{"id":13111,"date":"2017-08-29T10:50:30","date_gmt":"2017-08-29T13:50:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/?p=13111"},"modified":"2017-08-29T10:50:56","modified_gmt":"2017-08-29T13:50:56","slug":"sinpecpf-na-midia-cidadaos-reclamam-de-burocracia-demora-e-erros-nos-balcoes-de-reparticoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/sinpecpf-na-midia-cidadaos-reclamam-de-burocracia-demora-e-erros-nos-balcoes-de-reparticoes\/","title":{"rendered":"SinpecPF na m\u00eddia: Cidad\u00e3os reclamam de burocracia, demora e erros nos balc\u00f5es de reparti\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>O corte dr\u00e1stico de or\u00e7amento prejudicou v\u00e1rias \u00e1reas do servi\u00e7o p\u00fablico. Da emiss\u00e3o de passaportes, passando pela paralisa\u00e7\u00e3o de \u00e1reas priorit\u00e1rias, como seguran\u00e7a, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e projetos fundamentais para a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda.<\/p>\n<p>No Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o contribuinte, que arca com pesados impostos, \u00e9 prejudicado. Dados da ONG Contas Abertas mostram que o valor pago para o funcionamento das unidades descentralizadas, por meio do programa Previd\u00eancia Social do Minist\u00e9rio do Trabalho, foi de R$ 70,3 milh\u00f5es, de janeiro a julho deste ano, o que representa uma queda de 78,7%, na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo do ano passado \u2014 quando bateu R$ 330 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em muitas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o se trata apenas de falta de recursos. Especialistas chamam aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de melhora da produvitividade do setor p\u00fablico, o que \u00e9 um problema cr\u00f4nico no Brasil devido \u00e0 dificuldade de punir quem tem desempenho insuficiente. Agora, com os cortes de recursos, a situa\u00e7\u00e3o se agrava. H\u00e1 avalia\u00e7\u00f5es de que isso esteja sendo usado para justificar, de modo consciente ou n\u00e3o, a inefici\u00eancia. \u00c9 uma mistura de desalento com falta de dedica\u00e7\u00e3o proposital \u2014 o que fica dif\u00edcil de ser combatido no quadro de escassez e de dificuldades generalizadas.<\/p>\n<p>Maria Ines de Souza Alves sabe o que \u00e9 isso. Foi atualizar o endere\u00e7o no posto de atendimento da Previd\u00eancia Social, na Asa Sul. Do Jardim Mangueiral, onde reside, viajou em dois \u00f4nibus sob calor intenso. \u00c0s 14h30, recebeu a senha no posto. Foi atendida duas horas depois \u2014 e quase teve que voltar. O atendente atualizou o endere\u00e7o com dados errados. \u201cEle estava muito desatento. Ainda bem que eu prestei aten\u00e7\u00e3o para n\u00e3o ter mais transtornos\u201d, desabafa Maria Ines.<\/p>\n<p>Fab\u00edola de Souza Duarte, vai constantemente ao posto da W3 Sul para uma per\u00edcia de reabilita\u00e7\u00e3o profissional. Ela sofre de uma doen\u00e7a que afeta o formato e a espessura da c\u00f3rnea, provocando a percep\u00e7\u00e3o de imagens distorcidas e borradas. Assim, n\u00e3o trabalha h\u00e1 quatro anos. \u201cEm 2015, o INSS negou a minha aposentadoria por causa da idade. E, de seis em seis meses, continuo tendo que comparecer ao posto, porque o servi\u00e7o de reabilita\u00e7\u00e3o profissional n\u00e3o pode ser agendado por telefone\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Sindicalistas afirmam que as condi\u00e7\u00f5es de trabalho s\u00e3o inadequadas. \u201cFalta de tudo: papel para imprimir processo, caf\u00e9, ar-condicionado e seguran\u00e7a nas ag\u00eancias, em um momento perigoso, em que se retiram direitos do trabalhador e o n\u00famero de agress\u00f5es a servidores cresce\u201d, afirma Sandro Alex de Oliveira Cezar, presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS).