{"id":12420,"date":"2017-05-03T00:00:00","date_gmt":"2017-05-03T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/voz-do-filiado-policia-federal-a-menina-dos-olhos-do-brasil\/"},"modified":"2017-05-03T00:00:00","modified_gmt":"2017-05-03T03:00:00","slug":"voz-do-filiado-policia-federal-a-menina-dos-olhos-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/voz-do-filiado-policia-federal-a-menina-dos-olhos-do-brasil\/","title":{"rendered":"Voz do Filiado: Pol\u00edcia Federal, a menina dos olhos do Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\">No dia 11 de abril, a EXAME publicou, em seu <em>website<\/em>, a mat&eacute;ria intitulada &ldquo;A Pol&iacute;cia Federal adquire admira&ccedil;&atilde;o similar a de marcas consagradas no imagin&aacute;rio popular e vira refer&ecirc;ncia no pa&iacute;s quando o assunto &eacute; combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o&rdquo;, escrita por Fabricio Trevisan.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A reportagem, de fraco teor jornal&iacute;stico, ressalta a atua&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;cia Federal no cen&aacute;rio pol&iacute;tico atual com afirmativas que v&atilde;o desde: &ldquo;<strong>A PF de hoje n&atilde;o &eacute; mais encarada apenas como servi&ccedil;o de intelig&ecirc;ncia e prote&ccedil;&atilde;o, &eacute; &ldquo;consumida&rdquo; com orgulho. Tornou-se uma &ldquo;marca&rdquo; que n&atilde;o &ldquo;vende&rdquo; apenas seguran&ccedil;a, entrega esperan&ccedil;a para milh&otilde;es de brasileiros, e naturalmente adquire valor por isso<\/strong>&rdquo;; passam por: &ldquo;&#8230;<strong>o papel rec&eacute;m conquistado de &ldquo;justiceiros&rdquo; do pa&iacute;s, ou mesmo com um modo de atua&ccedil;&atilde;o por vezes apote&oacute;tico, seu poder de influ&ecirc;ncia continua alto<\/strong>&rdquo; e chegam ao ponto de mencionar que: &ldquo;<strong>Esse &eacute; o mesmo expediente que costuma se tornar o caminho de empresas l&iacute;deres para garantir sua longevidade e rentabilidade: buscar amplia&ccedil;&atilde;o de prop&oacute;sito e corrigir a &ldquo;miopia&rdquo; de marca<\/strong>&rdquo;. (sugiro, para conclus&otilde;es pr&oacute;prias, que a <a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/blog\/branding-consumo-negocios\/a-policia-federal-virou-marca\/\">reportagem seja lida na &iacute;ntegra<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Atualmente, em uma &ldquo;sociedade democr&aacute;tica de Direito&rdquo;, pautada pela liberdade de express&atilde;o, a escrita &eacute; livre e a veicula&ccedil;&atilde;o de ideias deve ser estimulada (ainda bem!). N&atilde;o entrarei no m&eacute;rito do jornalista, muito menos do prest&iacute;gio do canal de comunica&ccedil;&atilde;o em quest&atilde;o. Estou aqui para debater o interesse p&uacute;blico do ponto de vista institucional. Vamos trocar uma ideia, de servidor para servidor.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Qual foi a minha surpresa ao ver que a <em>intranet <\/em>do Cear&aacute;, na semana passada, publicou a referida reportagem para divulgar, diante de seus servidores, com prazer, os termos utilizados pelo jornalista para elogiar a PF diante de um pa&iacute;s; para os cidad&atilde;os destinat&aacute;rios dos servi&ccedil;os que prestamos diariamente. Eu, como servidora da Pol&iacute;cia, n&atilde;o gostei da veicula&ccedil;&atilde;o da reportagem. Fechei a p&aacute;gina e me debrucei em reflex&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No dia 19 de abril, a Comunica&ccedil;&atilde;o Social do &oacute;rg&atilde;o central, divis&atilde;o ligada &agrave; Diretoria Geral da Pol&iacute;cia Federal, fez uso do <em>banner <\/em>principal de veicula&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias institucionais para divulgar a mat&eacute;ria da EXAME com a chamada &ldquo;A for&ccedil;a da nossa marca virou mat&eacute;ria da revista Exame&rdquo;, em tom de orgulho institucional, ressaltando a percep&ccedil;&atilde;o inflada do autor. Dois t&iacute;tulos que parecem dizer muito, mas n&atilde;o dizem nada.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Por mim, n&atilde;o podemos parar por aqui dessa vez. Precisamos conversar sobre a Pol&iacute;cia Federal, as escolhas midi&aacute;ticas dos nossos gestores e os limites que deveriam permear a atua&ccedil;&atilde;o institucional diante de atribui&ccedil;&otilde;es e compet&ecirc;ncias constitucionais t&atilde;o s&eacute;rias. T&atilde;o importantes em escala nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em algum momento da aludida mat&eacute;ria, o jornalista chega a equiparar a PF com a Nike e com a Sony. Chega a utilizar o termo &ldquo;precifica&ccedil;&atilde;o de uma marca&rdquo; e, sobre isso, vamos come&ccedil;ar do come&ccedil;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O Instituto Nacional de Propriedade Industrial, conhecido nacionalmente como INPI, &eacute; uma autarquia federal vinculada ao Minist&eacute;rio da Ind&uacute;stria, Com&eacute;rcio Exterior e Servi&ccedil;os, respons&aacute;vel pelo aperfei&ccedil;oamento, dissemina&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o do sistema brasileiro de concess&atilde;o e garantia de direitos de propriedade intelectual para a ind&uacute;stria.