{"id":14130,"date":"2018-08-24T10:44:48","date_gmt":"2018-08-24T13:44:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/?p=14130"},"modified":"2018-08-24T10:44:48","modified_gmt":"2018-08-24T13:44:48","slug":"a-realidade-na-fronteira-com-a-venezuela-relato-de-um-servidor-administrativo-da-pf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/a-realidade-na-fronteira-com-a-venezuela-relato-de-um-servidor-administrativo-da-pf\/","title":{"rendered":"A realidade na fronteira com a Venezuela: relato de um servidor administrativo da PF"},"content":{"rendered":"<p>Estive em Pacaraima-RR, fronteira com a Venezuela, por 60 dias. De antem\u00e3o, esclare\u00e7o que retornei para Bras\u00edlia na v\u00e9spera do conflito que houve na cidade, noticiado em todos os jornais. Embora n\u00e3o tenha presenciado os fatos, posso dizer que n\u00e3o me surpreendi com o que aconteceu, visto que a cidade n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de abrigar o crescente n\u00famero de pessoas nas ruas.<\/p>\n<p>Dos quase 14 anos que tenho na Pol\u00edcia Federal, digo com toda certeza que essa foi a miss\u00e3o mais dif\u00edcil. A infraestrutura da cidade \u00e9 prec\u00e1ria, h\u00e1 pouco ou quase nada para fazer e tudo \u00e9 muito caro. Quem gosta de alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e balanceada pode preparar o bolso: frutas s\u00e3o escassas e o pre\u00e7o \u00e9 l\u00e1 em cima. Ma\u00e7as s\u00e3o vendidas por R$ 1,00 a unidade. Peras, R$ 3,50. Pre\u00e7o melhor, s\u00f3 mesmo o da banana.<\/p>\n<p>Almo\u00e7ar tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 barato: o gasto nunca fica abaixo de R$ 15,00 e o card\u00e1pio n\u00e3o tem grande variedade \u2014 um composto de arroz, feij\u00e3o, carne, farofa e macarr\u00e3o. Dependendo do estabelecimento, \u00e9 poss\u00edvel encontrar uma salada de repolho ou cenoura ralada acompanhada de tomate. E s\u00f3.<\/p>\n<p>Fui para a miss\u00e3o como volunt\u00e1rio, com o intuito de ajuda humanit\u00e1ria. Foi gratificante poder ter ajudado de alguma forma e por isso digo que a miss\u00e3o valeu a pena. Vi muitas coisas, ajudei pessoas e testemunhei a capacidade do ser humano de destruir uma sociedade inteira, obrigando milhares de pessoas a fugir de suas casas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/SINPECPF.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-14131 size-medium\" src=\"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/SINPECPF-300x188.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/SINPECPF-300x188.jpg 300w, https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/SINPECPF-768x480.jpg 768w, https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/SINPECPF-1024x640.jpg 1024w, https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/SINPECPF-400x250.jpg 400w, https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/SINPECPF-1080x675.jpg 1080w, https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/SINPECPF.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No per\u00edodo em que estive por l\u00e1, trabalhei no que cham\u00e1vamos de \u201cprotocolo de ref\u00fagio e resid\u00eancia tempor\u00e1ria\u201d e na identifica\u00e7\u00e3o papilosc\u00f3pica, fazendo a coleta de digitais e de fotos que seriam inseridas no sistema AFIS. Nesses dois meses, atendi muita gente humilde e analfabeta, mas tamb\u00e9m m\u00e9dicos, dentistas, engenheiros, professores universit\u00e1rios, bioqu\u00edmicos, psic\u00f3logos, advogados, auditores fiscais, militares, policiais, servidores p\u00fablicos, etc. Ao que parece, a crise n\u00e3o fez distin\u00e7\u00e3o de classes e todos vieram em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es. Cheguei a atender um major do ex\u00e9rcito venezuelano que me garantiu receber um soldo mensal de R$ 65,00.