{"id":12094,"date":"2015-06-29T09:23:44","date_gmt":"2015-06-29T12:23:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/correio-braziliense-entrevista-com-o-secretario-sergio-mendonca\/"},"modified":"2015-06-29T09:23:44","modified_gmt":"2015-06-29T12:23:44","slug":"correio-braziliense-entrevista-com-o-secretario-sergio-mendonca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/correio-braziliense-entrevista-com-o-secretario-sergio-mendonca\/","title":{"rendered":"Correio Braziliense: Entrevista com o secret\u00e1rio S\u00e9rgio Mendon\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"> \t<a class=\"thickbox\" href=\"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/imagens\/noticias\/maior\/d48115fca8.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/imagens\/noticias\/d48115fca8.jpg\" style=\"border-width: 0px; border-style: solid; width: 250px; height: 166px; margin-right: 5px; margin-left: 5px; float: left;\" \/><\/a>Mesmo com a rea&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria do funcionalismo, o governo est&aacute; confiante de que, passado o primeiro momento, os servidores v&atilde;o refletir e entender que o pa&iacute;s est&aacute; em um momento dif&iacute;cil. &quot;Acho que a nossa proposta permite que o processo de negocia&ccedil;&atilde;o continue bem. N&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o para exarceba&ccedil;&atilde;o do conflito ou para confronto&quot;, assinalou o secret&aacute;rio de Rela&ccedil;&otilde;es do Trabalho do Minist&eacute;rio do Planejamento, S&eacute;rgio Mendon&ccedil;a. Ele n&atilde;o acredita que em 7 de julho haja uma aceita&ccedil;&atilde;o completa sobre a proposta, mas considera que o caminho para o entendimento est&aacute; tra&ccedil;ado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tApesar de o &iacute;ndice de 21,3%, em quatro parcelas, at&eacute; 2019, ter desagradado &agrave; maioria das categorias, o peso desse aumento ser&aacute; significativo nos cofres p&uacute;blicos. A folha de pagamento, apenas do Executivo civil &#8211; exclu&iacute;dos os militares e os trabalhadores dos Poderes Judici&aacute;rio e Legislativo -, ser&aacute; de R$ 32,2 bilh&otilde;es no per&iacute;odo. Pelos c&aacute;lculos do Planejamento, em 2016, o gasto, que hoje &eacute; de R$ 151,5 bilh&otilde;es, passaria para R$ 159,8 bilh&otilde;es. Em 2017, subiria para R$ 167,8 bilh&otilde;es; em 2018, para R$ 175,8 bilh&otilde;es; e, em 2019, para R$ 183,7 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t&quot;Estamos ignorando o crescimento da folha que vai acontecer por concursos, por crescimento vegetativo e por eventuais reestrutura&ccedil;&otilde;es de carreira que n&atilde;o passem pela mesa de negocia&ccedil;&atilde;o. Por isso, o n&uacute;mero poder&aacute; ser maior, em torno de R$ 35 bilh&otilde;es at&eacute; 2019&quot;, previu Mendon&ccedil;a. Ele descartou a possibilidade, ao contr&aacute;rio do que afirmam as lideran&ccedil;as sindicais, de queda do poder aquisitivo. &quot;Insisto que os dados que temos, desde a pol&iacute;tica iniciada em 2003, s&atilde;o muito superiores. N&atilde;o apenas empatamos com a infla&ccedil;&atilde;o. A grande maioria, ou quase todas as categorias, teve recupera&ccedil;&otilde;es expressivas.&quot;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tO secret&aacute;rio disse tamb&eacute;m que est&aacute; otimista e n&atilde;o espera greves ou movimentos exacerbados, mas, caso ocorram, o governo estar&aacute; preparado para lidar com os fatos, seja na conversa, seja na Justi&ccedil;a. Ele admitiu que o ritmo dos concursos p&uacute;blicos est&aacute; e continuar&aacute; mais lento embora muitos certames devam ocorrer at&eacute; o fim do ano. Hoje, o Executivo federal tem 1,2 milh&atilde;o de servidores &#8211; 600 mil na ativa. Com o avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico, n&atilde;o ser&aacute; mais preciso substituir cada pessoa que se aposentar por uma nova. &quot;As formas de gest&atilde;o do trabalho hoje s&atilde;o muito diferentes&quot;, justificou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>CB: A proposta de 21,3% de reajuste, em quatro anos, n&atilde;o agradou aos servidores p&uacute;blicos federais, que esperavam 27,3% para j&aacute; em 2016. Como o sr. pretende lidar com essas resist&ecirc;ncias?