{"id":9023,"date":"2006-09-28T09:17:50","date_gmt":"2006-09-28T12:17:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/a-desconfianca-do-bc\/"},"modified":"2006-09-28T09:17:50","modified_gmt":"2006-09-28T12:17:50","slug":"a-desconfianca-do-bc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/a-desconfianca-do-bc\/","title":{"rendered":"A Desconfian\u00e7a do BC"},"content":{"rendered":"<p><em>Linha de investiga\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal para a opera\u00e7\u00e3o de entrada suspeita dos d\u00f3lares do dossi\u00ea \u00e9 questionada pelo banco<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1, entre funcion\u00e1rios graduados do Banco Central, uma discreta desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal sobre a origem do R$ 1,7 milh\u00e3o encontrados com os petistas Vadebran Padilha e Gedimar Passos, num quarto do Hotel \u00cdbis, em S\u00e3o Paulo. Em conversas reservadas com o Correio, dois dirigentes do BC informaram ontem ser \u201cpouco prov\u00e1vel\u201d que a entrada dos US$ 248,8 mil tenha se dado de forma legal, como afirma a PF. Mais que isso, at\u00e9 agora n\u00e3o chegou ao Banco Central nenhum of\u00edcio ou requerimento de informa\u00e7\u00e3o a respeito do dinheiro ou das institui\u00e7\u00f5es financeiras envolvidas. <\/p>\n<p>Antecipando-se a qualquer desentendimento com a PF, o Banco Central tratou de divulgar, no in\u00edcio da noite, uma curta nota oficial em que \u201cesclarece\u201d tr\u00eas pontos: o n\u00famero de s\u00e9rie das notas de d\u00f3lar s\u00e3o irrelevantes para o registro das opera\u00e7\u00f5es de c\u00e2mbio; todas as compras e vendas de d\u00f3lares s\u00e3o registradas no BC com nome do comprador e do vendedor; e finalmente, tais informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o protegidas por sigilo banc\u00e1rio. <\/p>\n<p>O comunicado do Banco Central fala mais nas entrelinhas que nas linhas. Naquelas, o BC avisa que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel descobrir o respons\u00e1vel pelos d\u00f3lares apreendidos pelos petistas apenas a partir do n\u00famero de s\u00e9rie das notas, como vem fazendo a Pol\u00edcia Federal. E deixa claro que, se a opera\u00e7\u00e3o \u00e9 mesmo legal, como afirma a PF, o nome de todos os envolvidos est\u00e1 registrado em seu Departamento de C\u00e2mbio. O \u00faltimo ponto da nota pode ser entendido como um convite para que os policiais solicitem formalmente os dados, com autoriza\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a. At\u00e9 agora, nada disso foi feito. <\/p>\n<p>Um dos dirigentes do BC mencionou o Patriotic Act, baixado pelo governo norte-americano ap\u00f3s os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Ele endurece a legisla\u00e7\u00e3o contra a lavagem de dinheiro, entre outras coisas. E torna muito restrito o tr\u00e2nsito de d\u00f3lares em esp\u00e9cie para fora do territ\u00f3rio dos EUA. Mesmo na hip\u00f3tese de ele ter sa\u00eddo de l\u00e1 com autoriza\u00e7\u00e3o, argumenta a fonte, teria que ser obrigatoriamente registrado no BC, em se tratando de uma opera\u00e7\u00e3o legal. <\/p>\n<p>A PF, por seu lado, segue sua linha de investiga\u00e7\u00e3o. Ontem, anunciou o banco paulista Sofisa como respons\u00e1vel pela interna\u00e7\u00e3o do dinheiro no Brasil. E avisou que investiga dez pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas, inclusive corretoras de valores, casas de c\u00e2mbio e doleiros, como receptores dos d\u00f3lares distribu\u00eddos pelo Sofisa. <\/p>\n<p>Vedoin dep\u00f5e contra deputados <\/p>\n<p>Luiz Ant\u00f4nio Vedoin, chefe da m\u00e1fia das ambul\u00e2ncias, reafirmou na Pol\u00edcia Federal as acusa\u00e7\u00f5es contra os parlamentares que receberam propinas. Ontem, ele foi ouvido o dia todo em Cuiab\u00e1 por tr\u00eas delegados da PF de Bras\u00edlia. Os depoimentos s\u00e3o para os processos que correm no Supremo Tribunal Federal contra os parlamentares. <\/p>\n<p>Segundo a assessoria de imprensa da PF, os tr\u00eas delegados devem ficar at\u00e9 s\u00e1bado ouvindo Luiz Ant\u00f4nio, seu pai, Darci Vedoin, e a ex-assessora do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade Maria da Penha Lino, tamb\u00e9m presa durante