{"id":11801,"date":"2013-10-16T00:00:00","date_gmt":"2013-10-16T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/pf-gastou-milhoes-em-rede-de-comunicacao-inoperante\/"},"modified":"2013-10-16T00:00:00","modified_gmt":"2013-10-16T03:00:00","slug":"pf-gastou-milhoes-em-rede-de-comunicacao-inoperante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/pf-gastou-milhoes-em-rede-de-comunicacao-inoperante\/","title":{"rendered":"PF gastou milh\u00f5es em rede de comunica\u00e7\u00e3o inoperante"},"content":{"rendered":"<p> \t<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/imagens\/noticias\/d1da42a930.jpg\" style=\"border-top: 0px solid; height: 166px; border-right: 0px solid; border-bottom: 0px solid; float: left; margin-left: 5px; border-left: 0px solid; width: 250px; margin-right: 5px\" \/>Uma rede de radiocomunica&ccedil;&atilde;o digital, de alta tecnologia e uso exclusivo, interligando policiais e unidades da Pol&iacute;cia Federal em pontos extremos do Brasil, cujos gastos ultrapassam US$ 100 milh&otilde;es e que deveria estar operante h&aacute; quase dois anos, corre riscos de n&atilde;o funcionar como foi projetada. Com sofisticado mecanismo de criptografia para comunica&ccedil;&atilde;o de voz e dados, que evita a intercepta&ccedil;&atilde;o de sinais, o projeto prev&ecirc; acesso a bases de dados criminais, identifica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de impress&otilde;es digitais, localiza&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos e pessoas atrav&eacute;s de GPS e pronta comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de celular ou r&aacute;dio, em viaturas em movimento, por exemplo.<\/p>\n<p> \tA partir da migra&ccedil;&atilde;o para a plataforma IP, o mesmo usado pela internet, o sistema conhecido como Tetrapol permitiria acesso a e-mail e redes coorporativas da PF, telefonia Voip e outras funcionalidades e facilidades da internet. Na sua vers&atilde;o completa, nove centros de controle estariam instalados em pontos estrat&eacute;gicos do territ&oacute;rio nacional, com comando central em Bras&iacute;lia. Pelo cronograma, at&eacute; novembro de 2011 estariam ativas mais de 100 esta&ccedil;&otilde;es r&aacute;dio base fixas, 220 repetidores digitais independentes, 27 sites de gest&atilde;o t&aacute;tica e 9 mil terminais m&oacute;veis. Tamb&eacute;m foi prevista uma plataforma de treinamento para capacita&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicos.<\/p>\n<p> \tViabilizar a comunica&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;os de rotina, opera&ccedil;&otilde;es especiais e o apoio da PF na seguran&ccedil;a dos grandes eventos foram algumas das justificativas para os investimentos. &Agrave;s v&eacute;speras da Copa das Confedera&ccedil;&otilde;es, realizada este ano, a PF recebeu novos equipamentos, como ve&iacute;culos, rob&ocirc;s e roupas antibombas, mas os policiais continuaram sem comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \t<strong>Um desalento &ndash;<\/strong> Al&eacute;m de n&atilde;o funcionar durante os eventos j&aacute; ocorridos, &eacute; bem prov&aacute;vel que a rede de radiocomunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o esteja operante para os pr&oacute;ximos. Nem para os Jogos Ol&iacute;mpicos, em 2016, muito menos para a Copa do Mundo, em junho do pr&oacute;ximo ano. O Tetrapol &eacute; um item do projeto da rede nacional de comunica&ccedil;&atilde;o conhecida como &ldquo;Integrapol&rdquo;, prevista no programa denominado &ldquo;Pr&oacute;-Amaz&ocirc;nia\/Promotec&rdquo;, um acordo de coopera&ccedil;&atilde;o bilateral, assinado em 1997 pelos governos do Brasil e da Fran&ccedil;a, com o objetivo de reaparelhar v&aacute;rios setores da PF.<\/p>\n<p> \tA primeira fase de implanta&ccedil;&atilde;o da rede de radiocomunica&ccedil;&atilde;o digital foi iniciada em 2005, no Distrito Federal e nos estados de S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro. Posteriormente, algumas superintend&ecirc;ncias instalaram esta&ccedil;&otilde;es de r&aacute;dio base, cujo alcance &eacute; local. Os idealizadores do projeto talvez tenham dimensionado mal os custos e as dificuldades para implanta&ccedil;&atilde;o de uma rede nacional de radiocomunica&ccedil;&atilde;o, num pa&iacute;s com dimens&otilde;es continentais. Escassez de recursos e de m&atilde;o de obra especializada para implanta&ccedil;&atilde;o da nova tecnologia, assim como desconfian&ccedil;a e falta de conhecimentos t&eacute;cnicos por parte dos sucessivos gestores do projeto e ocupantes de cargos de dire&ccedil;&atilde;o da PF (na maioria, bachar&eacute;is em Direito), dentre outros fatores, comprometeram o cronograma de implanta&ccedil;&atilde;o da rede.