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tS&eacute;rgio Mendon&ccedil;a: Primeiro, eu gostaria de esperar a rea&ccedil;&atilde;o oficial, formal, dos sindicatos, em 7 de julho. Acho que os servidores, como todos os trabalhadores, s&atilde;o pessoas racionais, olham para a realidade, para o contexto em que est&atilde;o vivendo. Em uma an&aacute;lise objetiva, equilibrada, v&atilde;o ver que o governo fez um esfor&ccedil;o bastante razo&aacute;vel, diante da conjuntura econ&ocirc;mica, social, sist&ecirc;mica e fiscal, especificamente, de apresentar uma proposta coerente e consequente. Ent&atilde;o, espero que essa an&aacute;lise possa levar as lideran&ccedil;as a uma vis&atilde;o mais mais ponderada, por uma raz&atilde;o muito simples: o contexto do setor p&uacute;blico &eacute; diferente da conjuntura do setor privado. Isso tem que ser levado em conta. Infelizmente, estamos passando por uma situa&ccedil;&atilde;o adversa, as pessoas est&atilde;o perdendo o emprego, e os sal&aacute;rios est&atilde;o caindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Os servidores alegam que a queda no poder aquisitivo &eacute; muito grande, e que governo tentou passar uma borracha no passado, olhando somente daqui para frente. Simplesmente esqueceu as perdas anteriores.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tPosso garantir que, olhando um per&iacute;odo mais longo, desde a pol&iacute;tica que a gente faz a partir de 2003, n&atilde;o h&aacute; perdas. Os sindicalistas est&atilde;o pegando um ponto que lhes interessa para justificar seus argumentos. N&oacute;s podemos garantir que n&atilde;o h&aacute; perdas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Nos c&aacute;lculos do Sindicato Nacional dos Servidores do Banco Central (Sinal), entidade que criou o &ldquo;corros&ocirc;metro&rdquo; para medir o baque nos subs&iacute;dios, as perdas inflacion&aacute;rias, que estavam em 20%, com essa pol&iacute;tica de 21,3%, ao fim de 2019, subir&atilde;o para 22,8%.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tN&atilde;o sei que n&uacute;meros est&atilde;o sendo usados ou qual &eacute; a proje&ccedil;&atilde;o. N&oacute;s estamos calculando em cima da infla&ccedil;&atilde;o de 2016 a 2019 que o mercado est&aacute; projetando. &Eacute; evidente que cada ator, sindical ou n&atilde;o, pode projetar uma infla&ccedil;&atilde;o diferente dessa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>O senhor informou que os c&aacute;lculos do governo foram com base no Boletim Focus de 19 de junho de 2015. Nesse boletim, a infla&ccedil;&atilde;o para 2015 de 8,97% n&atilde;o foi considerada?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tDe 2003 a 2005, os reajustes superam a infla&ccedil;&atilde;o, incluindo a de 2015. Os sindicatos pegam um ponto no tempo, que eu respeito, mas n&atilde;o concordo. Mesmo incluindo os 8,8% &#8211; n&atilde;o 8,97% -, n&atilde;o houve perda para as categorias. Inclusive os analistas do BC tiveram ganhos. Isso &eacute; f&aacute;cil de provar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Eles admitem que, do per&iacute;odo Lula para c&aacute;, houve recupera&ccedil;&atilde;o. Mas os preju&iacute;zos significativos da &eacute;poca da pol&iacute;tica restritiva do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso n&atilde;o foram repostos. Esperavam que um governo dos trabalhadores tivesse a &quot;sensibilidade&quot; de entender isso.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tInsisto que os dados que temos, desde a pol&iacute;tica iniciada em 2003, s&atilde;o muito superiores. N&atilde;o apenas empatamos com a infla&ccedil;&atilde;o. A grande maioria, ou quase todas as categorias, teve recupera&ccedil;&atilde;o expressiva. Inclusive daquele per&iacute;odo citado. H&aacute; uma diverg&ecirc;ncia de n&uacute;meros. &Eacute; uma quest&atilde;o de bater n&uacute;mero contra n&uacute;mero. As entidades t&ecirc;m todo o direito de escolher um discurso, a gente respeita a opini&atilde;o delas, mas o governo tem seus elementos e vai apresent&aacute;-los, tamb&eacute;m. Estamos bastante tranquilos com a pol&iacute;tica que foi feita desde 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>O governo prop&ocirc;s 21,3%, que representam 5,5%, 5%, 4,8% e 4,5%, em 2016, 2017, 2018 e 2018, respectivamente. At&eacute; onde o governo pode ir? H&aacute; possibilidade de mudan&ccedil;a nesses n&uacute;meros, diante do inconformismo dos servidores?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tN&atilde;o, nesse momento, n&atilde;o. A princ&iacute;pio, trabalhamos, como costumamos dizer em processo de negocia&ccedil;&atilde;o, com uma oferta final para o reajuste salarial. Pode ter outros elementos relacionados a outros itens. Porque essa &eacute; a parte central. O governo fez o esfor&ccedil;o poss&iacute;vel, dentro situa&ccedil;&atilde;o fiscal e econ&ocirc;mica como um todo. Essa primeira rea&ccedil;&atilde;o (descontentamento dos servidores) &eacute; muito r&aacute;pida. Acho que vai haver um reconhecimento do esfor&ccedil;o de preservar o poder aquisitivo at&eacute; 2019. Mas, nesse momento, a proposta do governo &eacute; essa. Vamos aguardar a contrapartida das entidades para repensar qualquer outra discuss&atilde;o. Tem, al&eacute;m disso, o debate sobre os benef&iacute;cios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Em n&uacute;meros absolutos, quanto esse aumento vai onerar a folha de pagamento?