{"id":8720,"date":"2006-07-19T09:01:03","date_gmt":"2006-07-19T12:01:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/cpi-divulga-nomes-de-57-parlamentares-investigados\/"},"modified":"2006-07-19T09:01:03","modified_gmt":"2006-07-19T12:01:03","slug":"cpi-divulga-nomes-de-57-parlamentares-investigados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/cpi-divulga-nomes-de-57-parlamentares-investigados\/","title":{"rendered":"CPI divulga nomes de 57 parlamentares investigados"},"content":{"rendered":"<p><em>Lista divulgada por CPI que investiga fraude na Sa\u00fade mostra ainda que 63% dos envolvidos s\u00e3o de partidos do mensal\u00e3o <\/p>\n<p>  <\/em> <\/p>\n<p><em>Comiss\u00e3o divulga 57 nomes de acusados de fazer parte de esquema de propina, apesar de sigilo de apura\u00e7\u00e3o decretado pelo Supremo <\/em><\/p>\n<p>Dois meses ap\u00f3s a deflagra\u00e7\u00e3o da Opera\u00e7\u00e3o Sanguessuga pela Pol\u00edcia Federal, a CPI criada no Congresso para apurar o esc\u00e2ndalo divulgou ontem os nomes de 56 deputados e de um senador que j\u00e1 est\u00e3o sendo investigados pela Procuradoria Geral da Rep\u00fablica. <\/p>\n<p>As legendas que tiveram mais envolvimento no esquema do mensal\u00e3o dominam a lista dos citados. PTB, PP e PL abrigam 63% dos parlamentares investigados at\u00e9 agora. <\/p>\n<p>A lista mostra ainda que 82% dos nomes pertencem a seis siglas que integram a base aliada do governo ou que det\u00eam cargos no primeiro escal\u00e3o do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. S\u00e3o 13 parlamentares do PTB, 13 do PP, dez do PL, cinco do PMDB, quatro do PSB e dois do PRB. A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 o PT. <\/p>\n<p>A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) foi citada no depoimento do empres\u00e1rio Darci Vedoin, dono da Planam, empresa que encabe\u00e7ava a fraude, mas seu nome n\u00e3o consta dos investigados pela Procuradoria. Na oposi\u00e7\u00e3o, o PFL tem quatro filiados envolvidos; o PSDB tem tr\u00eas. <\/p>\n<p>Ontem, o ministro Gilmar Mendes, que comanda as investiga\u00e7\u00f5es no STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a abertura de inqu\u00e9rito contra 42 parlamentares, o que, somados aos 15 j\u00e1 investigados, resulta na lista de 57 divulgada pela CPI. Mendes deu o aval para a comiss\u00e3o divulgar os nomes, apesar de manter o sigilo sobre as provas colhidas na apura\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Outro dado da lista mostra que a bancada do Rio de Janeiro \u00e9 a campe\u00e3 em n\u00famero de parlamentares investigados, 13, o que representa quase 30% da bancada do Estado. &#8220;Precisamos come\u00e7ar a discutir a representatividade do Rio de Janeiro no Congresso&#8221;, disse o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), integrante da CPI. <\/p>\n<p>Em segundo lugar, aparece a bancada de S\u00e3o Paulo, com dez parlamentares envolvidos. Em seguida, com cinco, vem o Mato Grosso, Estado onde o esquema teria se originado. <\/p>\n<p>Entre os 57, h\u00e1 v\u00e1rios integrantes da bancada evang\u00e9lica. <\/p>\n<p>O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), divulgou nota em que pede a expuls\u00e3o dos tr\u00eas deputados do partidos que aparecem na lista: Paulo Feij\u00f3 (RJ), Eduardo Gomes (TO) e Itamar Serpa (RJ). O PPS estuda fazer o mesmo com Fernando Estima (SP). <\/p>\n<p>Do total investigado, at\u00e9 agora s\u00f3 h\u00e1 um senador. Trata-se do l\u00edder do PMDB, Ney Suassuna (PB). Por\u00e9m, de acordo com os depoimentos dos dirigentes da