{"id":8941,"date":"2006-09-04T08:50:29","date_gmt":"2006-09-04T11:50:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/pf-encontra-novo-tunel-em-maceio\/"},"modified":"2006-09-04T08:50:29","modified_gmt":"2006-09-04T11:50:29","slug":"pf-encontra-novo-tunel-em-maceio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/pf-encontra-novo-tunel-em-maceio\/","title":{"rendered":"PF encontra novo t\u00fanel em Macei\u00f3"},"content":{"rendered":"<p><em>Segundo investigadores, quadrilha planejava assaltar tr\u00eas bancos e uma seguradora <\/em><\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Federal suspeita que um t\u00fanel de 87 metros de extens\u00e3o descoberto no Centro de Macei\u00f3 tenha sido aberto por assaltantes ligados \u00e0 fac\u00e7\u00e3o criminosa que realizou a onda de ataques em S\u00e3o Paulo. O t\u00fanel, informou ontem o superintendente interino da PF em Alagoas, delegado Fernando Costa, seria usado para assaltos a tr\u00eas ag\u00eancias de bancos privados e a uma seguradora de valores, todas instaladas no bairro do Farol, na parte alta da cidade. <\/p>\n<p>O delegado sustenta que a a\u00e7\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o ocorreu porque os 20 assaltantes envolvidos no planejamento foram chamados, h\u00e1 20 dias, para refor\u00e7ar o outro grupo da mesma fac\u00e7\u00e3o criminosa que executava um plano semelhante no Rio Grande do Sul e acabou desbaratado pela Opera\u00e7\u00e3o Fac\u00e7\u00e3o Toupeira da Pol\u00edcia Federal, na sexta-feira passada. <\/p>\n<p>O t\u00fanel, cuja entrada estava a mais de tr\u00eas metros de profundidade, foi cavado numa casa na Rua Professor Guedes de Miranda 67, no bairro do Farol (a cinco minutos do centro da capital alagoana), e seguia em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Avenida Fernandes Lima, pr\u00f3ximo ao Shopping Cidade. <\/p>\n<p>O tra\u00e7ado levou os peritos da PF a acreditar que o grupo roubaria as ag\u00eancias da Caixa Econ\u00f4mica Federal (que fica ao lado do shopping), do Bradesco, do Unibanco, e a Seguradora de Valores Nordeste, que guarda valores e armas de fogo. <\/p>\n<p>Al\u00e9m de quatro pessoas presas na casa, foram apreendidos dois carros (uma Fiorino e uma van, com placas de Pernambuco), fios de energia el\u00e9trica e tr\u00eas carrinhos de rolim\u00e3. A terra retirada do t\u00fanel estava estocada na despensa. O im\u00f3vel pertence \u00e0 fam\u00edlia da delegada da Pol\u00edcia Civil de Alagoas, Maria do Socorro, que se diz surpresa com tudo. A delegada informou que sua m\u00e3e alugou o im\u00f3vel para um dos integrantes do grupo &#8211; o valor ainda \u00e9 sigilo. Ela disse que n\u00e3o desconfiou de nada. <\/p>\n<p>Segundo o perito Rog\u00e9rio Beleza, um dos cinco da PF que estiveram no local, as investiga\u00e7\u00f5es continuam porque a pol\u00edcia deve fazer novas pris\u00f5es dentro de alguns dias. H\u00e1 dez mandados de pris\u00e3o ainda a serem cumpridos. <\/p>\n<p><strong>Dois suspeitos permanecem presos na sede da PF <\/strong><\/p>\n<p>Na primeira fase da opera\u00e7\u00e3o, quatro pessoas foram presas e interrogadas pelo delegado Daniel Granjeiro: Fagner de Ara\u00fajo Santos, de 24 anos, Joseilson da Silva Brito, de 25, e Jos\u00e9 Edvaldo da Silva, de 35, que s\u00e3o alagoanos, al\u00e9m de um pernambucano conhecido por Boneco de Olinda, preso com 18 carteiras de identidade. Mas s\u00f3 duas pessoas permanecem presas; as identidades ainda s\u00e3o mantidas sob sigilo. <\/p>\n<p>O delegado Fernando Costa disse que parte do bando est\u00e1 ligada tamb\u00e9m ao assalto ocorrido em agosto do ano passado ao Banco Central em Fortaleza. A PF tenta agora encontrar os respons\u00e1veis pelo repasse de informa\u00e7\u00f5es, e se h\u00e1 liga\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios de bancos e empresas com a quadrilha. <\/p>\n<p><strong>O mapa do crime organizado <\/strong><\/p>\n<p>Com novas apreens\u00f5es de dinheiro &#8211; foram R$646,6 mil em duas opera\u00e7\u00f5es realizadas em Peru\u00edbe, litoral de S\u00e3o Paulo, e na fazenda Boa Sorte, no munic\u00edpio de Pium (TO), a 150 quil\u00f4metros de Palmas &#8211; e a descoberta de mais um t\u00fanel, de 87 metros de extens\u00e3o, que seria usado para assaltos a