{"id":11865,"date":"2014-02-21T10:37:33","date_gmt":"2014-02-21T13:37:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/o-globo-governo-anuncia-corte-de-r-44-bilhoes-no-orcamento\/"},"modified":"2014-02-21T10:37:33","modified_gmt":"2014-02-21T13:37:33","slug":"o-globo-governo-anuncia-corte-de-r-44-bilhoes-no-orcamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/o-globo-governo-anuncia-corte-de-r-44-bilhoes-no-orcamento\/","title":{"rendered":"O Globo: Governo anuncia corte de R$ 44 bilh\u00f5es no Or\u00e7amento"},"content":{"rendered":"<p> \t<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/imagens\/noticias\/aa60e162c0.jpg\" style=\"border-width: 0px; border-style: solid; width: 250px; height: 166px; margin-right: 5px; margin-left: 5px; float: left;\" \/>Numa tentativa de recuperar a confian&ccedil;a do mercado na pol&iacute;tica fiscal e evitar o rebaixamento do Brasil pelas ag&ecirc;ncias de classifica&ccedil;&atilde;o de risco, o governo anunciou nesta quinta-feira um corte de R$ 44 bilh&otilde;es no Or&ccedil;amento de 2014 e fixou a meta de super&aacute;vit prim&aacute;rio (economia para o pagamento de juros da d&iacute;vida p&uacute;blica) do setor p&uacute;blico em R$ 99 bilh&otilde;es, ou 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e servi&ccedil;os produzidos no pa&iacute;s).<\/p>\n<p> \tPara ajustar as contas, a equipe econ&ocirc;mica passou a tesoura em praticamente todos os minist&eacute;rios, preservando apenas Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o, Desenvolvimento Social e Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. Os mais afetados foram as pastas da Defesa, com cortes de R$ 3,5 bilh&otilde;es, e o Minist&eacute;rio da Fazenda, com cortes de R$ 1,55 bilh&atilde;o. O Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a teve um contingenciamento de R$ 800 milh&otilde;es e do Desenvolvimento Agr&aacute;rio, de R$ 729 milh&otilde;es.<\/p>\n<p> \tSegundo o decreto, do corte de R$ 44 bilh&otilde;es, R$ 13,5 bilh&otilde;es s&atilde;o relativos &agrave;s despesas obrigat&oacute;rias e outros R$ 30,5 bilh&otilde;es &agrave;s despesas discricion&aacute;rias (custeio e investimentos). Nesse grupo, os mais prejudicados foram as emendas parlamentares, de R$ 13,3 bilh&otilde;es, seguidas pelo Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC), R$ 7 bilh&otilde;es. Segundo Mantega, isso n&atilde;o significa um preju&iacute;zo ao programa e sim um ajuste:<\/p>\n<p> \t&mdash; O que estamos fazendo com o PAC &eacute; adequ&aacute;-lo &agrave; realidade do que &eacute; poss&iacute;vel fazer. No projeto or&ccedil;ament&aacute;rio, ele estava subindo 47%, mas n&atilde;o adianta colocar mais do que &eacute; poss&iacute;vel realizar.<\/p>\n<p> \tOs principais executores do PAC tamb&eacute;m n&atilde;o viram no corte uma preocupa&ccedil;&atilde;o. Na vis&atilde;o de um ministro com empreendimentos no programa, o desempenho f&iacute;sico das obras costuma ser entrave maior do que a libera&ccedil;&atilde;o do or&ccedil;amento.<\/p>\n<p> \t<strong>Para Mantega, refor&ccedil;o no combate &agrave; infla&ccedil;&atilde;o &mdash;<\/strong> Outros R$ 10,2 bilh&otilde;es foram contingenciados nos gastos de quase todos os &oacute;rg&atilde;os do Executivo. Ao ser indagado sobre o impacto do corte na Fazenda, Mantega chegou a brincar:<\/p>\n<p> \t&mdash; No pr&oacute;ximo ano n&atilde;o vai ter nem &aacute;gua nessa sala. Mas assim &eacute; a vida.<\/p>\n<p> \tOs minist&eacute;rios da Defesa e da Fazenda informaram que avaliam quais &aacute;reas ser&atilde;o afetadas com os contingenciamentos. Os demais minist&eacute;rios informaram que tamb&eacute;m est&atilde;o avaliando o que pode ser cortado, sem dizer se ser&atilde;o afetados projetos da Copa do Mundo ou da &aacute;rea de seguran&ccedil;a.<\/p>\n<p> \tO super&aacute;vit prim&aacute;rio de 1,9% do PIB para 2014 &eacute; o mesmo registrado em 2013 e representa um esfor&ccedil;o fiscal menor do que havia sido inclu&iacute;do pela equipe econ&ocirc;mica na lei or&ccedil;ament&aacute;ria, de 2,1% do PIB (R$ 109,4 bilh&otilde;es), j&aacute; considerando o abatimento de desonera&ccedil;&otilde;es e investimentos do PAC.