Planam, outros dois senadores teriam sido beneficiados pelo esquema: a petista Slhessarenko e Magno Malta (PL-ES). Eles negam. <\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o dos parlamentares envolvidos foi feita pelo presidente da CPI, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ). Ele ressaltou que o relat\u00f3rio preliminar -previsto para ser entregue em no m\u00e1ximo 30 dias- pode resultar numa lista menor ou maior que o n\u00famero de 57 parlamentares investigados pela Procuradoria. &#8220;Poder\u00e3o ser 57, menos de 57 ou mais de 57. Temos de ter cautela em rela\u00e7\u00e3o a isso.&#8221; <\/p>\n<p>Integrante da CPI, a senadora Helo\u00edsa Helena (PSOL-AL) defendeu a divulga\u00e7\u00e3o de mais nomes. Os dirigentes da Planam apontaram envolvimento de cerca de cem congressistas. A CPI j\u00e1 abriu &#8220;pastas eletr\u00f4nicas&#8221; para 99. &#8220;Faltam mais 40 que precisam ter seus nomes divulgados&#8221;, disse Helo\u00edsa. <\/p>\n<p>Biscaia adiantou que, por ora, a CPI n\u00e3o ir\u00e1 investigar o envolvimento de integrantes do Executivo. &#8220;Isso ficar\u00e1 para uma segunda fase. Existem dois ex-ministros que s\u00e3o candidatos a governador em Pernambuco [Humberto Costa, do PT] e em S\u00e3o Paulo [Jos\u00e9 Serra, do PSDB]. N\u00e3o queremos partidarizar a CPI.&#8221; <\/p>\n<p><strong>CPI diz que h\u00e1 provas contra parlamentares <\/strong>O empres\u00e1rio Luiz Antonio Trevisan Vedoin, apontado pela Pol\u00edcia Federal como l\u00edder da quadrilha dos sanguessugas, teria apresentado \u00e0 Justi\u00e7a provas documentais de pagamento de propina a cerca de 70 congressistas supostamente envolvidos com o esquema de venda de ve\u00edculos superfaturados a prefeituras. <\/p>\n<p>Entre as provas, foram apresentados extratos banc\u00e1rios e c\u00f3pias de cheques. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que teve acesso \u00e0s 151 p\u00e1ginas do depoimento do empres\u00e1rio. <\/p>\n<p>Segundo Jungmann, foram relatados detalhes como pagamentos feitos &#8220;em m\u00e3os&#8221; a congressistas, muitas vezes na C\u00e2mara. O deputado disse ainda que seriam 102 deputados e tr\u00eas senadores os mencionados como benefici\u00e1rios finais do esquema. <\/p>\n<p><strong>Deputados se dizem &#8220;surpresos&#8221; com inclus\u00e3o na lista <\/strong>Os parlamentares acusados de envolvimento na m\u00e1fia dos sanguessugas afirmaram n\u00e3o saber por que tiveram os nomes inclu\u00eddos na lista divulgada pela CPI e se disseram &#8220;surpresos&#8221;. A maioria, no entanto, n\u00e3o respondeu \u00e0 Folha. Alguns atribuem a liga\u00e7\u00e3o com o esc\u00e2ndalo a supostos mal-entendidos ou ao envolvimento de assessores. Leia abaixo o que dizem cada um dos acusados: <\/p>\n<p>&nbsp; <\/p>\n<p>Ney Suassuna (PB) &#8211; a assessoria do l\u00edder do PMDB no Senado diz que ele interpelou judicialmente as pessoas que citaram seu nome nas investiga\u00e7\u00f5es sobre o esquema e que seu nome foi envolvido no esc\u00e2ndalo devido \u00e0 pris\u00e3o de seu ex-assessor Marcelo Carvalho. <\/p>\n<p>M\u00e1rio Negromonte (BA) &#8211; o l\u00edder do PP na C\u00e2mara se disse &#8220;surpreso&#8221; e &#8220;estarrecido&#8221; com sua inclus\u00e3o, j\u00e1 que a Corregedoria da C\u00e2mara teria arquivado o processo contra ele por suposta falta de provas. <\/p>\n<p>Amauri Gasques (PL-SP) -a assessoria do deputado afirmou que se surpreendeu com seu nome inclu\u00eddo nas investiga\u00e7\u00f5es, e acredita que isso ocorreu porque Maria da Penha -suposto bra\u00e7o da quadrilha no Executivo- trabalhou em seu gabinete antes de ir para o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. <\/p>\n<p>Coriolano Sales (PFL-BA) -diz que destina emendas ao Or\u00e7amento \u00e0 Sa\u00fade desde 1995 e n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com as licita\u00e7\u00f5es disputadas pela Planam. <\/p>\n<p>Jefferson Campos (PTB-SP)- por meio da assessoria, informou n\u00e3o saber o motivo da inclus\u00e3o de seu nome na lista. