{"id":8591,"date":"2006-06-20T09:12:22","date_gmt":"2006-06-20T12:12:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/lider-do-mlst-e-morta-a-tiros-no-parana\/"},"modified":"2006-06-20T09:12:22","modified_gmt":"2006-06-20T12:12:22","slug":"lider-do-mlst-e-morta-a-tiros-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/lider-do-mlst-e-morta-a-tiros-no-parana\/","title":{"rendered":"L\u00edder do MLST \u00e9 morta a tiros no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><em>Pol\u00edcia suspeita que vingan\u00e7a tenha motivado assassinatos de Joc\u00e9lia Costa e de sua filha de 5 anos anteontem \u00e0 noite <\/p>\n<p><\/em> <\/p>\n<p><em>Integrante do movimento afirma que coordenadora havia sofrido amea\u00e7as por telefone; suspeito tinha sido expulso de acampamento <\/em><\/p>\n<p>A l\u00edder do MLST (Movimento de Liberta\u00e7\u00e3o dos Sem-Terra) Joc\u00e9lia Oliveira Costa, 31, foi assassinada anteontem \u00e0 noite num acampamento na rodovia BR-369, em Cascavel (PR). Sua filha, de cinco anos, tamb\u00e9m foi morta -com um tiro na nuca. Outro integrante do MLST foi ferido na perna. <\/p>\n<p>A pol\u00edcia diz que o principal suspeito \u00e9 um sem-terra que Joc\u00e9lia expulsou do acampamento -que re\u00fane 230 fam\u00edlias. Segundo testemunhas, a chacina ocorreu \u00e0s 21h30 de anteontem, quando dois homens numa motocicleta chegaram atirando ao seu barraco. Joc\u00e9lia levou um tiro nas costas. Segundo o delegado Amadeu de Ara\u00fajo, a filha de Joc\u00e9lia, Emanuelly, &#8220;deve ter reconhecido os agressores e foi assassinada&#8221;: &#8220;\u00c9 uma cena t\u00edpica de queima de arquivo&#8221;. <\/p>\n<p>O sem-terra Ezequias Faleiros, 32, que estava pr\u00f3ximo ao barraco de Joc\u00e9lia, levou um tiro na perna. Principal testemunha do crime, Ara\u00fajo disse que um dos suspeitos foi expulso h\u00e1 um m\u00eas do acampamento. Outra lideran\u00e7a do MLST local, Maria Ferreira, disse que Joc\u00e9lia foi amea\u00e7ada em 19 de maio: &#8220;Ligaram para seu celular e avisaram que ela ia ver o que ia acontecer em nosso acampamento. No dia 2 deste m\u00eas, um outro l\u00edder sofreu atentado. Essas amea\u00e7as s\u00e3o de pessoas de fora do acampamento&#8221;. <\/p>\n<p>O delegado Ara\u00fajo disse que a pol\u00edcia n\u00e3o foi avisada da amea\u00e7a a Joc\u00e9lia e do atentado contra outra lideran\u00e7a do movimento. Na tarde de ontem, ele pediu \u00e0 Justi\u00e7a de Cascavel a decreta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o preventiva de dois suspeitos. <\/p>\n<p>O MLST, que ficou conhecido nacionalmente depois de organizar a invas\u00e3o e depreda\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados no \u00faltimo dia 6, \u00e9 um movimento recente no Paran\u00e1. Segundo Celso Lacerda, superintendente regional do Incra, o movimento n\u00e3o tem assentamentos no Estado. O grupo atua nos munic\u00edpios de Lindoeste e Cascavel, com dois acampamentos. <\/p>\n<p><strong>Maus-tratos <\/strong>A Secretaria Especial dos Direitos Humanos pedir\u00e1 ao Minist\u00e9rio P\u00fablico e \u00e0 Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Distrito Federal que apure as acusa\u00e7\u00f5es feitas pelo MLST, de que integrantes do movimento foram v\u00edtimas de maus-tratos. <\/p>\n<p>Mais de 500 militantes do movimento foram mantidos presos entre os dias 6 e 9 deste m\u00eas devido \u00e0 invas\u00e3o \u00e0 C\u00e2mara. Depois de libertados, eles distribu\u00edram uma nota em que relataram casos de maus-tratos. Tanto a Pol\u00edcia Militar quanto a Pol\u00edcia Legislativa negaram as acusa\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>No documento protocolado na quinta-feira passada na Secretaria dos Direitos Humanos, o MLST d\u00e1 as iniciais de dez adolescentes que teriam sido v\u00edtimas de agress\u00f5es. Amarildo Baesso, assessor da Secretaria de Direitos Humanos, disse que nenhum dos adolescentes com quem conversou fez men\u00e7\u00e3o a agress\u00f5es: &#8220;Eles estavam bem, disseram que estavam se alimentando bem. At\u00e9 onde eu acompanhei, eles n\u00e3o fizeram den\u00fancia de maus-tratos&#8221;.<\/p>\n<p><strong>JOS\u00c9 MASCHIO da <\/strong><strong>Folha de S. Paulo <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-8591","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8591","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8591"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8591\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8591"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8591"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8591"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}