com a sociedade, n\u00e3o podem ser resolvidas assim, de uma hora para a outra&#8217;, reclamou Oliveira, da Abeg\u00e1s.<\/p>\n<p>N\u00daMEROS <\/p>\n<p>56% \u00e9 o quanto representa hoje o valor do g\u00e1s natural em rela\u00e7\u00e3o ao \u00f3leo combust\u00edvel, seu principal concorrente <\/p>\n<p>42% seria o porcentual de reajuste necess\u00e1rio para equiparar o pre\u00e7o do g\u00e1s natural ao do \u00f3leo combust\u00edvel <\/p>\n<p>80% \u00e9 o porcentual que a Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE) calcula que o valor do g\u00e1s passar\u00e1 a representar em rela\u00e7\u00e3o ao \u00f3leo <\/p>\n<p><strong>Nicola Pamplona <\/strong> <\/p>\n<p><strong>O Estado de S. Paulo <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-9168","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9168","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9168"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9168\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9168"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9168"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}