{"id":12196,"date":"2015-12-03T10:55:44","date_gmt":"2015-12-03T12:55:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/governo-corta-passagens-e-diarias-dos-servidores\/"},"modified":"2015-12-03T10:55:44","modified_gmt":"2015-12-03T12:55:44","slug":"governo-corta-passagens-e-diarias-dos-servidores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/governo-corta-passagens-e-diarias-dos-servidores\/","title":{"rendered":"Governo corta passagens e di\u00e1rias dos servidores"},"content":{"rendered":"<p> \t<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/imagens\/noticias\/f6ec79ed3b.jpg\" style=\"border-width: 0px; border-style: solid; width: 250px; height: 125px; margin-right: 5px; margin-left: 5px; float: left;\" \/>Desde segunda-feira (30), o governo n&atilde;o pode emitir passagens a&eacute;reas, pagar hot&eacute;is e di&aacute;rias aos servidores. A decis&atilde;o faz parte das medidas de contingenciamento de 10,7 bilh&otilde;es de reais do or&ccedil;amento deste ano e foi tomada depois da reuni&atilde;o do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, com sua equipe, realizada neste domingo.<\/p>\n<p> \tO governo espera, no entanto, que a medida n&atilde;o dure muito tempo. Se o Congresso aprovar a nova meta fiscal nesta ter&ccedil;a-feira (1&ordm;), como o Planalto deseja, o impacto do novo contingenciamento ser&aacute; pequeno. Mas a equipe econ&ocirc;mica vai fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria sobre seu caixa. A reuni&atilde;o deste domingo foi exatamente para dar base aos procedimentos a serem adotados nesta segunda e ao longo da semana.<\/p>\n<p> \tFicou definido tamb&eacute;m que n&atilde;o ser&atilde;o contingenciadas as verbas destinadas ao Bolsa Fam&iacute;lia, ao pagamento de sal&aacute;rio dos servidores e programas de sa&uacute;de por serem consideradas despesas obrigat&oacute;rias. Nos Estados, muitos governadores chegaram a recorrer ao atraso dos pagamentos de sal&aacute;rios por causa da falta de recursos. O governo federal n&atilde;o quer repetir essa pr&aacute;tica.<\/p>\n<p> \tA partir desta segunda, cada minist&eacute;rio vai fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o dos recursos que j&aacute; foram empenhados e verificar em que programas ou despesas ainda poder&atilde;o ser feitos novos cortes. Nesta segunda, a equipe econ&ocirc;mica se reunir&aacute; com os secret&aacute;rios executivos dos minist&eacute;rios para explicar a gravidade da situa&ccedil;&atilde;o e pedir o empenho de todos. H&aacute; um temor de paralisa&ccedil;&atilde;o da m&aacute;quina federal, j&aacute; que n&atilde;o ser&atilde;o liberados recursos para pagamento de investimentos p&uacute;blicos e custeio.<\/p>\n<p> \tCom o corte de despesas b&aacute;sicas e que t&ecirc;m a ver com o cotidiano das reparti&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, o Planalto espera pressionar o Congresso a aprovar a altera&ccedil;&atilde;o da meta fiscal na sess&atilde;o marcada para esta ter&ccedil;a-feira.<\/p>\n<p> \tO governo vai divulgar o &uacute;ltimo decreto com a programa&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria de 2015 para cumprir exig&ecirc;ncia da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e precisar&aacute; adotar a meta fiscal antiga para definir os par&acirc;metros. Ao longo do ano, a equipe econ&ocirc;mica j&aacute; foi obrigada a contingenciar 80 bilh&otilde;es de reais. Mesmo assim, o ano terminar&aacute; com d&eacute;ficit.<\/p>\n<p> \tA meta fiscal atual de super&aacute;vit prim&aacute;rio (economia para o pagamento de juros da d&iacute;vida p&uacute;blica) equivalente a 1,1% do produto interno bruto (PIB) precisa ser alterada pelo Congresso para d&eacute;ficit de 0,15% do PIB para que o governo n&atilde;o descumpra a LRF. Em outubro, a presidente Dilma enviou ao Legislativo um pedido de altera&ccedil;&atilde;o da meta, mas com o agravamento da crise pol&iacute;tica, que culminou com a pris&atilde;o do l&iacute;der do governo Delc&iacute;dio Amaral, na quarta passada, os parlamentares deixaram os problemas econ&ocirc;micos de lado, para desespero do Planalto. A mudan&ccedil;a reduz o super&aacute;vit prim&aacute;rio de 66,3 bilh&otilde;es para um d&eacute;ficit que pode chegar a 119,9 bilh&otilde;es de reais caso haja o pagamento das chamadas &quot;pedaladas fiscais&quot; (atraso no repasse de recursos do Tesouro para os bancos p&uacute;blicos adotado para bancar programas sociais, entre eles o Bolsa Fam&iacute;lia).<\/p>\n<p> \tEste &eacute; o terceiro contingenciamento nas despesas do Executivo em 2015. O primeiro foi em maio, de 69,9 bilh&otilde;es de reais. Dois meses depois, a equipe econ&ocirc;mica foi a p&uacute;blico anunciar, al&eacute;m da altera&ccedil;&atilde;o da meta fiscal, um novo corte, de 8,47 bilh&otilde;es de reais. Nos dois casos, Legislativo, Judici&aacute;rio, Minist&eacute;rio P&uacute;blico da Uni&atilde;o e Defensoria P&uacute;blica da Uni&atilde;o tamb&eacute;m foram atingidos. Com a tesourada que chegar&aacute; ao Or&ccedil;amento agora, o governo terminar&aacute; 2015 com um corte total de 80 bilh&otilde;es de reais, n&uacute;mero inicialmente defendido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.<\/p>\n<p> \tEm situa&ccedil;&atilde;o id&ecirc;ntica no ano passado, o governo decidiu n&atilde;o realizar um corte adicional e manteve a m&aacute;quina p&uacute;blica funcionando, o que contribuiu para aumentar o rombo do governo. O Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) classificou a manobra como irregular e usou como um dos argumentos para rejeitar as contas da presidente Dilma de 2014.<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 10px;\"><strong><em>Fonte: Primeira Edi&ccedil;&atilde;o<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-12196","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12196"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12196\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12196"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}