{"id":8860,"date":"2006-08-11T10:54:52","date_gmt":"2006-08-11T13:54:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/desfalque-no-policiamento\/"},"modified":"2006-08-11T10:54:52","modified_gmt":"2006-08-11T13:54:52","slug":"desfalque-no-policiamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/desfalque-no-policiamento\/","title":{"rendered":"Desfalque no policiamento"},"content":{"rendered":"<p>Um em cada cinco bombeiros, policiais militares e civis que prestaram concurso p\u00fablico, assumiram a vaga e est\u00e3o na ativa, n\u00e3o exerce a fun\u00e7\u00e3o para qual estudou e foi treinado. Pelo menos 21,18% do efetivo das tr\u00eas for\u00e7as de seguran\u00e7a p\u00fablica do Distrito Federal est\u00e3o fora das corpora\u00e7\u00f5es. S\u00e3o 5.656 homens e mulheres que deixam de fazer a atividade-fim \u2014 investigar, fazer policiamento preventivo, combater inc\u00eandios, entre outros \u2014 para trabalhar na burocracia de \u00f3rg\u00e3os do governo local, federal, judici\u00e1rio, entre outros. <\/p>\n<p>A quantidade de agentes de seguran\u00e7a fora das ruas \u00e9 ainda maior porque desse \u00edndice est\u00e3o exclu\u00eddos PMs e bombeiros lotados em quart\u00e9is mas que n\u00e3o fazem policiamento, inspe\u00e7\u00f5es ou a\u00e7\u00f5es contra inc\u00eandios. Eles cuidam da papelada das corpora\u00e7\u00f5es ou trabalham como assessores de oficiais. Alguns fazem a limpeza e seguran\u00e7a interna das unidades, pois a PM e o Corpo de Bombeiros \u2014 diferentemente das pol\u00edcias Civil do DF e Federal, por exemplo \u2014 n\u00e3o t\u00eam contratos com firmas particulares para tais servi\u00e7os. <\/p>\n<p>Os dados foram publicados no Di\u00e1rio Oficial de 6 de julho (veja quadro) e fazem parte do relat\u00f3rio das atividades realizadas pela Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica no primeiro trimestre de 2006. Mas o balan\u00e7o n\u00e3o detalha os quadros dos quart\u00e9is da Pol\u00edcia Militar e do Corpo de Bombeiros. N\u00e3o mostra quantos efetivamente est\u00e3o nas escalas de policiamento ostensivo \u2014 no caso da PM \u2014 e o n\u00famero de bombeiros designados para as a\u00e7\u00f5es operacionais. Nem a quantidade de militares que trabalham apenas com a burocracia nos quart\u00e9is. <\/p>\n<p><b>Distribui\u00e7\u00e3o<\/b> <\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Militar tem 15.477 oficiais e pra\u00e7as, sendo que 1.786 ( 11,6% do total) est\u00e3o longe dos quart\u00e9is. S\u00f3 no Gabinete de Seguran\u00e7a Institucional da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica h\u00e1 387 homens e mulheres. Na Casa Militar do governo local, s\u00e3o mais 427, e 35 no Gabinete Militar da vice-governadoria. Tamb\u00e9m \u00e9 significativo o n\u00famero de PMs presos ou licenciados por problemas m\u00e9dicos: 445 \u2013 o relat\u00f3rio n\u00e3o separa os que est\u00e3o atr\u00e1s das grades dos doentes. <\/p>\n<p>No Corpo de Bombeiros Militar, a propor\u00e7\u00e3o de militares fora da corpora\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda maior (25,5 %). Dos 6.035 profissionais, 1.539 est\u00e3o cedidos a outros \u00f3rg\u00e3os ou \u201cem situa\u00e7\u00f5es diversas\u201d, segundo o balan\u00e7o da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica. H\u00e1 ainda militares desviados de fun\u00e7\u00e3o de forma totalmente ilegal, segundo o Tribunal de Justi\u00e7a do DF. Eles est\u00e3o nos pres\u00eddios, cuidando de detentos, o que vai contra a Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira, que impede os agentes de seguran\u00e7a que prendem de vigiar, punir, educar infratores. <\/p>\n<p>Trabalham como agentes penitenci\u00e1rios 320 PMs e bombeiros. Em <br \/>novembro do ano passado, a Justi\u00e7a local considerou a atividade desvio de fun\u00e7\u00e3o. Para suprir a car\u00eancia de funcion\u00e1rios nos pres\u00eddios, o governo do DF prorrogou por mais um ano o trabalho, at\u00e9 que seja realizado concurso p\u00fablico para contrata\u00e7\u00e3o de 800 agentes penitenci\u00e1rios. H\u00e1 PMs e bombeiros exercendo fun\u00e7\u00e3o de chefia nas unidades prisionais. Eles ganham R$ 1 mil de gratifica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Civil do DF nunca teve tantos