{"id":14859,"date":"2019-05-24T12:48:23","date_gmt":"2019-05-24T15:48:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/?p=14859"},"modified":"2019-05-24T12:54:20","modified_gmt":"2019-05-24T15:54:20","slug":"porte-de-armas-como-fica-a-situacao-do-pecpf-com-o-novo-decreto-presidencial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/porte-de-armas-como-fica-a-situacao-do-pecpf-com-o-novo-decreto-presidencial\/","title":{"rendered":"Porte de Armas: como fica a situa\u00e7\u00e3o do PECPF com o novo decreto presidencial?"},"content":{"rendered":"<p>O fim de uma injusti\u00e7a hist\u00f3rica ou o in\u00edcio de outra? A mais recente d\u00favida a pairar sobre a cabe\u00e7a dos servidores administrativos da Pol\u00edcia Federal se refere ao Decreto n\u00ba. 9.785\/2019, normativo editado no dia 7 de maio que, dentre outras medidas, confere a diversas categorias profissionais o direito de portar armas de fogo, entre elas o PECPF.<\/p>\n<p>O ponto chave para a categoria administrativa da PF est\u00e1 no Art. 26 do novo normativo. Lido de forma literal, ele n\u00e3o deixa d\u00favidas: <strong>\u201co porte de arma de fogo \u00e9 garantido aos integrantes das institui\u00e7\u00f5es policiais\u201d<\/strong>, texto que evidentemente engloba os servidores administrativos da PF. Ocorre que, como bem sabe a categoria, o problema em rela\u00e7\u00e3o ao porte nunca esteve na letra da lei, mas na interpreta\u00e7\u00e3o que a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica faz da mesma.<\/p>\n<p>Isso fica evidente quando lembramos o texto do estatuto do desarmamento (Lei n\u00ba. 10.826\/2003). Tal qual o decreto editado no dia 7, a referida lei j\u00e1 deixava claro, em seu Art. 6\u00ba, Inciso II, <strong>que o porte de armas \u00e9 permitido aos integrantes da PF<\/strong>. O problema \u00e9 que, por sua pr\u00f3pria conta, a Administra\u00e7\u00e3o resolveu \u201cinterpretar\u201d a vontade do legislador, afirmando que a express\u00e3o <em>\u201cintegrantes\u201d<\/em> deveria ser lida como <em>\u201cpoliciais\u201d<\/em>, pois essa era a <em>\u201creal inten\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> do comando legal.<\/p>\n<p>Para justificar seu posicionamento, a Administra\u00e7\u00e3o costumava evocar o Decreto n\u00ba. 5123\/04, cujo texto fazia men\u00e7\u00e3o apenas aos policiais. Ocorre que o referido normativo foi revogado pelo Decreto n\u00ba. 9.785\/2019. Assim, as justificativas da Administra\u00e7\u00e3o \u2014 que sempre foram question\u00e1veis do ponto de vista jur\u00eddico, afinal, um decreto n\u00e3o pode se sobrepor a uma lei \u2014 n\u00e3o possuem mais sustenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A priori, a situa\u00e7\u00e3o estaria resolvida, uma vez que o novo decreto est\u00e1 em harmonia com o que preconiza o estatuto do desarmamento. Por\u00e9m, quem acompanha o notici\u00e1rio sabe que a quest\u00e3o suscitou grande debate p\u00fablico, que acabou culminando na edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Decreto\/D9797.htm\">Decreto n\u00ba. 9.797\/2019<\/a>\u00a0na ter\u00e7a-feira (21). A nova norma altera alguns pontos do texto do Decreto n\u00ba. 9.785\/2019, por\u00e9m, nenhuma mudan\u00e7a foi feita na reda\u00e7\u00e3o que confere o porte de armas aos integrantes do PECPF.<\/p>\n<p>Entretanto, a pol\u00eamica est\u00e1 longe de acabar: as novas normas tiveram sua constitucionalidade recentemente questionadas por partidos pol\u00edticos por meio da ADPF 581 e da ADI 6134, no Supremo Tribunal Federal. Al\u00e9m disso, no dia 15 de maio, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal requereu a suspens\u00e3o imediata e integral, ou, subsidiariamente, a suspens\u00e3o de determinados artigos \u2014 inclu\u00eddo o 26 \u2014 nos autos do processo n\u00ba 1012328-95-2019.4.01.3400.<\/p>\n<p>Nesta mesma linha de racioc\u00ednio, o Senador Randolfe Rodrigues protocolou Projeto de Decreto Legislativo, n\u00ba 233 de 2019, com pedido de sustar o Decreto n\u00ba 9.785\/19.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o dessa \u201cturbul\u00eancia\u201d e inseguran\u00e7a jur\u00eddica, o sindicato tem atuado com cautela para garantir aos filiados o direito de portar armas. A pretens\u00e3o \u00e9 que nos pr\u00f3ximos dias possamos construir argumentos que contribuam para a elabora\u00e7\u00e3o de uma instru\u00e7\u00e3o interna.<\/p>\n<p>Para o diretor jur\u00eddico, mesmo que o decreto atual seja cassado pela justi\u00e7a ou pelo Congresso \u2014 como se tem especulado \u2014, o porte segue garantido pelo estatuto do desarmamento. \u201cA lei j\u00e1 existe. S\u00f3 precisa ser cumprida\u201d, pondera C\u00edcero.<\/p>\n<p><em>Nota do SinpecPF: Importa esclarecer que o porte autorizado pelo\u00a0Decreto n\u00ba. 9.785\/2019 \u00e9 o civil, e n\u00e3o o funcional. O sindicato segue conversando com a Administra\u00e7\u00e3o acerca do \u00faltimo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fim de uma injusti\u00e7a hist\u00f3rica ou o in\u00edcio de outra? 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