<\/p>\n<p>No dia a dia, um dos problemas que enfrent\u00e1vamos era a contamina\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e comida. Em alguns casos, colegas tiveram de deixar o trabalho e ir ao hospital de campanha do Ex\u00e9rcito Brasileiro para tomar soro. Mesmo os militares sofriam com as contamina\u00e7\u00f5es. Sobre isso, algumas sugest\u00f5es \u00e0queles que ainda ir\u00e3o at\u00e9 l\u00e1: optem por \u00e1gua mineral ou usem o hipoclorito que \u00e9 distribu\u00eddo pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade; procurem comer em locais seguros; usem repelente, tanto para o corpo como aqueles que s\u00e3o plugados nas tomadas, para afugentar os pernilongos. Levem este \u00faltimo na bagagem, pois n\u00e3o \u00e9 vendido na cidade.<\/p>\n<p>Enxergo o trabalho realizado pela Pol\u00edcia Federal na regi\u00e3o como de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle migrat\u00f3rio, atribui\u00e7\u00f5es realizadas por servidores administrativos na pr\u00e1tica, mas que at\u00e9 hoje n\u00e3o foram colocadas no papel, uma regulamenta\u00e7\u00e3o que deveria ter acontecido h\u00e1 muito tempo. Mas, infelizmente, como meus colegas bem sabem, somos preteridos por nosso pr\u00f3prio \u00f3rg\u00e3o e tratados como servidores de quinta categoria. Visto a camisa do \u00f3rg\u00e3o, mas a rec\u00edproca n\u00e3o \u00e9 verdadeira.<\/p>\n<p>\u00c9 um trabalho administrativo de fato, mas uma reserva de mercado atrapalha nossa atua\u00e7\u00e3o. Trata-se da pesquisa de nomes no sistema SINAPSE, cujo acesso \u00e9 restrito \u00e0 classe policial. Tal sistema faz uma busca global e indexada do nome do imigrante, tarefa que todo servidor administrativo precisa realizar incont\u00e1veis vezes ao dia, dependendo, para tanto, da ajuda de um policial.<\/p>\n<p>No meu entender, por sermos servidores do \u00f3rg\u00e3o e por precisarmos acessar o sistema para desempenhar nosso trabalho, o \u00f3rg\u00e3o deveria nos dar acesso a ele. \u00c9 falso dizer que se trata de uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a: as pesquisas s\u00e3o registradas no nome de quem as fez. Por isso, n\u00e3o vejo problema em conceder o acesso a todos, assim como n\u00e3o ser\u00e1 problema punir quem usar de maneira incorreta. Temos acesso a outros sistemas e n\u00e3o h\u00e1 not\u00edcias de desvios de finalidade distintos daqueles que j\u00e1 foram cometidos por maus policiais. \u00a0Mas como eu disse, h\u00e1 a reserva de mercado, e n\u00e3o creio que isso v\u00e1 mudar.<\/p>\n<p>Outro ponto que gostaria de abordar \u00e9 o que chamo de \u201cidentidade visual\u201d. Quando voc\u00ea chega na base, de longe v\u00ea os militares, com seus uniformes camuflados; o pessoal da Acnur, que n\u00e3o abre m\u00e3o do azul tradicional da ONU, enquanto o da OIM ostenta o azul marinho do \u00f3rg\u00e3o; os servidores da Anvisa tamb\u00e9m utilizam uniforme pr\u00f3prio; e os da Cruz Vermelha, logicamente, ostentam o s\u00edmbolo que d\u00e1 nome \u00e0 institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda uns pouqu\u00edssimos sujeitos de blusa preta, com bras\u00e3o no peito: os policiais federais.