<\/p>\n<p> \tEm 2010, um dos diretores do &oacute;rg&atilde;o sugeriu a extin&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios cargos da carreira de apoio, entre eles o de agente de Telecomunica&ccedil;&otilde;es e Eletricidade, fundamental na implanta&ccedil;&atilde;o da rede. &Agrave; &eacute;poca, a PF pleiteava junto ao Minist&eacute;rio do Planejamento a abertura de novas vagas para servidores desta &aacute;rea, justamente para fazer funcionar a Rede Tetrapol. Foi um desalento para os t&eacute;cnicos que apostavam na viabilidade e se esfor&ccedil;avam para implantar o projeto. Muitos deles foram remanejados para outras &aacute;reas.<\/p>\n<p> \t<strong>Rede n&atilde;o funciona &ndash;<\/strong> Outras dificuldades emperraram a expans&atilde;o da rede, como entraves burocr&aacute;ticos nas negocia&ccedil;&otilde;es com propriet&aacute;rios dos locais escolhidos para instala&ccedil;&atilde;o de antenas e esta&ccedil;&otilde;es de r&aacute;dio base; limita&ccedil;&atilde;o de recursos para obras de engenharia; falta de interesse das operadoras para compartilhamento de antenas e incompatibilidades t&eacute;cnicas para instala&ccedil;&atilde;o de links, na liga&ccedil;&atilde;o de esta&ccedil;&otilde;es base com os centros de comando, de acordo com os protocolos de comunica&ccedil;&atilde;o dos equipamentos. A falta de sintonia com outros entes da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica federal, como a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) foi empecilho adicional para a concretiza&ccedil;&atilde;o do projeto.<\/p>\n<p> \tNa pr&aacute;tica, o que deveria se tornar uma moderna rede nacional de radiocomunica&ccedil;&atilde;o, at&eacute; hoje n&atilde;o passou de sistemas locais e isolados, atrav&eacute;s dos quais os policiais conseguem contato, na melhor das hip&oacute;teses, num raio de poucos quil&ocirc;metros. Centenas de novas viaturas da PF nem foram equipadas com r&aacute;dio, j&aacute; que a rede de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o funciona.<\/p>\n<p> \tAtrav&eacute;s do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o ao Cidad&atilde;o, a Divis&atilde;o de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Ditel) da PF, em Bras&iacute;lia, confirmou que foram adquiridos e entregues &agrave;s 132 unidades do &oacute;rg&atilde;o, nas capitais e no interior,8.788 equipamentos novos. Quanto ao n&uacute;mero de aparelhos em uso e das unidades da PF que estariam interligadas pela rede, o delegado-chefe da divis&atilde;o sugeriu que fossem consultadas as 27 superintend&ecirc;ncias regionais do &oacute;rg&atilde;o. O chefe da Ditel talvez tenha ficado constrangido em admitir o que a maioria dos policiais federais j&aacute; sabe, h&aacute; anos: os terminais m&oacute;veis n&atilde;o est&atilde;o sendo usados porque a rede n&atilde;o funciona, nem nunca operou de forma permanente. &Eacute; improv&aacute;vel que o dirigente desconhe&ccedil;a que as unidades da PF, instaladas em regi&otilde;es diferentes, n&atilde;o tenham condi&ccedil;&otilde;es de se comunicar atrav&eacute;s da rede de radiocomunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \t<strong>Custos adicionais &ndash;<\/strong> Quando s&atilde;o usados de forma espor&aacute;dica, como simples r&aacute;dios HT (hand talk), durante opera&ccedil;&otilde;es policiais, ap&oacute;s a instala&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria de repetidoras e antenas, na maioria das vezes, os terminais n&atilde;o funcionam de forma confi&aacute;vel, devido a limita&ccedil;&otilde;es de cobertura, tanto em &aacute;rea urbana quanto rural, principalmente em &aacute;reas de relevo irregular. A maior parte dos r&aacute;dios, importados da Alemanha, est&aacute; engavetada h&aacute; oito anos. Muitos nunca foram usados. E talvez nunca sejam. A vida &uacute;til prevista dos equipamentos adquiridos pela PF &eacute; de 20 anos.