tr\u00eas ag\u00eancias de bancos privados e a uma seguradora de Valores em Macei\u00f3, a Pol\u00edcia Federal d\u00e1 mostras de que a fac\u00e7\u00e3o criminosa que aterroriza S\u00e3o Paulo e \u00e9 suspeita do assalto ao Banco Central de Fortaleza, ano passado, est\u00e1 ramificada em todo o pa\u00eds. A Opera\u00e7\u00e3o Fac\u00e7\u00e3o Toupeira, desencadeada na sexta-feira em dez estados brasileiros &#8211; e que resultou na pris\u00e3o de 26 homens que cavavam um t\u00fanel no centro de Porto Alegre para assaltar os cofres do Banco do Estado do Rio Grande do Sul e Caixa Econ\u00f4mica Federal &#8211; prev\u00ea para os pr\u00f3ximos dias mais pris\u00f5es, al\u00e9m dos 41 envolvidos j\u00e1 encarcerados. <\/p>\n<p>A PF acredita que o dinheiro encontrado em S\u00e3o Paulo e em Tocantins seja parte dos R$164,8 milh\u00f5es levados no assalto ao Banco Central de Fortaleza. O delegado de Combate ao Crime Organizado da PF no Rio Grande do Sul, Ildo Gasparetto, disse que o objetivo da quadrilha era roubar dos bancos ga\u00fachos um valor &#8220;bem superior&#8221; ao levado do Banco Central. <\/p>\n<p>Gasparetto contou que a Pol\u00edcia Federal chegou a essa conclus\u00e3o ap\u00f3s ouvir os depoimentos dos presos. A maior parte deles, 26, est\u00e1 presa no pres\u00eddio de seguran\u00e7a m\u00e1xima de Charqueadas, a 60 quil\u00f4metros de Porto Alegre. Segundo o delegado, a PF, ao se antecipar \u00e0 a\u00e7\u00e3o da quadrilha, evitou um dos maiores assaltos j\u00e1 realizados: <\/p>\n<p>&#8211; Seria o maior assalto ocorrido no pa\u00eds &#8211; disse o delegado. <\/p>\n<p><strong>Achados R$450 mil em casa de praia <\/strong><\/p>\n<p>S\u00f3 em S\u00e3o Paulo, 60 policiais federais participaram de a\u00e7\u00f5es de buscas em resid\u00eancias durante o fim de semana \u00e0 procura de criminosos ligados \u00e0 fac\u00e7\u00e3o criminosa que organizou ataques a alvos civis e militares no estado. No s\u00e1bado, em Peru\u00edbe, no litoral Sul, a pol\u00edcia encontrou R$450 mil em uma casa de praia que estaria sendo usada por parentes de Lucivaldo e Geovan Laurindo, presos sexta-feira em Porto Alegre. A pol\u00edcia suspeita que a casa tenha sido comprada com dinheiro roubado em Fortaleza e pretende pedir o bloqueio do im\u00f3vel. <\/p>\n<p>Na madrugada de ontem, a pol\u00edcia encontrou mais R$196,6 mil no fundo falso de uma caixa de isopor. A caixa estava enterrada na sala da sede da fazenda Boa Sorte, em Pium, em Tocantins. A propriedade \u00e9 de Raimundo Laurindo Barbosa Neto, preso sexta-feira em Parna\u00edba (PI), acusado de ser um dos principais articuladores do assalto ao BC de Fortaleza. <\/p>\n<p>Na fazenda no interior de Tocantins foi preso Francisco Nascimento Barbosa, o Chic\u00e3o, primo de Laurindo Barbosa Neto. Ainda no estado, tr\u00eas mandados resultaram na apreens\u00e3o de ve\u00edculos e no seq\u00fcestro judicial da fazenda Boa Sorte. A superintendente da PF no estado, Neide Alvez Alvarenga, disse que a propriedade estava sendo monitorada h\u00e1 cinco meses. <\/p>\n<p>&#8211; N\u00f3s sab\u00edamos que a fazenda era de um dos participantes do assalto do Banco Central &#8211; afirmou Neide. <\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a informou que h\u00e1 ainda 15 mandados de pris\u00e3o a serem cumpridos pelos agentes federais, que continuam as buscas. E a PF confirmou que investigar\u00e1 a poss\u00edvel participa\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios do Banrisul. Eles teriam fornecido informa\u00e7\u00f5es \u00e0 quadrilha em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 posi\u00e7\u00e3o dos cofres e ao sistema de alarme. Segundo nota da PF, &#8220;os chefes da organiza\u00e7\u00e3o criminosa, para incentivar os criminosos, diziam-lhes que haveria uma grande quantidade de dinheiro e valores dentro dos cofres&#8221;. O valor contido nos cofres do Banrisul e Caixa Federal seria de cerca de R$80 milh\u00f5es. <\/p>\n<p><strong>O Globo <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-8941","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8941","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8941"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8941\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}