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tSe aplicar o 21,3% sobre a folha do Executivo civil &#8211; ativos, aposentados e pensionistas -, o aumento &eacute; de R$ 32,2 bilh&otilde;es, em 2019. Esse c&aacute;lculo n&atilde;o inclui as For&ccedil;as Armadas e os poderes Judici&aacute;rio e Legislativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Qual &eacute; o custo atual com a folha de pagamento do Executivo civil?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tA previs&atilde;o, para 2015, &eacute; de R$ 151,5 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Ao longo dos quatro anos, como vai ser o comportamento das despesas com esse pessoal?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tEm 2016, passaria para R$ 159,8 bilh&otilde;es. Em 2017, subiria para R$ 167,8 bilh&otilde;es; em 2018, para R$ 175,8 bilh&otilde;es; e, em 2019, para R$ 183,7 bilh&otilde;es. Estamos ignorando o crescimento da folha que vai acontecer por concursos, por crescimento vegetativo e por eventuais reestrutura&ccedil;&otilde;es de carreira que n&atilde;o passem pela mesa de negocia&ccedil;&atilde;o. Por isso, o n&uacute;mero poder&aacute; ser maior, em torno de R$ 35 bilh&otilde;es at&eacute; 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Os servidores prometem muitos protestos contra o percentual apresentado pelo governo, al&eacute;m de greves, entregas de cargo de chefia e outros movimentos que podem ter impacto negativo no servi&ccedil;o p&uacute;blico. J&aacute; existe um plano de contingenciamento para evitar maiores danos &agrave; sociedade?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tEvidentemente, n&oacute;s esperamos que isso n&atilde;o aconte&ccedil;a. Eu insisto, servidor, como qualquer trabalhador, &eacute; um ser racional. N&atilde;o estou falando dos dirigentes sindicais. Estou falando dos servidores da base. Claro que os dirigentes sindicais tendem a represent&aacute;-los. &Eacute; para isso que os sindicatos e as entidades servem, mas acho que os servidores est&atilde;o olhando para o Brasil de 2015, para a realidade do pa&iacute;s e para tudo que foi feito l&aacute; atr&aacute;s. Sobretudo quem est&aacute; h&aacute; 12 anos no servi&ccedil;o p&uacute;blico conhece a pol&iacute;tica feita por esse governo. Acredito que nossa proposta &eacute; coerente, consequente, bastante razo&aacute;vel, sobretudo para o trabalhador que tem estabilidade no emprego e n&atilde;o corre risco de perder a vaga. O poder aquisitivo, para frente, nas nossas contas, vai ser preservado. Pode ser at&eacute; otimismo da minha parte, mas n&atilde;o espero uma rea&ccedil;&atilde;o de greve, de paralisa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Mas h&aacute; um plano B?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tA gente vai lidar com o que vier, como lidou nesses 12 anos. &Eacute; da natureza da rela&ccedil;&atilde;o do trabalho ter conflito. O governo vai ter que buscar alternativas para eventuais paralisa&ccedil;&otilde;es, que a gente espera que n&atilde;o sejam generalizadas. Ou seja, a rigor, n&atilde;o h&aacute; plano B. &Eacute; tradi&ccedil;&atilde;o lidar com conflito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Vai ter judicializa&ccedil;&atilde;o dos poss&iacute;veis conflitos, como ocorreu em 2012?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t&Eacute; natural. A judicializa&ccedil;&atilde;o ocorre de parte a parte, do lado das entidades sindicais e do Poder Executivo. Tudo depende da dura&ccedil;&atilde;o de um eventual conflito. Se for curto, n&atilde;o h&aacute; necessidade; se muito longo, talvez. N&atilde;o d&aacute; para prever o que acontecer&aacute;. N&oacute;s estamos em um processo de negocia&ccedil;&atilde;o, vamos aguardar o o retorno das entidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>A sua expectativa &eacute; de que, em 7 de julho, quando as partes retornarem &agrave; mesa de negocia&ccedil;&atilde;o, haver&aacute; um acolhimento do &iacute;ndice?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tAcho que a nossa proposta permite que o processo de negocia&ccedil;&atilde;o continue bem. N&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o para exarceba&ccedil;&atilde;o do conflito ou para confronto. Ent&atilde;o, exatamente em 7 de julho, pode ser que n&atilde;o haja uma aceita&ccedil;&atilde;o completa. Mas a proposta cria condi&ccedil;&otilde;es para que a gente continue a negociar positivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>E para os militares. O percentual vai ser o mesmo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tEssa conversa ainda vai existir dentro do governo. H&aacute; uma discuss&atilde;o pr&oacute;pria dos militares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>O senhor falou nos concursos que v&atilde;o ocorrer. Eles diminu&iacute;ram muito este ano.