<\/p>\n<p> \tDe acordo com reportagem publicada pela Folha de S.Paulo (9\/6\/2012), a decis&atilde;o tomada pela Anatel de alterar a frequ&ecirc;ncia exclusiva dos &oacute;rg&atilde;os de seguran&ccedil;a p&uacute;blica, que foi destinada &agrave; internet de alta velocidade e telefonia no campo, exigir&aacute; gastos adicionais de at&eacute; 30% dos investimentos j&aacute; realizados, com a troca de equipamentos, que deveria ser feita at&eacute; 2015. A migra&ccedil;&atilde;o da faixa n&atilde;o era novidade. Esta proposta foi submetida &agrave; Consulta P&uacute;blica n&ordm; 682, pela Anatel, em 2006. Naquele ano, Cristiano Torres do Amaral, especialista em Comunica&ccedil;&otilde;es Cr&iacute;ticas da PM de Minas Gerais, j&aacute; alertara sobre o problema que estaria se criando para a radiocomunica&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a p&uacute;blica.<\/p>\n<p> \tO aviso parece ter sido ignorado por gestores do projeto da PF e da Secretaria Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, patrocinadora do projeto de radiocomunica&ccedil;&atilde;o digital, para a pol&iacute;cia do Rio de Janeiro, apontado como um dos legados dos Jogos Panamericanos, de 2007.Na estimativa da pr&oacute;pria PF, feita h&aacute; quase tr&ecirc;s anos, divulgada pelo Valor Econ&ocirc;mico (10\/1\/2011), a mudan&ccedil;a de faixa e substitui&ccedil;&atilde;o de equipamentos, inclusive dos quase 9 mil terminais m&oacute;veis, implicaria custos adicionais de R$ 70 milh&otilde;es (cerca de US$ 42 milh&otilde;es, &agrave; &eacute;poca, correspondente a R$ 92 milh&otilde;es, em valores atualizados).<\/p>\n<p> \t<strong>Maior seguran&ccedil;a e comunica&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida &ndash;<\/strong> Depois de anos praticamente sem uso, os equipamentos de r&aacute;dio adquiridos pela PF deveriam ser substitu&iacute;dos em dois anos, de acordo com as regras da Anatel, o que elevaria o custo do projeto para cerca de R$ 300 milh&otilde;es. Ainda assim, n&atilde;o estaria garantido que os r&aacute;dios passariam a funcionar, j&aacute; que a rede de abrang&ecirc;ncia nacional n&atilde;o foi conclu&iacute;da. S&oacute; para ilustrar, o valor total dos gastos seria suficiente para contratar, pelo per&iacute;odo superior a 50 anos (!), um plano corporativo de telefonia m&oacute;vel, oferecido por operadora com cobertura nacional, para 9 mil linhas, em pacote que inclui liga&ccedil;&otilde;es e mensagens ilimitadas para celulares da mesma operadora, franquia limitada de liga&ccedil;&otilde;es para outras operadoras, em qualquer parte do pa&iacute;s, al&eacute;m de acesso &agrave; internet. Sem contar a economia significativa dos gastos atuais com telefonia fixa, caso a rede de radiocomunica&ccedil;&atilde;o funcionasse como deveria.<\/p>\n<p> \tOs gestores da moderna rede de radiocomunica&ccedil;&atilde;o digital e criptografada (mas inoperante) da PF talvez aleguem, com raz&atilde;o, que os servi&ccedil;os de telefonia celular oferecidos por empresas privadas n&atilde;o t&ecirc;m a mesma seguran&ccedil;a e efic&aacute;cia de uma rede exclusiva pr&oacute;pria. Na defini&ccedil;&atilde;o do coronel W. Steven Flaherty, experiente chefe de pol&iacute;cia do estado da Virg&iacute;nia (EUA), o r&aacute;dio &eacute; o &ldquo;salva-vidas&rdquo; do policial. &ldquo;Quando segundos contam, a comunica&ccedil;&atilde;o clara e eficiente &eacute; que faz a diferen&ccedil;a para um motorista ferido, para a v&iacute;tima de um crime ou um policial ferido.&rdquo;<\/p>\n<p> \tContudo, um sistema de telefonia celular vulner&aacute;vel, sujeito a falhas e sobrecarga, ainda &eacute; melhor que uma rede de radiocomunica&ccedil;&atilde;o exclusiva, mas inoperante. N&atilde;o apenas para policiais, como em outras atividades de risco e servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia, comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; elementar e imprescind&iacute;vel. Por raz&otilde;es &oacute;bvias, para policiais, bombeiros, equipes de resgate e outros profissionais de servi&ccedil;os essenciais, a conhecida advert&ecirc;ncia do Velho Guerreiro Chacrinha &eacute; uma realidade constante: &ldquo;Quem n&atilde;o comunica, se trumbica&rdquo;. De acordo com especialistas da &aacute;rea de telecomunica&ccedil;&otilde;es, de fato, a radiocomunica&ccedil;&atilde;o &eacute; mais eficiente do que a telefonia celular convencional porque garante maior seguran&ccedil;a &agrave;s opera&ccedil;&otilde;es e permite a comunica&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida, direta, segura, independente de sinal de cobertura de operadoras.