{"id":8694,"date":"2006-07-13T09:25:25","date_gmt":"2006-07-13T12:25:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/so-em-2006-10-anos-de-reajuste-salarial\/"},"modified":"2006-07-13T09:25:25","modified_gmt":"2006-07-13T12:25:25","slug":"so-em-2006-10-anos-de-reajuste-salarial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/so-em-2006-10-anos-de-reajuste-salarial\/","title":{"rendered":"S\u00f3 em 2006, 10 anos de reajuste salarial"},"content":{"rendered":"<p>Aumento real de 11% \u00e9 pr\u00f3ximo dos 12% dados entre 1995 e 2005; consultor alerta que deve ser ainda maior <\/p>\n<p>Em 2006, em apenas um ano, o governo Lula est\u00e1 promovendo aumento real dos gastos com o funcionalismo p\u00fablico do Executivo federal de 11%, quase equivalente ao que foi feito nos dez anos entre 1995 e 2005, que atingiu 12%. O c\u00e1lculo \u00e9 de Marcos Mendes, consultor econ\u00f4mico do Senado. Ele alerta que aquele aumento real em 2006 deve estar, inclusive, subestimado, j\u00e1 que n\u00e3o est\u00e3o contabilizados gastos com cargos novos criados pelo governo, que s\u00f3 s\u00e3o preenchidos alguns meses depois. O crescimento real da folha \u00e9 causado pelos aumentos salariais, reestrutura\u00e7\u00e3o de carreiras e cria\u00e7\u00e3o de cargos.<\/p>\n<p>De 2005 para 2006, a despesa total de pessoal do Executivo est\u00e1 dando um salto de R$ 7,8 bilh\u00f5es, passando de R$ 51,3 bilh\u00f5es para R$ 59,1 bilh\u00f5es, o que significa aumento de 2,6% para 2,8% do PIB. Em 2007, apenas com os aumentos j\u00e1 definidos em 2006, a folha salarial do Executivo federal vai pular para R$ 64,8 bilh\u00f5es, mantendo-se em 2,8% do PIB. Isto, por\u00e9m, se o pr\u00f3ximo governo, no primeiro ano do seu mandato, der zero de aumento real para o funcionalismo. Nesta hip\u00f3tese, o aumento real da folha de 2005 a 2007 vai ser de 16%, quatro pontos porcentuais a mais do que nos dez anos de 1995 a 2005. Se houver qualquer aumento real de sal\u00e1rios ou novas contrata\u00e7\u00f5es, o crescimento da folha ser\u00e1 ainda maior. Mendes trabalhou com proje\u00e7\u00e3o de crescimento do PIB de 4% em 2006 e 2007, acima da estimativa m\u00e9dia do mercado.<\/p>\n<p>Mendes, um especialista em contas p\u00fablicas e reforma do Estado, preocupa-se com o fato de a onda de aumentos de 2006 estar acontecendo no Executivo federal. Ele explica que, desde a d\u00e9cada de 90, os gastos com o funcionalismo federal na ativa mantiveram um padr\u00e3o de relativa conten\u00e7\u00e3o no Executivo e enorme expans\u00e3o no Legislativo, Judici\u00e1rio e Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP). Os gastos reais do Judici\u00e1rio cresceram 133% entre 1995 e 2005, comparado com os 12% do Executivo.<\/p>\n<p>Como o Executivo \u00e9 muito maior do que os outros poderes, o crescimento mais moderado das suas despesas entre 1995 e 2005 contrabalan\u00e7ou a explos\u00e3o de gastos do Legislativo, Judici\u00e1rio e MP, fazendo com que, no conjunto, fosse poss\u00edvel manter a rela\u00e7\u00e3o entre despesas totais do funcionalismo e o PIB mais ou menos est\u00e1vel.<\/p>\n<p>Agora, com a forte onda de aumentos do Executivo em 2006, Mendes teme que o equil\u00edbrio esteja perdido. &#8220;O governo est\u00e1 soltando o fiel da balan\u00e7a, perdendo a \u00fanica \u00e2ncora dos gastos com pessoal.&#8221; Ele lembra que, desde a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, o governo n\u00e3o tem praticamente nenhum controle sobre as despesas do Legislativo, Judici\u00e1rio e MP, que s\u00e3o aut\u00f4nomos. Mendes prev\u00ea que, com as r\u00e9deas dos gastos do Executivo soltas, os outros poderes e o MP v\u00e3o promover aumentos tamb\u00e9m, em uma espiral de crescimento das despesas federais com o pessoal da ativa.<\/p>\n<p><strong>Fernando Dantas \/ O Estado de S. Paulo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-8694","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8694","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8694"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8694\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8694"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8694"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8694"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}