{"id":12329,"date":"2016-08-29T16:40:58","date_gmt":"2016-08-29T19:40:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/parecer-da-agu-beneficia-gestantes-pais-e-adotantes-em-estagio-probatorio\/"},"modified":"2016-08-29T16:40:58","modified_gmt":"2016-08-29T19:40:58","slug":"parecer-da-agu-beneficia-gestantes-pais-e-adotantes-em-estagio-probatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/parecer-da-agu-beneficia-gestantes-pais-e-adotantes-em-estagio-probatorio\/","title":{"rendered":"Parecer da AGU beneficia gestantes, pais e adotantes em est\u00e1gio probat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"> \t<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/imagens\/noticias\/79e0693504.jpg\" style=\"height: 165px; width: 250px; border-width: 0px; border-style: solid; margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: left;\" \/>Licen&ccedil;as maternidade, adotante e paternidade n&atilde;o suspendem a contagem do prazo do est&aacute;gio probat&oacute;rio de servidor p&uacute;blico federal. O entendimento foi consolidado pela Advocacia-Geral da Uni&atilde;o (AGU) em parecer da C&acirc;mara Nacional de Uniformiza&ccedil;&atilde;o de Entendimentos Consultivos publicado sexta-feira (26\/08), Dia Internacional da Igualdade Feminina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tO est&aacute;gio probat&oacute;rio &eacute; o per&iacute;odo referente aos tr&ecirc;s primeiros anos do servidor na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em que ele &eacute; avaliado antes de adquirir estabilidade e, no caso de muitas carreiras, obter direito &agrave; progress&atilde;o e de participar de concursos de remo&ccedil;&atilde;o, entre outros benef&iacute;cios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tAt&eacute; o momento, prevalecia na AGU e na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica o entendimento de que o servidor s&oacute; poderia ser devidamente avaliado se estivesse em efetivo exerc&iacute;cio. Na pr&aacute;tica, isso significava que os per&iacute;odos de licen&ccedil;a maternidade, paternidade ou adotante n&atilde;o contavam para o est&aacute;gio probat&oacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tO novo parecer, contudo, observa que este entendimento foi constru&iacute;do a partir da an&aacute;lise de situa&ccedil;&otilde;es distintas da verificada nas licen&ccedil;as, j&aacute; que diziam respeito, por exemplo, a afastamentos para tratamentos m&eacute;dicos ou cess&atilde;o do servidor para outro &oacute;rg&atilde;o. J&aacute; no caso das gestantes, adotantes e pais, adiar a aquisi&ccedil;&atilde;o da estabilidade significaria a imposi&ccedil;&atilde;o de tratamento discriminat&oacute;rio &ndash; em especial contra as mulheres &ndash; e intromiss&atilde;o indevida no planejamento familiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tDe acordo com o texto, &ldquo;o entendimento pode ser discriminat&oacute;rio e contr&aacute;rio &agrave; igualdade de g&ecirc;nero prescrita na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal&rdquo; na medida em que a mulher cumprir&aacute; o prazo do est&aacute;gio probat&oacute;rio apenas quando a licen&ccedil;a-gestante estiver conclu&iacute;da, &ldquo;enquanto os demais, que ingressaram pelo mesmo concurso p&uacute;blico, j&aacute; poder&atilde;o ter adquirido a estabilidade e os direitos de benef&iacute;cios dela decorrentes&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Dignidade e prote&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia &mdash; <\/strong>O parecer destaca, ainda, que o Brasil est&aacute; inserido em um sistema internacional de prote&ccedil;&atilde;o dos direitos das mulheres contra todo tipo de discrimina&ccedil;&atilde;o, em especial no ambiente de trabalho. Desta forma, o exerc&iacute;cio do direito &agrave; licen&ccedil;a-maternidade deve ser entendido como express&atilde;o da dignidade da mulher, da prote&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia e &agrave; crian&ccedil;a e da efetiva igualdade de g&ecirc;nero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tOutro ponto refor&ccedil;ado &eacute; o de que as licen&ccedil;as maternidade, paternidade e adotante s&atilde;o direitos fundamentais assegurados pela