\u00a0 E os administrativos da PF? Somos quaisquer uns ali, pois n\u00e3o temos uma identidade visual. Entendo que, neste tipo de opera\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m t\u00ednhamos de ser facilmente reconhecidos pelos demais \u00f3rg\u00e3os. Mas, infelizmente, n\u00e3o h\u00e1 interesse de normatizar o uso de uma simples camiseta que todo servidor ou organismo tem. Ser\u00e1 que Anvisa, Acnur, EB, OIM e todos os outros \u00e9 que est\u00e3o errados?<\/p>\n<p>Outro ponto que gostaria de abordar \u00e9 a necessidade de liberar o porte de arma para o servidor administrativo que tenha a necessidade. Devo come\u00e7ar dizendo que, por raz\u00f5es pessoais, n\u00e3o gosto de armas de fogo e sou contra o porte irrestrito. Entretanto, existem situa\u00e7\u00f5es em que o servidor merece ter a OP\u00c7\u00c3O de se defender.<\/p>\n<p>Falo com conhecimento de causa, afinal, nos 60 dias em que trabalhei na imigra\u00e7\u00e3o, atendi a in\u00fameras pessoas necessitadas e, tamb\u00e9m, pessoas suspeitas. A cidade \u00e9 pequena e havia pontos de grande aglomera\u00e7\u00e3o de pessoas desocupadas, onde t\u00ednhamos que passar para chegar ao hotel. Muitas vezes fui cumprimentado por gente de quem n\u00e3o me lembrava, mas que jurava ter sido atendido por mim. Eles n\u00e3o entendiam que eu era \u201capenas\u201d um administrativo. Sempre se dirigiam a mim como \u201cfederal\u201d, algo que me incomodava bastante.<\/p>\n<p>Importante ressaltar que, embora nada tenha acontecido conosco, observamos a viol\u00eancia na cidade crescer, com aumento nos casos de furto, tr\u00e1fico e prostitui\u00e7\u00e3o. \u00a0Uma brasileira chegou a sofrer uma tentativa de estupro na principal rua da cidade <strong>durante o dia <\/strong>\u2014 o molestador se aproveitou da chuva que caia naquele momento! Houve tentativa de furto de pe\u00e7as de carros que estavam no p\u00e1tio da delegacia da Pol\u00edcia Civil, frustrada pelos agentes de plant\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste sentido, agrade\u00e7o a Deus por nada ter me acontecido. Mas at\u00e9 quando vamos ter de contar com a sorte? Somos um \u00f3rg\u00e3o de seguran\u00e7a p\u00fablica. \u00c9 fato que a criminalidade s\u00f3 aumenta em nosso pa\u00eds. \u00c9 fato que o bandido n\u00e3o diferencia administrativo de policial. Para quem \u00e9 de fora, somos todos federais! Tratamento diferenciado, s\u00f3 dentro do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>Queremos fazer nosso melhor, mas para isso somos muitas vezes expostos a riscos em nossas lota\u00e7\u00f5es ou miss\u00f5es em cidades pequenas, \u00e0s vezes pelo simples fato de entrarmos nas depend\u00eancias do \u00f3rg\u00e3o. Sequer existe um telefone da PF para ligarmos para pedir ajuda quando o risco for relacionado a nossa atividade profissional, afinal n\u00e3o trabalhamos em uma farm\u00e1cia ou supermercado, e sim na pol\u00edcia. Caso existisse, n\u00e3o sei se funcionaria, tendo em vista que, por conta dos desvios de fun\u00e7\u00e3o, o efetivo policial \u00e9 insuficiente na ponta. Sei que poderia contar com os amigos que fiz na delegacia de Pacaraima, mas n\u00e3o h\u00e1 a formaliza\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio. Dependemos da boa vontade dos colegas dos locais onde trabalhamos.