{"id":8741,"date":"2006-07-21T08:31:38","date_gmt":"2006-07-21T11:31:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/cresce-o-numero-de-trabalhadores-com-mais-de-50-anos\/"},"modified":"2006-07-21T08:31:38","modified_gmt":"2006-07-21T11:31:38","slug":"cresce-o-numero-de-trabalhadores-com-mais-de-50-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/cresce-o-numero-de-trabalhadores-com-mais-de-50-anos\/","title":{"rendered":"Cresce o n\u00famero de trabalhadores com mais de 50 anos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Trabalhadores mais velhos ganham espa\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>Eles s\u00e3o hoje 3,6 milh\u00f5es nas seis regi\u00f5es metropolitanas, trabalham por conta pr\u00f3pria, ganham 36,3% a mais que a m\u00e9dia e se concentram na constru\u00e7\u00e3o e nos servi\u00e7os dom\u00e9sticos. S\u00e3o os trabalhadores com 50 anos ou mais, \u00fanico grupo et\u00e1rio a ganhar espa\u00e7o no mercado de trabalho nos \u00faltimos quatro anos, de acordo com pesquisa divulgada ontem pelo IBGE. Em maio de 2002, representavam 15,4% de toda a for\u00e7a de trabalho ocupada em Rio, S\u00e3o Paulo, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. Quatro anos depois, j\u00e1 s\u00e3o 18,1%. <\/p>\n<p>\u2014 Enquanto o n\u00famero de trabalhadores como um todo cresceu 13,9% de 2002 a 2006, nessa faixa et\u00e1ria, o aumento foi de 33,9%. O envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, as reformas previdenci\u00e1rias que retardaram a aposentadoria e a necessidade de complementar renda s\u00e3o algumas explica\u00e7\u00f5es para esse avan\u00e7o \u2014 explicou Maria L\u00facia Vieira, analista da Pesquisa Mensal de Emprego e respons\u00e1vel pelo levantamento. <\/p>\n<p>No Rio, o avan\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o madura foi maior, a ponto de representar quase um quarto de todos os 4,9 milh\u00f5es de ocupados na regi\u00e3o. S\u00e3o 22,3%, bem acima da fatia encontrada em Porto Alegre, de 17,8%, segunda regi\u00e3o que concentra mais pessoas desse grupo et\u00e1rio. <\/p>\n<p>\u2014 No Rio, al\u00e9m de ter uma popula\u00e7\u00e3o idosa maior, h\u00e1 mais mulheres, que vivem mais. Acredito que o desemprego atingiu mais os jovens no Rio e os afastou do mercado de trabalho. Na distribui\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o dos mais velhos sobe \u2014 diz Ana Am\u00e9lia Camarano, economista do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), estudiosa da situa\u00e7\u00e3o dos idosos no Brasil. <\/p>\n<p>Ao investigar esse grupo, a pesquisa descobre algumas caracter\u00edsticas distintas da m\u00e9dia. Enquanto entre a popula\u00e7\u00e3o ocupada, a maioria (41,7%) \u00e9 de empregados com carteira assinada; entre os mais velhos, os conta pr\u00f3pria s\u00e3o a maior parcela (32,7%). <\/p>\n<p><strong> Funcionalismo pode explicar renda mais alta <\/strong><\/p>\n<p>Os funcion\u00e1rios p\u00fablicos tamb\u00e9m crescem no tamanho da participa\u00e7\u00e3o nesse segmento: entre os trabalhadores de todas as idades, s\u00e3o apenas 7,3%. No grupo de 50 anos ou mais, a fatia salta para 13,8%: <\/p>\n<p>\u2014 H\u00e1 muitos anos n\u00e3o se tem concurso p\u00fablico no pa\u00eds. Portanto, os servidores s\u00e3o mais velhos. N\u00e3o h\u00e1 renova\u00e7\u00e3o \u2014 disse Ana Am\u00e9lia. <\/p>\n<p>O alcance da maturidade no trabalho explica um pouco a diferen\u00e7a salarial entre a m\u00e9dia dos ocupados e os trabalhadores de 50 anos ou mais. Este \u00faltimo grupo ganha 36% a mais (R$ 1.401,30). Ganho que foi engordando ao longo dos anos. Em 2002, a diferen\u00e7a era de apenas 2,4%. O aumento do n\u00famero de servidores e dos empregadores explica essa diferen\u00e7a crescente. Essas categorias ganham mais, assim a m\u00e9dia sobe. <\/p>\n<p>\u2014 Os trabalhadores com mais escolaridade, como profissionais liberais ganham mais com a idade. A experi\u00eancia faz aumentar a procura e o pre\u00e7o do servi\u00e7o. Entre os 45 e 50 anos, chega-se ao \u00e1pice da renda. Depois, somente com a aposentadoria, a renda dos idosos come\u00e7a a cair. No funcionalismo, chega-se ao fim da carreira, com maior sal\u00e1rio \u2014 afirma Ana Am\u00e9lia. <\/p>\n<p>O dado desalentador vem exatamente da escolaridade. Entre os sem instru\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o ocupada, os que t\u00eam 50 anos ou mais s\u00e3o quase a metade (46,1%). <\/p>\n<p>\u2014 Os mais velhos s\u00e3o menos instru\u00eddos. A universaliza\u00e7\u00e3o do ensino \u00e9 recente. <\/p>\n<p>Houve at\u00e9 avan\u00e7o da instru\u00e7\u00e3o, mas em ritmo menor que entre a m\u00e9dia dos trabalhadores. Os que tinham 11 anos ou mais de estudo eram 36,9% em 2002. Agora, s\u00e3o 40,3%. <\/p>\n<p>Nesse contingente est\u00e1 inclu\u00edda a economista do lar Ana Marques. Aos 60 anos, demorou cinco para se empregar novamente depois de se aposentar aos 54 anos, como secret\u00e1ria-executiva. Procurou durante anos e a idade sempre foi um empecilho. Divorciada, com um filho, precisou complementar a renda. Em janeiro deste ano, conseguiu uma das vagas oferecidas pela rede de supermercados Sendas para essa faixa et\u00e1ria: <\/p>\n<p>\u2014 Ganho menos, mas n\u00e3o ag\u00fcentava mais ficar em casa, lavando, passando e cozinhando. N\u00e3o nasci para isso, trabalho desde os 13 anos. <\/p>\n<p><strong>C\u00e1ssia Almeida<\/strong>   <\/p>\n<p><strong>O Globo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-8741","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8741","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8741"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8741\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8741"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8741"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8741"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}