<\/p>\n<p>\u201cRaramente se veem filas. Tudo agora \u00e9 virtual. As pessoas demoram de quatro a cinco meses para agendar um atendimento. Trocaram a fila real pela fila virtual. A popula\u00e7\u00e3o, agora, sofre em casa\u201d, diz Cezar.<\/p>\n<p>A tesourada nem sempre aparece \u00e0 primeira vista. E, \u00e0s vezes, o remanejamento de recursos fica mais caro para o governo, que deixar de cumprir a meta.<\/p>\n<p>\u201cO Programa de Fiscaliza\u00e7\u00e3o por Sorteio P\u00fablico, do Minist\u00e9rio da Transpar\u00eancia e Controle (CGU), que envia auditores a munic\u00edpios com at\u00e9 500 mil habitantes para fiscalizar a aplica\u00e7\u00e3o de recursos federais, \u00e9 o mais afetado com a escassez de recursos\u201d, destaca Rudinei Marques, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores e T\u00e9cnicos de Finan\u00e7as e Controle (Unacon).<\/p>\n<p>\u201cNos \u00f3rg\u00e3os ambientais, os fiscais n\u00e3o conseguem trabalhar porque n\u00e3o t\u00eam gasolina para as viaturas. Mais grave \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do combate a endemias. A consequ\u00eancia pode ser a prolifera\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as que j\u00e1 estavam erradicadas\u201d, aponta S\u00e9rgio Ronaldo da Silva, secret\u00e1rio-geral da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores no Servi\u00e7o P\u00fablico Federal (Condsef).<\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF) j\u00e1 n\u00e3o faz escoltas de cargas estrat\u00e9gicas e rondas. \u201cS\u00f3 se faz atendimento a acidentes. Os assaltos a \u00f4nibus cresceram 550%; a cargas, 107%; e o n\u00famero de mortes, 4%, entre julho de 2017 e julho de 2017\u201d, conta Deolindo Carniel, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Policiais Rodovi\u00e1rios Federais (FenaPRF).<\/p>\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho escravo n\u00e3o funciona desde maio e tem apenas R$ 6,6 mil em caixa. \u201cEm 21 de julho, denunciamos \u00e0 OIT que o Brasil n\u00e3o est\u00e1 respeitando v\u00e1rias conven\u00e7\u00f5es de diretrizes de inspe\u00e7\u00e3o que ratificou\u201d , conta Carlos Silva, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait).<\/p>\n<p>As situa\u00e7\u00f5es se repetem no setor de seguran\u00e7a. \u201cAt\u00e9 os contratos de manuten\u00e7\u00e3o de viaturas, passagens e di\u00e1rias est\u00e3o prejudicados. O or\u00e7amento de 2017 veio 50% inferior ao de 2016. E, em seguida, sofreu contingenciamento de 44%\u201d, argumenta Luis Boudens, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). <strong>\u201cV\u00e1rias miss\u00f5es ser\u00e3o abortadas por ordem da Superintend\u00eancia, por falta de recursos para pagamento de di\u00e1rias\u201d, denuncia \u00c9der Fernando da Silva, presidente do SinpecPF, que representa os administrativos da PF.<\/strong><\/p>\n<p>A economista Grazielle David, do Instituto de Estudos Socioecon\u00f4micos (Inesc), destacou que nem sempre o corte nas despesas \u00e9 aparente. \u201cAs consequ\u00eancias dentro dos estados e munic\u00edpios s\u00e3o graves. Algumas ficam escondidas porque os governadores, ao remanejarem os recursos, tiram sempre da educa\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade\u201d, diz Grazielle.<\/p>\n<p><em><a href=\"http:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/politica\/2017\/08\/27\/internas_polbraeco,621060\/burocracia-nos-servicos-publicos.shtml\">Fonte: Correio Braziliense<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O corte dr\u00e1stico de or\u00e7amento prejudicou v\u00e1rias \u00e1reas do servi\u00e7o p\u00fablico. Da emiss\u00e3o de passaportes, passando pela paralisa\u00e7\u00e3o de \u00e1reas priorit\u00e1rias, como seguran\u00e7a, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e projetos fundamentais para a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda. No Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o contribuinte, que arca com pesados impostos, \u00e9 prejudicado. 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