<\/p>\n<p>Estamos jogados \u00e0 nossa pr\u00f3pria sorte. Preteridos e renegados! Como j\u00e1 disse, todo servidor \u00e9 devidamente responsabilizado por seus erros, mesmo assim, preferem nos submeter ao risco do que conceder o porte de arma a quem apresenta boas justificativas para o pedido. Por que n\u00e3o exigir o que se exige de policiais e outros servidores que fazem jus ao porte? Quem fizer mau uso, que responda criminal, civil e administrativamente. A Pol\u00edcia Federal n\u00e3o tem capacidade investigativa para tanto? Este pa\u00eds n\u00e3o pune quem age de forma errada? N\u00e3o h\u00e1 Judici\u00e1rio neste pa\u00eds?<\/p>\n<p>Sinceramente, sinto-me um filho bastardo desde pouco tempo depois que cheguei ao \u00f3rg\u00e3o. N\u00e3o lhe d\u00e3o o porte e ainda lhe pro\u00edbem de realizar a pr\u00e1tica desportiva. Melhor seria normatizar: \u201cal\u00e9m de n\u00e3o poder se defender, voc\u00ea n\u00e3o pode correr do bandido\u201d. Vejo a preocupa\u00e7\u00e3o justificada dos policiais diante da viol\u00eancia crescente, mas por que nossas preocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o ignoradas? Ser\u00e1 que n\u00e3o trabalhamos no mesmo \u00f3rg\u00e3o? Ser\u00e1 que nas fotos e v\u00eddeos que os bandidos fazem dos policiais nunca vai figurar um administrativo? Juro: n\u00e3o ambiciono poder de pol\u00edcia judici\u00e1ria no meu cargo, mas sei que deveria ter mais prerrogativas e direitos do que nos s\u00e3o dados.<\/p>\n<p>Pe\u00e7o perd\u00e3o pelo longo texto e agrade\u00e7o ao SinpecPF pelo trabalho que tem prestado, apesar de saber que \u00e9 tudo em v\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 interesse de mudar nossa realidade. Em 14 anos, vi v\u00e1rios dirigentes assumirem e deixarem o comando do \u00f3rg\u00e3o, sem nada mudar. H\u00e1 sempre uma desculpa, mesmo que n\u00e3o fa\u00e7a sentido. Esse ano \u00e9 a pol\u00edtica: por conta das elei\u00e7\u00f5es, tudo vai ficar como est\u00e1, inclusive o que s\u00f3 depende do \u00f3rg\u00e3o e n\u00e3o tem impacto financeiro. Ano que vem, o problema ser\u00e1 o novo governo. No ano seguinte, ser\u00e1 a defasagem dos sal\u00e1rios dos policiais, quando seremos novamente preteridos por sermos o lado mais fr\u00e1gil da corda. A verdade \u00e9 que, ou o comando n\u00e3o tem for\u00e7as para batalhar em prol das demandas justas e reserva energias para lutar em causa pr\u00f3pria, ou a situa\u00e7\u00e3o atual \u00e9 conveniente.<\/p>\n<p>Por fim, reafirmo que fui como volunt\u00e1rio para a Miss\u00e3o Acolhida, que foi dif\u00edcil, mas muito gratificante pelo lado humanit\u00e1rio. Fiz muitos amigos; fui bem recebido por TODOS os colegas da delegacia de Pacaraima; vi todos, independentemente do cargo, sendo PF e dando o suor pela corpora\u00e7\u00e3o; vi que, em miss\u00f5es como essa na fronteira a diferen\u00e7a entre policiais e administrativos fica t\u00eanue e as fun\u00e7\u00f5es se misturam; vi colegas unidos e trabalhando em equipe, como n\u00e3o se v\u00ea nos grandes centros. Creio ser um trabalho humanit\u00e1rio e eminentemente administrativo, mas acho que muitos deveriam participar para saber o verdadeiro significado dos termos \u201c\u00f3rg\u00e3o\u201d e \u201cequipe\u201d.<\/p>\n<p><em>Paulo Murilo, Agente Administrativo<\/em><\/p>\n<p><em>Foto de capa:\u00a0Boris Heger\/Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estive em Pacaraima-RR, fronteira com a Venezuela, por 60 dias. De antem\u00e3o, esclare\u00e7o que retornei para Bras\u00edlia na v\u00e9spera do conflito que houve na cidade, noticiado em todos os jornais. 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