{"id":8595,"date":"2006-06-20T09:20:14","date_gmt":"2006-06-20T12:20:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/tv-digital-so-vai-chegar-ao-mercado-em-dois-anos\/"},"modified":"2006-06-20T09:20:14","modified_gmt":"2006-06-20T12:20:14","slug":"tv-digital-so-vai-chegar-ao-mercado-em-dois-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/tv-digital-so-vai-chegar-ao-mercado-em-dois-anos\/","title":{"rendered":"TV digital s\u00f3 vai chegar ao mercado em dois anos"},"content":{"rendered":"<p>Exig\u00eancia do governo brasileiro de incorporar ao padr\u00e3o japon\u00eas tecnologia local n\u00e3o \u00e9 bem recebida pelos detentores do sistema <\/p>\n<p>O brasileiro poder\u00e1 ter de esperar dois anos para comprar um televisor digital e assistir \u00e0 programa\u00e7\u00e3o pelo novo sistema, com melhor qualidade de imagens e sons. Esta \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o do representante no Brasil do padr\u00e3o japon\u00eas de TV digital, Yasutoshi Miyoshi, que participa das discuss\u00f5es sobre o assunto no Itamaraty.<\/p>\n<p>Diverg\u00eancias entre japoneses e brasileiros sobre a incorpora\u00e7\u00e3o, pelo padr\u00e3o do Jap\u00e3o, de inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas desenvolvidas no Brasil criaram um impasse nas negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma delega\u00e7\u00e3o de 15 japoneses iniciou ontem uma s\u00e9rie de reuni\u00f5es com representantes do governo brasileiro para elaborar um documento com os compromissos que ser\u00e3o assumidos pelos dois lados para o uso do padr\u00e3o japon\u00eas de TV digital aqui. Miyoshi insiste na tese de que os estudos de viabilidade para a incorpora\u00e7\u00e3o de tecnologia brasileira devem levar de seis meses a um ano para serem conclu\u00eddos. As emissoras de TV e a ind\u00fastria de televisores levariam outros 12 meses para instalar equipamentos e colocar os aparelhos no mercado.<\/p>\n<p>O Brasil quer que os japoneses assumam esse compromisso agora, no acordo que dever\u00e1 ser assinado no dia 29 entre os dois governos. &#8220;N\u00e3o abrimos m\u00e3o. S\u00f3 vamos assinar o que contemplar nossos interesses&#8221;, disse uma fonte que participa das negocia\u00e7\u00f5es. O documento \u00e9 importante porque servir\u00e1 de base para as regras de implanta\u00e7\u00e3o do sistema digital. &#8220;Se a proposta oficial agradar, a gente leva ao presidente Lula&#8221;, afirmou outra fonte oficial.<\/p>\n<p>Os japoneses resistem a assumir desde j\u00e1 o compromisso com a utiliza\u00e7\u00e3o dessas tecnologias antes da conclus\u00e3o dos estudos. &#8220;Acho que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estabelecer um cronograma no documento&#8221;, afirmou Miyoshi, ap\u00f3s a reuni\u00e3o, admitindo a possibilidade de se comprometer com o estudo de viabilidade.<\/p>\n<p>Representantes do governo defendem a id\u00e9ia de que o Brasil precisa ser visto n\u00e3o s\u00f3 como um mercado consumidor, mas como fonte de desenvolvimento de tecnologia. E querem que as inova\u00e7\u00f5es brasileiras sejam absorvidas pelo menos no sistema que ser\u00e1 adotado aqui e nos televisores que vierem a ser exportados. Entre as inova\u00e7\u00f5es est\u00e1 o sistema de compress\u00e3o de sinais de v\u00eddeo (MPEG4). &#8220;Eles est\u00e3o ganhando um mercado de 11 milh\u00f5es de televisores&#8221;, disse um dos participantes das negocia\u00e7\u00f5es, sobre o mercado local.<\/p>\n<p>Mas o governo j\u00e1 faz uma avalia\u00e7\u00e3o mais realista quando se trata da instala\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica de semicondutores. As \u00faltimas an\u00e1lises mostram que uma ind\u00fastria dessas pode levar at\u00e9 cinco anos para come\u00e7ar a produzir. Antes, \u00e9 necess\u00e1rio criar um mercado para esses chips e m\u00e3o-de-obra qualificada. As negocia\u00e7\u00f5es envolvem a montagem de tr\u00eas centros de desenvolvimento tecnol\u00f3gico que seriam os primeiros passos para a implanta\u00e7\u00e3o dessa f\u00e1brica no Brasil.<\/p>\n<p>As discuss\u00f5es com os japoneses prosseguem hoje e amanh\u00e3. <\/p>\n<p><strong>Gerusa Marques \/ O Estado de S. Paulo <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-8595","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8595","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8595"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8595\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8595"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8595"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8595"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}