{"id":12626,"date":"2012-12-29T02:48:41","date_gmt":"2012-12-29T04:48:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/?p=12626"},"modified":"2017-07-18T02:49:10","modified_gmt":"2017-07-18T05:49:10","slug":"o-servidor-administrativo-e-antes-de-tudo-um-forte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/o-servidor-administrativo-e-antes-de-tudo-um-forte\/","title":{"rendered":"\u201cO servidor administrativo \u00e9, antes de tudo, um forte!\u201d"},"content":{"rendered":"<p><strong>&#8220;O policial federal\u00a0 \u00e9, antes de tudo, um forte!&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Reportamo-nos \u00e0 mensagem alusiva ao dia 16 de novembro de 2011, \u201cdia do policial federal\u201d, que parafraseia o bord\u00e3o euclidiano \u201cO Sertanejo \u00e9, antes de tudo, um forte!\u201d. Euclides Pimenta da Cunha, mestre das letras brasileiro e antecipador de muitas quest\u00f5es hoje debatidas nas searas pol\u00edticas, autor de obras como \u201c\u00c0 Margem da Historia\u201d, \u201cContrastes e Confrontos\u201d, \u201cJudas-Ahsverus\u201d, \u201cPeru versus Bol\u00edvia\u201d, e \u201cOs Sert\u00f5es\u201d, sua obra maior.<\/p>\n<p>Na segunda parte de \u201cOs Sert\u00f5es\u201d, intitulada \u201cO Homem\u201d, a mais pol\u00eamica da obra, aparecem quest\u00f5es como a forma\u00e7\u00e3o racial do sertanejo e dos males da mesti\u00e7agem. Euclides v\u00ea na mistura de ra\u00e7as um retrocesso: \u201cDe sorte que o mesti\u00e7o \u2013 tra\u00e7o de uni\u00e3o entre ra\u00e7as, breve exist\u00eancia individual em que se comprimem esfor\u00e7os seculares \u2013 \u00e9 quase sempre desequilibrado. (&#8230;) E o mesti\u00e7o-mulato, mameluco ou cafuzo \u2013 menos que um intermedi\u00e1rio, \u00e9 um deca\u00eddo, sem a energia f\u00edsica dos ascendentes selvagens, sem a altitude intelectual dos ancestrais superiores.\u201d Mas, Euclides se rende ao sertanejo, quando diz que: \u201capesar de seu atraso mental, o sertanejo surge como um tit\u00e3: O Sertanejo \u00e9, antes de tudo, um forte! N\u00e3o tem o raquitismo exaustivo dos mesti\u00e7os neurast\u00eanicos do litoral. A sua apar\u00eancia, entretanto, ao primeiro lance revela o contr\u00e1rio. \u00c9 desgracioso, desengon\u00e7ado, torto, H\u00e9rcules \u2013 Quas\u00edmodo, reflete no aspecto a fealdade t\u00edpica dos fracos. \u00c9 um homem totalmente fatigado. Entretanto, toda esta apar\u00eancia de cansa\u00e7o ilude. Naquela organiza\u00e7\u00e3o combalida operam-se, em segundos, transmuta\u00e7\u00f5es completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias dormidas. Responde inesperadamente o aspecto dominador de um tit\u00e3 acobreado e potente, num desdobramento surpreendente de for\u00e7a e agilidade extraordin\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p><em>\u201cEuclides faz a descri\u00e7\u00e3o dos homens que ali viviam, ou seja, dos sertanejos, nos quais percebe que, ao contr\u00e1rio do que pensava antes de conhec\u00ea-los, eram fortes e valentes, ainda que a apar\u00eancia dos mesmos n\u00e3o demonstrasse isso. Em seus primeiros artigos sobre Canudos, quando estava na reda\u00e7\u00e3o de o Estado de S\u00e3o Paulo, Euclides da Cunha tachava a revolta de Canudos como \u201cfoco monarquista\u201d, embora j\u00e1 demonstrasse preocupa\u00e7\u00e3o com as condi\u00e7\u00f5es subumanas do povo da regi\u00e3o. Nessa \u00e9poca, sua vis\u00e3o era influenciada pelas informa\u00e7\u00f5es que recebia, as quais primeiramente passavam por um \u201cfiltro\u201d no Rio de Janeiro. S\u00f3 quando pisou o solo baiano, como correspondente de guerra do jornal paulista, \u00e9 que compreendeu o drama de Canudos em toda a sua extens\u00e3o e o porqu\u00ea daquela rebeli\u00e3o: percebeu que n\u00e3o se tratava de uma luta por um sistema de governo, mas sim contra uma estrutura que j\u00e1 se arrastava por tr\u00eas s\u00e9culos. \u201cAssim Euclides da Cunha vai colocar-nos diante de um pa\u00eds diferente do que at\u00e9 ent\u00e3o se costumava retratar: a um Peri, a uma Iracema, a um Tupi de \u201cI-juca Pirama, contrap\u00f5e o sertanejo, o jagun\u00e7o,\u201d a sub-ra\u00e7a\u201d. Sem d\u00favida. \u201co sertanejo \u00e9, antes de tudo, um forte\u201d por conseguir sobreviver em condi\u00e7\u00f5es adversas.