a Opera\u00e7\u00e3o Sanguessuga. Ao todo, 82 deputados federais e dois senadores respondem a processo no STF. Nessa fase, os Vedoin e Maria da Penha ser\u00e3o ouvidos em 24 processos. \u201cEles est\u00e3o reafirmando o que sempre disseram no in\u00edcio das investiga\u00e7\u00f5es\u201d, disse o advogado El\u00f3i Ricardo Reffatti, que acompanhou as audi\u00eancias <\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal de Mato Grosso impetrou a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa na 5\u00aa Vara Federal do estado contra Luiz Ant\u00f4nio e Darci. Eles s\u00e3o suspeitos de liderar a chamada m\u00e1fia dos sanguessugas, que promovia a compra superfaturada de ambul\u00e2ncias com recursos do Or\u00e7amento. <\/p>\n<p>Assessores <\/p>\n<p>O MP tamb\u00e9m acusa de improbidade os deputados federais Lino Rossi (PP), Pedro Henry (PP), Wellington Fagundes (PL) e Ricarte de Freitas (PTB), al\u00e9m do empres\u00e1rio Ronildo Medeiros e dois assessores parlamentares, todos de Mato Grosso, por suspeita de envolvimento com a fraude. A compra das ambul\u00e2ncias era feita por meio de emendas parlamentares. No mesmo processo, enviado \u00e0 Justi\u00e7a na \u00faltima ter\u00e7a-feira, o Minist\u00e9rio P\u00fablico solicitou o seq\u00fcestro de bens dos supostos envolvidos com o esquema. O juiz Jos\u00e9 Pires da Cunha negou o pedido.&nbsp; <\/p>\n<p>&nbsp; <\/p>\n<p>BB inocenta Expedito <\/p>\n<p>O Banco do Brasil inocentou o ex-diretor de gest\u00e3o de risco, o petista Expedito Afonso Veloso, das acusa\u00e7\u00f5es de viola\u00e7\u00e3o do sigilo banc\u00e1rio dos empres\u00e1rios Abel Pereira e do grupo Planam. Segundo o banco, a auditoria interna iniciada na sexta-feira chegou a conclus\u00e3o preliminar de que, entre julho e setembro, Veloso n\u00e3o acessou diretamente as contas de qualquer das pessoas envolvidas. O BB n\u00e3o divulgou a informa\u00e7\u00e3o por escrito. Repassou-a verbalmente por interm\u00e9dio da assessoria de imprensa. <\/p>\n<p>Expedito Veloso \u00e9 um dos petistas a que o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva chamou de \u201cbando de aloprados\u201d. Sindicalista ligado ao ex-ministros Ricardo Berzoini e Luiz Gushiken, ele licenciou-se do Bando do Brasil e integrou-se \u00e0 campanha reeleitoral do presidente da Rep\u00fablica. Nos \u00faltimos dias, participou ativamente das tratativas com o empres\u00e1rio Luiz Ant\u00f4nio Vedoin, s\u00f3cio da Planam e chefe da m\u00e1fia dos sanguessugas, na transa\u00e7\u00e3o do dossi\u00ea contra o PSDB. Viajou a Cuiab\u00e1 para conferir o conte\u00fado das informa\u00e7\u00f5es prometidas por Vedoin. <\/p>\n<p>Na \u00faltima sexta-feira, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), sub-relator da CPI dos Sanguessugas, recebeu da Pol\u00edcia Federal a informa\u00e7\u00e3o de que o PT soube por Expedito Veloso das liga\u00e7\u00f5es da m\u00e1fia com o empres\u00e1rio Abel Pereira, ligado ao \u00faltimo ministro da Sa\u00fade do governo Fernando Henrique Cardoso, Barjas Negri. Expedito, por seu turno, teria tomado conhecimento disto depois de xeretar contas banc\u00e1rias mantidas no BB por Abel e por empresas do grupo Planam. <\/p>\n<p>A auditoria interna do banco levou menos de 48 horas para concluir pela inoc\u00eancia do ex-diretor, afastado do cargo na quarta-feira da semana passada. Mas, de acordo com a assessoria de imprensa, a investiga\u00e7\u00e3o continuar\u00e1. Expedito tamb\u00e9m \u00e9 alvo de questionamentos da Comiss\u00e3o de \u00c9tica P\u00fablica do governo federal. Ele n\u00e3o poderia participar de campanhas eleitorais durante per\u00edodo em que seu sal\u00e1rio fosse pago por empresa estatal.<\/p>\n<p><strong>Ugo Braga <\/strong>  <\/p>\n<p><strong>Correio Braziliense <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-9023","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9023","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9023"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9023\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9023"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9023"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9023"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}