{"id":8892,"date":"2006-08-17T10:03:35","date_gmt":"2006-08-17T13:03:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/bastos-lamenta-decisao-da-justica-sobre-marcola\/"},"modified":"2006-08-17T10:03:35","modified_gmt":"2006-08-17T13:03:35","slug":"bastos-lamenta-decisao-da-justica-sobre-marcola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/bastos-lamenta-decisao-da-justica-sobre-marcola\/","title":{"rendered":"Bastos lamenta decis\u00e3o da Justi\u00e7a sobre Marcola"},"content":{"rendered":"<p>O ministro da Justi\u00e7a, M\u00e1rcio Thomaz Bastos, convive com dois modos diferentes de combater o crime organizado. O primeiro, bastante festejado por ele, ontem, ao divulgar os resultados da Opera\u00e7\u00e3o Dil\u00favio, \u00e9 a coopera\u00e7\u00e3o entre as autoridades capazes de investigar o crime. <\/p>\n<p>O segundo, lamentado pelo ministro, na r\u00e1pida entrevista que deu, ainda ontem, para comentar a decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo de revogar o regime disciplinar diferenciado para Marcos Camacho &#8211; o Marcola -, \u00e9 a falta de contato entre os \u00f3rg\u00e3os que deveriam combater os criminosos. \u00c9 o que acontece entre os governos federal e de S\u00e3o Paulo. <\/p>\n<p>Na Opera\u00e7\u00e3o Dil\u00favio, a Receita e a Pol\u00edcia Federal trocaram informa\u00e7\u00f5es durante dois anos para, em um dia, efetuar dezenas de pris\u00f5es e encerrar uma atividade criminosa que prejudicou o Tesouro em R$ 1,1 bilh\u00e3o. A &#8220;a\u00e7\u00e3o integrada&#8221; foi bastante ressaltada pelo ministro ao falar da Opera\u00e7\u00e3o Dil\u00favio: &#8220;Diversos \u00f3rg\u00e3os colaboraram e conseguiram desbaratar uma quadrilha de R$ 1,1 bilh\u00e3o&#8221;. Ao todo, 1,3 mil funcion\u00e1rios do Fisco e da PF atuaram nas investiga\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>O outro modo resulta na falta de sincronia com o governo paulista. Questionado sobre a &#8220;frouxid\u00e3o&#8221; da Justi\u00e7a com Marcola, o ministro da Justi\u00e7a respondeu que isso \u00e9 um problema do governo de S\u00e3o Paulo: &#8220;Acredito que o governo de S\u00e3o Paulo vai recorrer da decis\u00e3o&#8221;. <\/p>\n<p>O regime diferenciado levaria o l\u00edder do PCC para a rec\u00e9m-inaugurada pris\u00e3o de Catanduvas, no Paran\u00e1, onde ele ficaria sob vigil\u00e2ncia 24 horas ao dia e n\u00e3o teria contato com outros presos. A pris\u00e3o foi inaugurada em junho por Bastos justamente para isolar os integrantes do crime organizado, para que eles n\u00e3o tivessem a possibilidade de ordenar ataques atrav\u00e9s de celulares nas pris\u00f5es comuns, nem organizar atividades criminosas. Agora, o projeto de isolar os l\u00edderes do PCC est\u00e1 sob a amea\u00e7a da Justi\u00e7a paulista.<\/p>\n<p>O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, que atuou por v\u00e1rios anos no TJ de S\u00e3o Paulo, ouvido sobre as chances de Marcola cumprir o regime disciplinar diferenciado, disse que o assunto \u00e9 novo e que n\u00e3o poderia se manifestar, pois votar\u00e1 no processo, caso o governo paulista recorra ao Supremo. Segundo o ministro, n\u00e3o h\u00e1 jurisprud\u00eancia sobre esse assunto. &#8220;N\u00e3o examinei isso no TJ.&#8221;<\/p>\n<p>O ministro Marco Aur\u00e9lio Mello disse que n\u00e3o conhece &#8220;os par\u00e2metros&#8221; desse regime. Mas, acrescentou: &#8220;O Estado deve preservar a integridade f\u00edsica e moral do preso&#8221;. Em seguida, ele ressaltou que os presos, por mais perigosos, devem ter direito a banho de Sol e celas ventiladas. &#8220;Diante da super-popula\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria, o estado perdeu as r\u00e9deas dessas pris\u00f5es. A\u00ed \u00e9 que est\u00e1 o problema&#8221;, concluiu. <\/p>\n<p>Bastos disse que acredita que o Supremo v\u00e1 rever a decis\u00e3o un\u00e2nime do TJ de S\u00e3o Paulo contra o regime diferenciado para Marcola. &#8220;\u00c9 o STF que vai decidir e eu considero a medida dura, mas n\u00e3o inconstitucional.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Juliano Basile do Valor Econ\u00f4mico <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-8892","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8892","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8892"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8892\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8892"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8892"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8892"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}