Constitui&ccedil;&atilde;o, de maneira que deve ser dada ao Estatuto dos Servidores P&uacute;blicos Federais (Lei n&ordm; 8.112\/90) intepreta&ccedil;&atilde;o que garanta a m&aacute;xima efic&aacute;cia deles, afastando qualquer entendimento que signifique que o usufruto de tais direitos possa trazer preju&iacute;zos pessoais ou funcionais. Deve o poder p&uacute;blico, na realidade, criar instrumentos para a efetiva concretiza&ccedil;&atilde;o deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Fundamento legal &mdash; <\/strong>Neste sentido, &eacute; assinalado que a Lei n&ordm; 8.112\/90 definiu em quais hip&oacute;teses a contagem do prazo de est&aacute;gio probat&oacute;rio deve ser suspensa, e n&atilde;o incluiu entre elas as referidas licen&ccedil;as. Pelo contr&aacute;rio, a norma estipula que, para todos os efeitos, tais afastamentos ser&atilde;o considerados como per&iacute;odo de efetivo exerc&iacute;cio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tO parecer lembra que, ainda de acordo com a Lei n&ordm; 8.112\/90, nem mesmo aus&ecirc;ncias mais longas suspendem a contagem do prazo, como no caso de afastamentos para exerc&iacute;cio de mandato eletivo ou participa&ccedil;&atilde;o em programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. &ldquo;S&atilde;o afastamentos longos &ndash; e at&eacute; maiores que a licen&ccedil;a-gestante &ndash; e que, nem por isso, suspenderam o curso do est&aacute;gio probat&oacute;rio, o que faz cair por terra a premissa da necessidade imprescind&iacute;vel de efetiva atividade do servidor para a realiza&ccedil;&atilde;o de avali&ccedil;&atilde;o trienal&rdquo;, observa o documento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tO texto aponta que a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica est&aacute; submetida ao princ&iacute;pio da legalidade, raz&atilde;o pela qual n&atilde;o pode restringir o exerc&iacute;cio de um direito com base em uma interpreta&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o est&aacute; prevista em lei. &ldquo;Caso se pretendesse que outros afastamentos tamb&eacute;m suspendessem o est&aacute;gio probat&oacute;rio, o legislador os teria inserido no rol do art. 20, &sect; 5&ordm;, da Lei n&ordm; 8.112\/90, o que exprime a incontest&aacute;vel inten&ccedil;&atilde;o de que apenas aquele ali mencionados tenham o cond&atilde;o de suspender o per&iacute;odo probat&oacute;rio e postergar a aquisi&ccedil;&atilde;o da estabilidade e dos direitos e vantagens dela decorrentes&rdquo;, conclui o documento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Efeito vinculante &mdash; <\/strong>O parecer foi elaborado pela C&acirc;mara Nacional de Uniformiza&ccedil;&atilde;o de Entendimentos Consultivos a partir de uma solicita&ccedil;&atilde;o conjunta da Secretaria de Gest&atilde;o P&uacute;blica do Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o e da Consultoria Jur&iacute;dica da pasta, que defendiam a revis&atilde;o do entendimento. Para que adquira efeito vinculante, ou seja, para que obrigatoriamente tenha que ser observado pelos gestores p&uacute;blicos, ele deve ser referendado pelo advogado-geral da Uni&atilde;o &ndash; o que j&aacute; ocorreu &ndash; e pela Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. A aprova&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do colegiado, no entanto, j&aacute; serve n&atilde;o s&oacute; como uma refer&ecirc;ncia para os membros da AGU que atuam no assessoramento jur&iacute;dico dos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, como tamb&eacute;m uma fonte adicional de seguran&ccedil;a jur&iacute;dica para a elabora&ccedil;&atilde;o de pareceres pr&oacute;prios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:10px;\"><strong><em>Fonte: Assessoria de imprensa da AGU<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-12329","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12329","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12329"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12329\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12329"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12329"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12329"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}