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tDe fato, o ritmo est&aacute; diferente por conta inclusive das limita&ccedil;&otilde;es de Or&ccedil;amento, mas continuam sendo autorizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Qual seria o percentual de redu&ccedil;&atilde;o previsto, em rela&ccedil;&atilde;o a 2014?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tEssa &eacute; uma decis&atilde;o da Secret&aacute;ria de Gest&atilde;o P&uacute;blica (Segep), mas ainda v&atilde;o ser liberados muitos concursos daqui at&eacute; dezembro. V&iacute;nhamos no ritmo acelerado, para se ter uma ideia, nos &uacute;ltimos 12 anos de governo, tivemos 250 mil novos provimentos de servidores p&uacute;blicos. Uma m&eacute;dia de 21 mil novos servidores por ano. Essa velocidade, no entanto, nem &eacute; mais necess&aacute;ria. Porque 60% desses novos foram para a &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o. Teve a ver com a expans&atilde;o do sistema federal de ensino. Tanto das universidade, mas, sobretudo, dos institutos. Essa expans&atilde;o est&aacute; consolidada. Ent&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; mais a mesma urg&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Alguns especialistas em concursos dizem que houve um boom de certames na d&eacute;cada de 1980, mas essas pessoas est&atilde;o se aposentando. Por isso, agora, mais do que nunca, a administra&ccedil;&atilde;o federal precisaria de um refor&ccedil;o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tDe fato, vai haver um ciclo de aposentadorias. Mas os especialistas sabem tamb&eacute;m que as novas tecnologias diminuem muito a demanda de pessoas. Nos anos 1980, se trabalhava com m&aacute;quina datilogr&aacute;fica. Agora, com internet, computador. Isso permite uma produtividade muitas vezes superior &agrave; do passado, principalmente em atividades de escrit&oacute;rio, de apoio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Qual o total de servidores do Executivo civil?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tHoje, s&atilde;o 1,2 milh&atilde;o de pessoas, mas apenas cerca de 600 mil s&atilde;o ativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Com o avan&ccedil;o da tecnologia, ainda se precisa desses 600 mil? Quantos ser&atilde;o necess&aacute;rios no futuro?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tIsso depende muito do que se imagina que vai ser a expans&atilde;o futura das demandas da sociedade. Mesmo com avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico nessas duas ou tr&ecirc;s d&eacute;cadas, se for preciso abrir uma ag&ecirc;ncia nova do INSS, ou um instituto federal de ensino, n&atilde;o tem como fazer funcionar sem gente. Agora, quando as pessoas que est&atilde;o na &aacute;rea de apoio dos minist&eacute;rios, das autarquias e funda&ccedil;&otilde;es se aposentam, n&atilde;o h&aacute; necessidade de substituir uma que sai por uma que entra. As formas de gest&atilde;o do trabalho hoje s&atilde;o muito diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Qual vai ser a propor&ccedil;&atilde;o entre os que saem e os que dever&atilde;o entrar?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tSeria um chute apresentar um percentual, porque isso depende de cada &aacute;rea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>Em rela&ccedil;&atilde;o ao Poder Judici&aacute;rio, os &iacute;ndices de reajuste ser&atilde;o os mesmos do Executivo? O ministro Nelson Barbosa enviou proposta semelhante ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tO ministro foi ponderar com o presidente do Supremo que a nossa proposta para o Executivo civil &eacute; de 21,3% e que os projetos (de reajuste para o Judici&aacute;rio) em tramita&ccedil;&atilde;o s&atilde;o muito mais altos. Ele (Nelson Barbosa) argumentou que, diante da situa&ccedil;&atilde;o que estamos vivendo, seria o caso de o Judici&aacute;rio considerar essa hip&oacute;tese. Sempre respeitando a autonomia dos poderes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong><span style=\"font-size: 10px;\"><em><a href=\"http:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/economia\/2015\/06\/28\/internas_economia,488152\/reajuste-salarial-dos-servidores-custara-r-32-2-bilhoes.shtml\">Fonte: Correio Braziliense<\/a><\/em><\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-12094","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12094","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12094"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12094\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12094"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12094"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12094"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}