\u201d \u2013<\/em>\u00a0Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo, Apostila de Sociologia on-line.<\/p>\n<p>Euclides \u00e9 testemunha ocular do abandono hist\u00f3rico, e denuncia \u00e0 sociedade brasileira, o descaso dos governantes com rela\u00e7\u00e3o aos grandes problemas sociais do Brasil. Assim, a obra que inaugurou o pr\u00e9-modernismo brasileiro \u00e9 atual\u00edssima, apesar dos longos anos que nos separam de uma das p\u00e1ginas mais vergonhosas de nossa hist\u00f3ria. Lamentavelmente, pouco mudou. Esquecidos pela dire\u00e7\u00e3o-geral na mensagem alusiva ao dia dos servidores policiais, os servidores do Plano Especial de Cargo da Pol\u00edcia Federal \u201cadministrativa\u201d s\u00e3o vitimas da indiferen\u00e7a, e da falta de interesse dos seus dirigentes. Chega ser lac\u00f4nica a desculpa de n\u00e3o encontrar no meio pol\u00edtico apoio para que possamos encontrar solu\u00e7\u00f5es que venham por fim \u00e0s injusti\u00e7as sociais cometidas aos servidores administrativa da PF. Analisando os problemas relacionados aos servidores dos \u00d3rg\u00e3os da Seguran\u00e7a P\u00fablica no Brasil em especial os servidores do PECPF, chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que o nosso pa\u00eds necessitaria hoje de um homem p\u00fablico da verve de Washington Lu\u00eds, d\u00e9cimo terceiro presidente do Brasil e o \u00faltimo da Rep\u00fablica Velha. Coube ainda a Washington Lu\u00eds, modernizar os \u00d3rg\u00e3os da Seguran\u00e7a P\u00fablica nomeando apenas funcion\u00e1rios p\u00fablicos de carreira formados em direito para o cargo de delegado de pol\u00edcia, n\u00e3o mais aceitando nomea\u00e7\u00f5es de l\u00edderes pol\u00edticos ou de coron\u00e9is. Esta moderniza\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia ficou conhecida com o nome de \u201cpol\u00edcia sem pol\u00edtica\u201d. Ele reestruturou o Instituto de Identifica\u00e7\u00e3o, o Instituto M\u00e9dico legal e Instituto de Identifica\u00e7\u00e3o Datilosc\u00f3pica nas delegacias. Exigiu que os promotores denunciassem pais que n\u00e3o registravam os filhos, muitos na \u00e9poca, deu impulso ao registro civil.\u00a0 No momento atual, se o Brasil estivesse sob o p\u00e1lio do verdadeiro homem p\u00fablico, aquele que, verdadeiramente se preocupa com os problemas sociais, certamente n\u00e3o estar\u00edamos enfrentando todo o tipo de adversidades como: parcos sal\u00e1rios, obrigatoriedade de pagamento do porte de arma por servidores do PECPF mesmo sendo estes respons\u00e1veis pela condu\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o das viaturas que s\u00e3o (patrim\u00f4nio da uni\u00e3o) nas perigosas estradas sem a m\u00ednima prote\u00e7\u00e3o, tornando-os presa f\u00e1cil para v\u00e2ndalos e celerados que aterrorizam nossas rodovias. Falta de motiva\u00e7\u00e3o, reconhecimento, abandono, discrimina\u00e7\u00e3o, desvaloriza\u00e7\u00e3o, e exclus\u00e3o social. Mesmo com todas essas controv\u00e9rsias, os servidores do Plano Especial de Cargos da PF \u201cadministrativa\u201d continuam firmes no cumprimento restrito do dever,\u00a0<strong>\u201cPor isso, \u00e9 que, o servidor administrativo da PF \u00e9, antes de tudo, um forte!<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O policial federal\u00a0 \u00e9, antes de tudo, um forte!&#8221; Reportamo-nos \u00e0 mensagem alusiva ao dia 16 de novembro de 2011, \u201cdia do policial federal\u201d, que parafraseia o bord\u00e3o euclidiano \u201cO Sertanejo \u00e9, antes de tudo, um forte!\u201d. 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