{"id":8704,"date":"2006-07-17T11:16:36","date_gmt":"2006-07-17T14:16:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/juri-do-caso-richthofen-comeca-com-expectativa-sobre-manobras\/"},"modified":"2006-07-17T11:16:36","modified_gmt":"2006-07-17T14:16:36","slug":"juri-do-caso-richthofen-comeca-com-expectativa-sobre-manobras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/juri-do-caso-richthofen-comeca-com-expectativa-sobre-manobras\/","title":{"rendered":"J\u00fari do caso Richthofen come\u00e7a com expectativa sobre manobras"},"content":{"rendered":"<p>Dever\u00e1 come\u00e7ar \u00e0s 13h desta segunda-feira, no plen\u00e1rio do 1\u00ba Tribunal do J\u00fari de S\u00e3o Paulo, o j\u00fari do caso Richthofen, um dos mais esperados do ano. H\u00e1 expectativa sobre as manobras que os advogados dos r\u00e9us Suzane von Richthofen e dos irm\u00e3os Daniel e Cristian Cravinhos poder\u00e3o adotar para adiar a sess\u00e3o, a exemplo do que fizeram no \u00faltimo dia 5 de junho. <\/p>\n<p>Suzane, Daniel e Cristian s\u00e3o r\u00e9us confessos no processo que os acusa de ter planejado e matado os pais dela, Manfred e Mar\u00edsia von Richthofen, na casa em que a fam\u00edlia vivia, na zona sul de S\u00e3o Paulo, em 2002. Suzane e Daniel namoravam na \u00e9poca. Os tr\u00eas est\u00e3o no sistema penitenci\u00e1rio. <\/p>\n<p>Em junho, os advogados de Suzane abandonaram o plen\u00e1rio, antes da instaura\u00e7\u00e3o do j\u00fari, em protesto contra a decis\u00e3o do juiz que presidia a sess\u00e3o, Alberto Anderson Filho, de ignorar a aus\u00eancia de uma testemunha da defesa e prosseguir com os trabalhos. <\/p>\n<p>Os advogados dos irm\u00e3os Cravinhos, por sua vez, sequer compareceram ao tribunal. Eles alegaram cerceamento da defesa, pois n\u00e3o haviam conseguido encontrar-se com os clientes na semana anterior \u00e0 data. <\/p>\n<p>Desta vez, o juiz cercou-se de alguns cuidados para garantir a realiza\u00e7\u00e3o do j\u00fari. No fim do m\u00eas passado, por exemplo, ele autorizou o advogado Geraldo Jabur a encontrar-se com os irm\u00e3os Cravinhos em uma sala reservada, no f\u00f3rum da Barra Funda (zona oeste de S\u00e3o Paulo). O advogado reclamava das condi\u00e7\u00f5es impostas pela diretoria do Cadei\u00e3o de Pinheiros (zona oeste de S\u00e3o Paulo) para o encontro com seus clientes. <\/p>\n<p>&#8220;Quero evitar a possibilidade de eles arrumarem desculpas para n\u00e3o fazer [o julgamento]&#8221;, disse o magistrado, na ocasi\u00e3o. <\/p>\n<p>Outra estrat\u00e9gia adotada pelo juiz ainda na primeira tentativa de realizar o j\u00fari foi a de nomear um defensor p\u00fablico para assumir a defesa dos irm\u00e3os Cravinhos, caso Jabur falte novamente. Por precau\u00e7\u00e3o, ele chegou a nomear um defensor p\u00fablico substituto, caso o primeiro esteja impossibilitado. <\/p>\n<p>Suzane <\/p>\n<p>S\u00e3o os advogados de Suzane, por\u00e9m, que t\u00eam protagonizado mais batalhas na Justi\u00e7a. Desde sua pris\u00e3o, ela obteve liberdade provis\u00f3ria; foi presa sob o argumento de que amea\u00e7ava o irm\u00e3o adolescente; foi colocada em pris\u00e3o domiciliar pelo ministro Nilson Naves, do STJ (Superior Tribunal de