<\/p>\n<p> \tSegundo Mantega, a nova meta &eacute; mais realista e vai permitir uma redu&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida p&uacute;blica, que deve fechar 2014 em 33,6% do PIB. Ele acrescentou que o esfor&ccedil;o fiscal vai ajudar no combate &agrave; infla&ccedil;&atilde;o e contribuir para uma pol&iacute;tica monet&aacute;ria &ldquo;menos severa&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&mdash; A pol&iacute;tica fiscal contribui para que a pol&iacute;tica monet&aacute;ria seja menos severa, pois ajuda na redu&ccedil;&atilde;o da infla&ccedil;&atilde;o &mdash; disse Mantega.<\/p>\n<p> \tNa nova meta, a equipe econ&ocirc;mica tamb&eacute;m mudou o tamanho do esfor&ccedil;o que ser&aacute; realizado pela Uni&atilde;o e por estados e munic&iacute;pios. O super&aacute;vit prim&aacute;rio do governo central subiu de R$ 58 bilh&otilde;es, ou 1,1% do PIB, para R$ 80,8 bilh&otilde;es, ou 1,55% do PIB. J&aacute; os governos regionais tiveram sua meta reduzida de R$ 51,3 bilh&otilde;es, 1% do PIB, para R$ 18,2 bilh&otilde;es, 0,35% do PIB.<\/p>\n<p> \t&mdash; S&atilde;o proje&ccedil;&otilde;es exequ&iacute;veis, bastante realistas e conservadoras. Fomos moderados na equa&ccedil;&atilde;o da receita e realistas na despesa. Creio que ser&aacute; bem recebido (pelo mercado) &mdash; disse ele.<\/p>\n<p> \tUma das desconfian&ccedil;as do mercado era sobre o risco de estados e munic&iacute;pios n&atilde;o conseguirem realizar a meta de 1% do PIB prevista na lei. Os governos regionais n&atilde;o t&ecirc;m conseguido fazer super&aacute;vits dessa magnitude. Em 2013, esses entes contribu&iacute;ram com apenas 0,34% do PIB.<\/p>\n<p> \t<strong>Na conta, PIB maior que o previsto pelo mercado &mdash;<\/strong> Mantega disse que a decis&atilde;o do governo de p&ocirc;r o super&aacute;vit fiscal prim&aacute;rio em 1,9% do PIB n&atilde;o foi influenciada pelo ano eleitoral:<\/p>\n<p> \t&mdash; O ano eleitoral n&atilde;o pesou. Se pesasse, n&oacute;s far&iacute;amos um (super&aacute;vit) prim&aacute;rio menor para poder gastar mais.<\/p>\n<p> \tPara o economista-chefe da Gradual, Andr&eacute; Perfeito, o corte de R$ 44 bilh&otilde;es &eacute; razo&aacute;vel e sugere que a rela&ccedil;&atilde;o d&iacute;vida\/PIB ficar&aacute; est&aacute;vel.<\/p>\n<p> \t&mdash; Esse esfor&ccedil;o parece suficiente para evitar o <em>downgrade<\/em> (rebaixamento) por ag&ecirc;ncias de classifica&ccedil;&atilde;o de risco.<\/p>\n<p> \tSegundo Mauro Leos, analista da Moody&rsquo;s para o Brasil, a meta de super&aacute;vit fiscal anunciada nesta quinta-feira est&aacute; em linha com a perspectiva est&aacute;vel do rating Baa2 atribu&iacute;do pela ag&ecirc;ncia ao pa&iacute;s.<\/p>\n<p> \t&mdash; Um super&aacute;vit prim&aacute;rio de 1,9% do PIB pode ser suficiente para evitar uma deteriora&ccedil;&atilde;o nos indicadores de d&iacute;vida do Brasil, que devem se manter pr&oacute;ximos a 60% do PIB (d&iacute;vida bruta), n&atilde;o apresentando melhora significativa em rela&ccedil;&atilde;o ao ano passado. O an&uacute;ncio &eacute; uma indica&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o deve haver um ajuste fiscal relevante antes das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais &mdash; disse o analista.<\/p>\n<p> \tNo decreto, a equipe econ&ocirc;mica tamb&eacute;m reviu para baixo a proje&ccedil;&atilde;o para o crescimento da economia em 2014. Ela caiu de 3,8% para 2,5%. No entanto, o n&uacute;mero ainda &eacute; mais otimista do que as proje&ccedil;&otilde;es do mercado, que trabalha com uma taxa de apenas 1,79%.<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 10px;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/governo-anuncia-corte-de-44-bilhoes-no-orcamento-11661151\">Fonte: O Globo<\/a><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-11865","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11865"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11865\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}