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Mendes de Jesus (PSB-RJ) &#8211; segundo a assessoria, o deputado n\u00e3o foi notificado e n\u00e3o se pronunciaria. <\/p>\n<p>Dr. Heleno (PSC-RJ) &#8211; informou n\u00e3o saber por que seu nome foi inclu\u00eddo na lista da CPI. <\/p>\n<p>N\u00e9lio Dias (PP-RN) &#8211; disse que direcionou mais de R$ 30 milh\u00f5es em emendas \u00e0 compra de ambul\u00e2ncias e que uma delas foi adquirida por uma prefeitura com a Planam, sem sua participa\u00e7\u00e3o na negocia\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Fernando Estima (PPS-SP) -afirmou n\u00e3o entender por que seu nome foi inclu\u00eddo na lista da CPI, j\u00e1 que n\u00e3o teria apresentado emendas em 2005. <\/p>\n<p>Tet\u00e9 Bezerra (PMDB-MT) -afirmou que o fato de seu nome constar na lista n\u00e3o \u00e9 prova de envolvimento em ato il\u00edcito. Ela disse que nunca apresentou emenda ao Or\u00e7amento que tivesse por finalidade a aquisi\u00e7\u00e3o de ambul\u00e2ncia. Tamb\u00e9m afirmou que n\u00e3o manteve contato com a Planam. <\/p>\n<p>Jos\u00e9 Milit\u00e3o (PTB-MG) &#8211; o deputado disse ter ficado &#8220;surpreso&#8221; com a inclus\u00e3o de seu nome. Afirmou que h\u00e1 um \u00f4nibus de servi\u00e7o m\u00e9dico-odontol\u00f3gico comprado para Itutinga (MG), a partir de uma emenda sua. &#8220;Mas a licita\u00e7\u00e3o foi feita pelo prefeito, como em qualquer procedimento normal&#8221;. <\/p>\n<p>Laura Carneiro (PFL-RJ) -em nota, a deputada afirmou que, assim que tiver conhecimento de todo o inqu\u00e9rito, ir\u00e1 se pronunciar. &#8220;Mas reitero que n\u00e3o recebi qualquer quantia proveniente de emenda que eu tenha, porventura, apresentado ao Or\u00e7amento&#8221;. <\/p>\n<p>Paulo Baltazar (PSB-RJ) &#8211; o deputado afirmou, por meio de nota, que nunca negociou emendas com empresas. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Caldas (PL-AL) &#8211; negou as acusa\u00e7\u00f5es. &#8220;O problema \u00e9 que a mentira repetida v\u00e1rias vezes vira verdade&#8221;. <\/p>\n<p>Pedro Henry (PP-MT) &#8211; a assessoria do deputado informou que ele s\u00f3 se manifestar\u00e1 depois de ser chamado pela comiss\u00e3o. <\/p>\n<p>Lino Rossi (PP-MT) &#8211; o deputado afirmou que n\u00e3o tem conhecimento completo das den\u00fancias contra ele. <\/p>\n<p>Wanderval Santos (PL-SP) &#8211; seu advogado, Marcelo Bessa, afirmou que n\u00e3o se manifestar\u00e1 sobre o caso porque o inqu\u00e9rito corre sob segredo de Justi\u00e7a. Os demais n\u00e3o foram localizados ou n\u00e3o responderam. <\/p>\n<p><strong>ADRIANO CEOLIN e LEONARDO SOUZA<\/strong>   <\/p>\n<p><strong>Folha de S. Paulo <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-8720","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8720","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8720"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8720\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8720"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8720"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8720"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}