{"id":8857,"date":"2006-08-10T11:37:49","date_gmt":"2006-08-10T14:37:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/teto-de-correcao-juros-em-acoes-contra-a-fazenda-sao-de-6-ao-ano\/"},"modified":"2006-08-10T11:37:49","modified_gmt":"2006-08-10T14:37:49","slug":"teto-de-correcao-juros-em-acoes-contra-a-fazenda-sao-de-6-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/teto-de-correcao-juros-em-acoes-contra-a-fazenda-sao-de-6-ao-ano\/","title":{"rendered":"TETO DE CORRE\u00c7\u00c3O: Juros em a\u00e7\u00f5es contra a Fazenda s\u00e3o de 6% ao ano"},"content":{"rendered":"<h3>&nbsp;<\/h3>\n<p>Os juros de mora n\u00e3o podem ultrapassar 6% ao ano nos processos em que a Fazenda P\u00fablica \u00e9 condenada a pagar verbas remunerat\u00f3rias, inclusive sobre benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, a servidores. A limita\u00e7\u00e3o vale para os processos ajuizados ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria 2.180, de 24 de agosto de 2001.<\/p>\n<p>O entendimento \u00e9 do ministro Paulo Gallotti, da 6\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que acolheu o recurso do Ipergs \u2014 Instituto de Previd\u00eancia do Estado do Rio Grande do Sul. O Instituto protestava contra os juros de 12% ao ano, fixados em decis\u00e3o que reconheceu o direito de uma vi\u00fava receber pens\u00e3o por morte do marido.<\/p>\n<p>A vi\u00fava entrou na Justi\u00e7a ap\u00f3s o Ipergs reduzir quase \u00e0 metade a sua pens\u00e3o. Na decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, o juiz reconheceu o direito da pensionista, condenando o instituto a revisar o pagamento. \u201cPagando as diferen\u00e7as vencidas e vincendas, inclusive vantagens pessoais permanentes ou incorporadas e de tempo de servi\u00e7o a que faria jus o servidor falecido caso vivo estivesse, deduzidas as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias cab\u00edveis (&#8230;)\u201d, determinou. Os juros foram fixados em 12% ao ano desde a cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O instituto recorreu, afirmando preliminarmente que era imposs\u00edvel a concess\u00e3o da pens\u00e3o integral. \u201cO artigo 40, par\u00e1grafo 5\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o extinguiu a pens\u00e3o proporcional, porquanto diz que o benef\u00edcio ter\u00e1 o valor fixado em lei, respeitada como valor m\u00e1ximo \u00e0 totalidade dos vencimentos do segurado\u201d, alegou.<\/p>\n<p>O Ipergs contestou, ainda, a legalidade do casamento. Segundo informa\u00e7\u00f5es do instituto, o noivo tinha mais de 91 anos e a noiva quase 44. A morte do segurado ocorreu menos de cinco meses depois da uni\u00e3o. Para o instituto, o casamento foi celebrado apenas para que ela recebesse a pens\u00e3o. O Ipergs reclamou tamb\u00e9m dos juros de 12%.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel em sede de reexame necess\u00e1rio modificar a senten\u00e7a que reconheceu o direito da autora \u00e0 integralidade da pens\u00e3o sem que haja nos autos elementos comprobat\u00f3rios suficientes acerca da ilegalidade do pensionamento concedido\u201d, decidiu o Tribunal de Justi\u00e7a ga\u00facho. Segundo o TJ, n\u00e3o h\u00e1 qualquer limita\u00e7\u00e3o legal, ou prazo de car\u00eancia, para os casos de casamentos em que a legisla\u00e7\u00e3o civil imp\u00f5e o regime de separa\u00e7\u00e3o de bens obrigat\u00f3ria. Os juros foram mantidos em 12% ano.<\/p>\n<p>No recurso ao STJ, o Ipergs sustentou, os juros morat\u00f3rios deveriam ser fixados \u00e0 raz\u00e3o de 0,5% ao m\u00eas. A 6\u00aa Turma do STJ acolheu o recurso. O ministro Paulo Gallotti, relator, considerou que \u201cos juros de mora, nas condena\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 Fazenda P\u00fablica para pagamento de verbas remunerat\u00f3rias devidas a servidores e empregados p\u00fablicos, n\u00e3o poder\u00e3o ultrapassar o percentual de 6% ao ano\u201d.<\/p>\n<p>Revista <strong>Consultor Jur\u00eddico<\/strong>, 9 de agosto de 2006 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-8857","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8857","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8857"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8857\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8857"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8857"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8857"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}