{"id":13180,"date":"2017-09-27T11:47:05","date_gmt":"2017-09-27T14:47:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/?p=13180"},"modified":"2017-09-27T11:47:33","modified_gmt":"2017-09-27T14:47:33","slug":"negociacao-coletiva-no-servico-publico-e-aprovada-no-congresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/negociacao-coletiva-no-servico-publico-e-aprovada-no-congresso\/","title":{"rendered":"Negocia\u00e7\u00e3o coletiva no servi\u00e7o p\u00fablico \u00e9 aprovada no Congresso"},"content":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta ter\u00e7a-feira (26) projeto de lei que disciplina a negocia\u00e7\u00e3o coletiva no servi\u00e7o p\u00fablico das tr\u00eas esferas administrativas (Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios).<\/p>\n<p>A proposta (PL 3831\/15) \u00e9 origin\u00e1ria do Senado, onde foi aprovada em 2015. O texto recebeu parecer favor\u00e1vel do relator, deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), para quem a negocia\u00e7\u00e3o coletiva deveria acompanhar o direito de greve dos servidores. &#8220;Hoje, no Brasil, garante-se ao servidor p\u00fablico o direito de greve, sem lhe assegurar, contudo, o direito de negocia\u00e7\u00e3o coletiva, o que \u00e9 um contrassenso, at\u00e9 mesmo porque a negocia\u00e7\u00e3o coletiva \u00e9 corol\u00e1rio do direto de greve e do direito de sindicaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Como tamb\u00e9m foi aprovado pela Comiss\u00e3o de Trabalho, de Administra\u00e7\u00e3o e Servi\u00e7o P\u00fablico, e tramita em car\u00e1ter conclusivo, a proposta est\u00e1 aprovada pela C\u00e2mara e deve seguir para a san\u00e7\u00e3o da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Atualmente, a negocia\u00e7\u00e3o coletiva n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica corrente no servi\u00e7o p\u00fablico. O Executivo federal possui canais permanentes de negocia\u00e7\u00e3o, mas sem previs\u00e3o legal.<\/p>\n<p><b><strong style=\"font-style: inherit;\">Regra \u2014\u00a0<\/strong><\/b>O PL 3831\/15 prop\u00f5e que a negocia\u00e7\u00e3o coletiva seja a regra permanente de solu\u00e7\u00e3o de conflitos no servi\u00e7o p\u00fablico, abarcando \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o direta e indireta (autarquias e funda\u00e7\u00f5es), de todos os poderes (Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio), al\u00e9m do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da Defensoria P\u00fablica.<\/p>\n<p>Segundo o projeto, a negocia\u00e7\u00e3o poder\u00e1 tratar de todas as quest\u00f5es relacionadas ao mundo do trabalho, como plano de carreira, cria\u00e7\u00e3o de cargos, sal\u00e1rio, condi\u00e7\u00f5es de trabalho, estabilidade, sa\u00fade e pol\u00edtica de recursos humanos. A abrang\u00eancia da negocia\u00e7\u00e3o ser\u00e1 definida livremente pelas duas partes. Poder\u00e1, por exemplo, envolver todos os servidores do estado ou munic\u00edpio ou de apenas um \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>Caber\u00e1 ao ente p\u00fablico definir o \u00f3rg\u00e3o que o representar\u00e1 na mesa de negocia\u00e7\u00e3o permanente, e fornecer os meios necess\u00e1rios para a efetiva\u00e7\u00e3o da negocia\u00e7\u00e3o coletiva, como espa\u00e7o, infraestrutura e pessoal.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o na mesa de negocia\u00e7\u00e3o ser\u00e1 parit\u00e1ria. Se os servidores p\u00fablicos n\u00e3o possu\u00edrem um sindicato espec\u00edfico, eles poder\u00e3o ser representados por uma comiss\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o, criada pela assembleia da categoria.<\/p>\n<p>Um dos pontos importantes do projeto \u00e9 a permiss\u00e3o para que os dois lados da negocia\u00e7\u00e3o solicitem a participa\u00e7\u00e3o de um mediador, para resolver a quest\u00e3o em debate.<\/p>\n<p>O texto aprovado prev\u00ea puni\u00e7\u00e3o para os dois lados da mesa de negocia\u00e7\u00e3o quando houver desinteresse em adotar as medidas acordadas. Para o representante de \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico, esse tipo de conduta poder\u00e1 ser enquadrado como infra\u00e7\u00e3o disciplinar. J\u00e1 os representantes dos empregados poder\u00e3o ser multados em valor proporcional \u00e0 condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do sindicato.<\/p>\n<p><b><strong style=\"font-style: inherit;\">Acordo\u00a0\u2014\u00a0<\/strong><\/b>O PL 3831 determina que ser\u00e1 elaborado um termo de acordo ap\u00f3s a conclus\u00e3o da negocia\u00e7\u00e3o. O texto dever\u00e1 identificar as partes, o objeto negociado, os resultados obtidos, a forma de implementa\u00e7\u00e3o e o prazo de vig\u00eancia. O documento, assinado pelas duas partes, dever\u00e1 designar o titular do \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo sistema de pessoal.<\/p>\n<p>As cl\u00e1usulas do termo de acordo ser\u00e3o encaminhadas aos \u00f3rg\u00e3os para imediata ado\u00e7\u00e3o. Se a efetiva\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula depender de lei \u2013 como ocorre em reajustes salariais \u2013, elas ser\u00e3o encaminhadas ao titular da iniciativa da lei (por exemplo, presidente da Rep\u00fablica ou governador), para que as envie, na forma de projeto, ao Poder Legislativo. O texto poder\u00e1 tramitar com urg\u00eancia, sempre que se julgar necess\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta ter\u00e7a-feira (26) projeto de lei que disciplina a negocia\u00e7\u00e3o coletiva no servi\u00e7o p\u00fablico das tr\u00eas esferas administrativas (Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios). A proposta (PL 3831\/15) \u00e9 origin\u00e1ria do Senado, onde foi aprovada em 2015. 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