delegados, agentes, escriv\u00e3es e peritos. A institui\u00e7\u00e3o conta com 5.192 policiais. Desses, 3.634 ( 69,9% do total) atenderam 37.708 ocorr\u00eancias criminais nos tr\u00eas primeiros meses de 2006. O restante ( 30,1%) est\u00e1 em outros \u00f3rg\u00e3os. A C\u00e2mara Legislativa do DF tem 39 policiais civis \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o. Eles trabalham na seguran\u00e7a da institui\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m como assessores dos deputados distritais. O Tribunal de Justi\u00e7a do DF abriga outros 20, que tamb\u00e9m fazem vigil\u00e2ncia interna. Detalhes: os dois \u00f3rg\u00e3os t\u00eam carreira pr\u00f3pria de seguran\u00e7a. <\/p>\n<p><b>Doen\u00e7as<\/b> <\/p>\n<p>O empr\u00e9stimo para essas \u00e1reas \u00e9 criticado por quem \u00e9 especialista no assunto. O professor George Felipe Dantas, coordenador do N\u00facleo de Estudos em Defesa da Seguran\u00e7a e Ordem P\u00fablica do Uni-DF, diz que a cess\u00e3o desses profissionais para outros \u00f3rg\u00e3os responde apenas a uma parte do porcentual total de afastamentos da atividade fim. \u201cO que resta por contabilizar se divide em diferentes afastamentos internos. Boa parte deles em situa\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas, inclusive de origem psicossom\u00e1tica, englobando doen\u00e7as laborais que v\u00e3o desde cardiopatias a dist\u00farbios posturais e psiqui\u00e1tricos, fruto de uma atividade cujo desgaste \u00e9 pouco conhecido da sociedade\u201d, observa. <\/p>\n<p>Oficial reformado da PMDF, Dantas afirma que as policl\u00ednicas do Corpo de Bombeiro, das pol\u00edcias Civil e Militar sofrem de problemas cr\u00f4nicos de falta de recursos. \u201cTais profissionais dependem de conv\u00eanios irregulares onde a t\u00f4nica \u00e9 o atendimento de emerg\u00eancia e n\u00e3o o preventivo\u201d, ressalta. Para ele, os desvios para a atividade prisional merecem cuidados especiais porque refletem uma situa\u00e7\u00e3o-limite da capacidade operacional, n\u00e3o s\u00f3 do DF como do restante do pa\u00eds. \u201cO sistema prisional do DF pode ser considerado exemplar pelos resultados que apresenta em termos de disciplina e conten\u00e7\u00e3o das freq\u00fcentes rebeli\u00f5es que ocorrem no restante do pa\u00eds. Aumentos de efetivo nesta \u00e1rea s\u00e3o mais do que necess\u00e1rios e justificados.\u201d <\/p>\n<p><!-- \n\n<hr>\n\n --><!-- \n\n<hr>\n\n --><!--  --><!-- \n\n<hr>\n\n --><!--  --><!-- \n\n<hr>\n\n --><!--  --> <\/p>\n<hr>\n<table width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong><font class=\"titulo\">A favor da terceiriza\u00e7\u00e3o<\/font><br \/><!--\n\n --><!--\n\n --><br \/><!--  --><br \/><\/strong><font class=\"texto\">A Associa\u00e7\u00e3o dos Policiais e Bombeiros Militares (Aspol) do DF, uma das 17 entidades representativas de PMs, recebe diariamente reclama\u00e7\u00f5es de militares inconformasdos com a situa\u00e7\u00e3o. O ex-cabo Sidney Patr\u00edcio n\u00e3o v\u00ea solu\u00e7\u00e3o imediata para a sobrecarga do trabalho policial porque a criminalidade s\u00f3 aumenta. Ele entende que algumas a\u00e7\u00f5es poderiam aliviar o excesso de servi\u00e7o. \u201cOs quart\u00e9is poderiam ter pessoal terceirizado para fazer a limpeza e a guarda das unidades. Os soldados deveriam estar nas ruas para garantir a seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o\u201d, comenta. <\/p>\n<p>O Correio entrou em contato, por telefone e por e-mail, com a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica e PMDF, mas n\u00e3o obteve retorno. A reportagem questionou os desvios de fun\u00e7\u00e3o, os crit\u00e9rios de cess\u00e3o para outros \u00f3rg\u00e3os e a necessidade de concurso p\u00fablico. <\/font><br \/><!-- \n\n<hr class=\"hr2\"> --><!-- \n\n<hr class=\"hr2\"> --><!--  --><!-- \n\n<hr class=\"hr2\"> --><!--  --><!-- \n\n<hr class=\"hr2\"> --><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Fonte: Correio Braziliense 11 de agosto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-8860","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8860","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8860"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8860\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}