{"id":15535,"date":"2020-06-25T11:19:40","date_gmt":"2020-06-25T14:19:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/?p=15535"},"modified":"2020-06-26T18:53:17","modified_gmt":"2020-06-26T21:53:17","slug":"stf-decide-reduzir-salario-de-servidor-publico-para-adequacao-de-gastos-e-inconstitucional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/stf-decide-reduzir-salario-de-servidor-publico-para-adequacao-de-gastos-e-inconstitucional\/","title":{"rendered":"STF decide: Reduzir sal\u00e1rio de servidor p\u00fablico para adequa\u00e7\u00e3o de gastos \u00e9 inconstitucional"},"content":{"rendered":"<p>Por maioria de votos, o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional qualquer interpreta\u00e7\u00e3o de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101\/2000) que permita a redu\u00e7\u00e3o de vencimentos de servidores p\u00fablicos para a adequa\u00e7\u00e3o de despesas com pessoal. Na sess\u00e3o desta quarta-feira (24), o colegiado concluiu o julgamento da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2238, ajuizada pelo Partido Comunista do Brasil (PcdoB), pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).<\/p>\n<p>O dispositivo declarado inconstitucional \u00e9 o par\u00e1grafo 2\u00ba do artigo 23. O dispositivo faculta a redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria da jornada de trabalho com adequa\u00e7\u00e3o dos vencimentos \u00e0 nova carga hor\u00e1ria, caso sejam ultrapassados os limites definidos na lei para despesas com pessoal nas diversas esferas do poder p\u00fablico. Para a maioria dos ministros, a possibilidade de redu\u00e7\u00e3o fere o princ\u00edpio da irredutibilidade salarial.<\/p>\n<p><b><strong style=\"font-style: inherit;\">Votos<\/strong><\/b><strong>\u00a0\u2014<\/strong> O julgamento teve in\u00edcio em fevereiro de 2019 e foi suspenso em agosto, para aguardar o voto do ministro Celso de Mello. Na ocasi\u00e3o, n\u00e3o foi alcan\u00e7ada a maioria necess\u00e1ria \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade das regras questionadas.<\/p>\n<p>O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pela improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o, por entender poss\u00edvel a redu\u00e7\u00e3o da jornada e do sal\u00e1rio. Seguiram seu voto os ministros Lu\u00eds Roberto Barroso e Gilmar Mendes. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, prop\u00f4s um voto m\u00e9dio, no sentido de que a medida s\u00f3 poderia ser aplicada depois de adotadas outras medidas previstas na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, como a redu\u00e7\u00e3o de cargos comissionados, e atingiria primeiramente servidores n\u00e3o est\u00e1veis.<\/p>\n<p>O ministro Edson Fachin abriu a diverg\u00eancia, por entender que n\u00e3o cabe flexibilizar o mandamento constitucional da irredutibilidade de sal\u00e1rios para gerar alternativas menos onerosas ao Estado.<\/p>\n<p>Os ministros Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, e Marco Aur\u00e9lio votaram no mesmo sentido. A ministra C\u00e1rmen L\u00facia acompanhou em parte a diverg\u00eancia, ao entender que \u00e9 poss\u00edvel reduzir a jornada de trabalho, mas n\u00e3o o vencimento do servidor.<\/p>\n<p><b><strong style=\"font-style: inherit;\">Conclus\u00e3o<\/strong><\/b>\u00a0<strong>\u2014<\/strong> Na sess\u00e3o de ontem (24), o decano se alinhou \u00e0 corrente aberta pelo ministro Edson Fachin no sentido da viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da irredutibilidade dos sal\u00e1rios prevista na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com o voto do ministro, a Corte confirmou decis\u00e3o liminar deferida na a\u00e7\u00e3o e declarou a inconstitucionalidade do par\u00e1grafo 2\u00ba do artigo 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal e de parte do par\u00e1grafo 1\u00ba do mesmo artigo, de modo a obstar interpreta\u00e7\u00e3o de que \u00e9 poss\u00edvel reduzir os valores de fun\u00e7\u00e3o ou cargo provido.<\/p>\n<p>O colegiado, tamb\u00e9m por decis\u00e3o majorit\u00e1ria, julgou inconstitucional o par\u00e1grafo 3\u00ba do artigo 9\u00ba da lei, que autorizava o Poder Executivo a restringir de forma unilateral o repasse de recursos aos Poderes Legislativo e Judici\u00e1rio, Minist\u00e9rio P\u00fablico e Defensoria P\u00fablica. O voto de desempate do ministro Celso de Mello seguiu o do relator da a\u00e7\u00e3o, ministro Alexandre de Moraes, no sentido de que a permiss\u00e3o ofende o princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o de Poderes e a autonomia financeira do Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p><em>Fonte: Assessoria de Imprensa do STF &#8211;\u00a0Foto: Carlos Moura\/SCO\/STF\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por maioria de votos, o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional qualquer interpreta\u00e7\u00e3o de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101\/2000) que permita a redu\u00e7\u00e3o de vencimentos de servidores p\u00fablicos para a adequa\u00e7\u00e3o de despesas com pessoal. 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