Justi\u00e7a); e perdeu o benef\u00edcio por decis\u00e3o dos ministros do mesmo tribunal. <\/p>\n<p>Recentemente, os advogados moveram uma s\u00e9rie de recursos para tentar separar o julgamento de Suzane dos irm\u00e3os Cravinhos, mas n\u00e3o obtiveram sucesso. &#8220;Lutamos. Fizemos mais do que qualquer advogado poderia. Agora n\u00e3o h\u00e1 mais nada o que fazer, o j\u00fari ser\u00e1 realizado&#8221;, disse na semana passada um dos advogados da r\u00e9, Mauro Ot\u00e1vio Nacif. <\/p>\n<p>Os tr\u00eas ser\u00e3o julgados juntos, ao menos inicialmente. A decis\u00e3o final caber\u00e1 ao juiz, no momento em que o j\u00fari for instaurado. <\/p>\n<p>Suzane, que estava em pris\u00e3o domiciliar, voltou ao sistema penitenci\u00e1rio paulista no \u00faltimo dia 29 de junho. Para o promotor de Justi\u00e7a Nadir de Campos J\u00fanior, que atua no caso, a decis\u00e3o reduziu drasticamente a possibilidade dos advogados dela tentarem adiar o j\u00fari mais uma vez. <\/p>\n<p>&#8220;Suzane volta para o sistema prisional como se tivesse sido presa no dia do crime. N\u00f3s [promotores de Justi\u00e7a], agora, temos tranq\u00fcilidade para fazer o j\u00fari, porque os advogados com certeza n\u00e3o v\u00e3o querer adi\u00e1-lo, afinal, ela n\u00e3o ter\u00e1 nenhum benef\u00edcio a partir disso.&#8221; <\/p>\n<p>Heran\u00e7a <\/p>\n<p>No final da semana passada, os advogados de Suzane decidiram falar \u00e0 imprensa em uma entrevista coletiva. Eles anunciaram que a jovem est\u00e1 disposta a abrir m\u00e3o da heran\u00e7a deixada pelos pais, cujo valor \u00e9 estimado em R$ 2 milh\u00f5es, em favor do irm\u00e3o, Andreas, 19. <\/p>\n<p>&#8220;S\u00f3 tocamos nesse assunto agora porque a ju\u00edza quebrou o segredo de Justi\u00e7a&#8221;, explicou o advogado Denivaldo Barni, que era amigo do pai de Suzane, Manfred, e acolheu a mo\u00e7a em casa depois do crime. <\/p>\n<p>&#8220;Ela abriu m\u00e3o de tudo desde o in\u00edcio. Disse que n\u00e3o queria nada, com a condi\u00e7\u00e3o de que o irm\u00e3o n\u00e3o movesse um processo de exclus\u00e3o de heran\u00e7a contra ela. Queria evitar uma atitude &#8216;feia&#8217; dele, mas n\u00e3o conseguiu o acordo. Mesmo assim, porque gosta muito do Andreas, quer administrar a heran\u00e7a&#8221;, argumentou Nacif. <\/p>\n<p>Nenhuma das explica\u00e7\u00f5es, entretanto, convenceu o criminalista Alberto Zacharias Toron, assistente da acusa\u00e7\u00e3o. &#8220;Ela sempre teve interesse na heran\u00e7a, tanto que resistiu ao processo movido pelo irm\u00e3o. Eles [os advogados de defesa] falam o contr\u00e1rio agora, tr\u00eas anos depois, porque querem humanizar a vil\u00e3.&#8221; <\/p>\n<p><strong>GABRIELA MANZINI <\/strong><\/p>\n<p><strong>da Folha Online<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-8704","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8704","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8704"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8704\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8704"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8704"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8704"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}