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para o INPI, marca &eacute; um sinal distintivo cujas principais fun&ccedil;&otilde;es s&atilde;o identificar a origem e distinguir produtos ou servi&ccedil;os de outros id&ecirc;nticos, semelhantes ou afins de origem diversa. Significa dizer que a marca &eacute; uma prote&ccedil;&atilde;o industrial conferida &agrave;s empresas que atuam de forma competitiva em rela&ccedil;&otilde;es de consumo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira, s&atilde;o pass&iacute;veis de registro como marca todos os sinais distintivos visualmente percept&iacute;veis n&atilde;o compreendidos nas proibi&ccedil;&otilde;es legais, conforme o disposto no art. 122 da Lei n&ordm; 9.279\/96, conhecida como Lei da Propriedade Industrial.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O art. 124 do normativo supramencionado assevera: <strong>N&atilde;o s&atilde;o registr&aacute;veis como marca bras&atilde;o, armas, medalha, bandeira, emblema, distintivo e monumento oficiais, p&uacute;blicos, nacionais, estrangeiros ou internacionais, bem como a respectiva designa&ccedil;&atilde;o, figura ou imita&ccedil;&atilde;o<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A hermen&ecirc;utica jur&iacute;dica nos leva a pensar no porqu&ecirc; da lei conter uma previs&atilde;o dessas. Parece t&atilde;o normal ver produtos como canecas, chaveiros, <em>kits <\/em>de churrasco, canetas, lixos de couro para carros&#8230; e at&eacute; camisetas e bon&eacute;s (ah, mas camisetas e bon&eacute;s s&oacute; s&atilde;o vendidos para os policiais. N&atilde;o se os ambulantes lerem esse artigo a&iacute;, meus amigos&#8230;) ostentando a nossa &ldquo;logomarca&rdquo; serem vendidos nos nossos eventos institucionais, dentro do Ed. Sede. E n&atilde;o s&oacute; nele. H&aacute; &ldquo;lojinhas&rdquo; espalhadas dentro das &ldquo;Pol&iacute;cias Federais&rdquo; do pa&iacute;s (penso que darei um <em>kit <\/em>desses pro meu pai no Natal desse ano&#8230;).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O que se apreende da inten&ccedil;&atilde;o legislativa por tr&aacute;s dessa escolha do art. 124 &eacute; que a atua&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, como o pr&oacute;prio texto constitucional coloca, se baseia na legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici&ecirc;ncia. Nossos s&iacute;mbolos n&atilde;o podem ser explorados econ&ocirc;mica ou socialmente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Como servidores p&uacute;blicos da PF, podemos e devemos nos orgulhar da nossa atua&ccedil;&atilde;o em um cen&aacute;rio pol&iacute;tico que nunca mais ser&aacute; o mesmo. Aplaudamos, dentro de nossas casas os artigos, jornais, programas de televis&atilde;o que veiculem uma boa imagem da PF, que exaltem nossas bem sucedidas opera&ccedil;&otilde;es. Mas aqui dentro, meus amigos&#8230; aqui dentro n&atilde;o podemos nos render &agrave;s vaidades. Elas s&atilde;o insignificantes se colocadas ao lado das nossas atribui&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias; ao lado da luta de tantos servidores administrativos e policiais federais que trabalham em prol da presta&ccedil;&atilde;o de um servi&ccedil;o p&uacute;blico de qualidade. E todos n&oacute;s temos amor pela Pol&iacute;cia Federal, sem que seja necess&aacute;rio exalt&aacute;-lo aos quatro ventos. Devemos compartilhar esses sentimentos em sil&ecirc;ncio.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A delicadeza de tudo o que permeia a seguran&ccedil;a p&uacute;blica nos impede moral e eticamente de exaltar, publicamente, dessa forma, nosso trabalho: evidenciando um artigo de uma revista que tem interesses pr&oacute;prios e que faz mal uso de conceitos jur&iacute;dicos, sociais e institucionais, enaltecendo a PF em algo que ela n&atilde;o pode ser.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Exatamente pela import&acirc;ncia dos servi&ccedil;os que prestamos, temos que pautar nossa atua&ccedil;&atilde;o na discri&ccedil;&atilde;o ao desempenhar as atribui&ccedil;&otilde;es constitucionais da PF, a fim de que nossa institui&ccedil;&atilde;o alcance, em cada a&ccedil;&atilde;o que desenvolva, o almejado interesse p&uacute;blico.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para quem leu a reportagem e n&atilde;o percebeu, h&aacute; uma cr&iacute;tica forte por tr&aacute;s dela. Aos preceitos institucionais, &agrave; forma como a PF pode, na vis&atilde;o da sociedade, &ldquo;barganhar&rdquo; direitos, aumentar suas remunera&ccedil;&otilde;es, entre outros, sem se submeter aos procedimentos de <em>munus <\/em>p&uacute;blico, sem se submeter aos ditames republicanos que honram a nossa exist&ecirc;ncia&#8230; n&atilde;o se iludam com o t&iacute;tulo que foi apresentado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><em>Texto da colega Ana Luiza Basto Cordeiro Mello, agente administrativa em Bras&iacute;lia &#8211; DF.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 11 de abril, a EXAME publicou, em seu website, a mat&eacute;ria intitulada &ldquo;A Pol&iacute;cia Federal adquire admira&ccedil;&atilde;o similar a de marcas consagradas no imagin&aacute;rio popular e vira refer&ecirc;ncia no pa&iacute;s quando o assunto &eacute; combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o&rdquo;, escrita por Fabricio Trevisan. 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