<\/p>\n<p> \t<strong>&ldquo;Casa de ferreiro, espeto de pau&rdquo; &ndash;<\/strong> Esta &eacute; uma das justificativas que constam da Portaria 30.491, editada pela Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Seguran&ccedil;a Privada, da pr&oacute;pria PF, publicada no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, em 30\/01\/2013, para regulamentar a forma de emprego dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o entre as empresas de seguran&ccedil;a privada e seus ve&iacute;culos, bem como entre os vigilantes que atuam na atividade de transporte de valores. A nova norma prev&ecirc; que &ldquo;o sistema de telefonia pode ser admitido em situa&ccedil;&otilde;es excepcionais, como forma de viabilizar a comunica&ccedil;&atilde;o ininterrupta quando n&atilde;o h&aacute; possibilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o plena do sistema de radiocomunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p> \tOutra justificativa &eacute; que a alternativa do uso da telefonia propicia mais prote&ccedil;&atilde;o &agrave; integridade f&iacute;sica e &agrave; vida de vigilantes, que poder&atilde;o manter comunica&ccedil;&atilde;o permanente com as bases operacionais, durante toda a opera&ccedil;&atilde;o, onde quer que estejam. A portaria passou a exigir que os ve&iacute;culos de transporte de valores sejam equipados com sistema de radiocomunica&ccedil;&atilde;o que envolva Servi&ccedil;o Limitado M&oacute;vel Especializado (SLME) ou Servi&ccedil;o Limitado M&oacute;vel Privado (SLMP), com funcionamento em toda regi&atilde;o metropolitana das cidades onde as empresas de seguran&ccedil;a mant&ecirc;m unidades.<\/p>\n<p> \tDe acordo com a norma, &ldquo;n&atilde;o &eacute; aceit&aacute;vel que os vigilantes saiam do ve&iacute;culo utilizando apenas aparelhos que dependam de cobertura de operadoras de telefonia celular ou radiocomunica&ccedil;&atilde;o, pois esse tipo de opera&ccedil;&atilde;o de alto risco requer comunica&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida, direta, compartilhada entre os vigilantes e que funcione mesmo sem qualquer tipo de sinal ou cobertura de operadoras ou de sistemas SLME ou SLMP&rdquo;. O rigor da PF nas exig&ecirc;ncias &agrave;s empresas de seguran&ccedil;a privada faz lembrar o velho ditado &ldquo;casa de ferreiro, espeto de pau&rdquo;. Por ironia, a mesma PF n&atilde;o disponibiliza aos policiais nem radiocomunicadores, nem telefones celulares. Como se a execu&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de seguran&ccedil;a privada fosse de menor risco que a atividade policial. Atualmente, na PF, apenas chefes de unidades (que raramente v&atilde;o &agrave;s ruas) contam com telefones celulares funcionais.<\/p>\n<p> \t<strong>Caso de pol&iacute;cia? &ndash;<\/strong> Enquanto isso, cerca de 2 mil carteiros, em todo o pa&iacute;s, j&aacute; est&atilde;o usando smartphones,para atualizar em tempo real as informa&ccedil;&otilde;es sobre a entrega de encomendas. A previs&atilde;o &eacute; que a ferramenta seja utilizada em breve para os todos os servi&ccedil;os de entrega registrada, de acordo com recente not&iacute;cia, divulgada pelos Correios. A maioria dos policiais federais, durante as midi&aacute;ticas opera&ccedil;&otilde;es ou no trabalho rotineiro de investiga&ccedil;&otilde;es, se v&ecirc; obrigada a usar telefones pessoais em servi&ccedil;o, no contato com integrantes de equipes em miss&atilde;o, com outros servidores p&uacute;blicos, testemunhas, informantes, pessoas e empresas investigadas ou fiscalizadas pela PF e at&eacute; com as pr&oacute;prias unidades onde s&atilde;o lotados. Consultas remotas &agrave;s bases de dados criminais, essenciais em qualquer trabalho de campo, atualmente s&oacute; s&atilde;o poss&iacute;veis atrav&eacute;s de aparelhos particulares de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \tNuma tentativa de suprir, na marra, a falta de meios de comunica&ccedil;&atilde;o, no in&iacute;cio do ano, o superintendente da PF no Paran&aacute; amea&ccedil;ou instaurar processos disciplinares contra os policiais que se recusassem a usar o telefone particular em servi&ccedil;o. Em Varginha, o chefe da unidade cogitou pedir a PM, para acionar aqueles que se recusassem a usar seus telefones particulares em servi&ccedil;o. Como se o policial fosse obrigado a manter telefone celular pessoal. Em julho, ap&oacute;s divulga&ccedil;&atilde;o sobre equipamentos de raio X e detectores de metais, no valor de R$ 1 milh&atilde;o, comprados para uso nos Jogos Pan-Americano de 2007, que estavam &ldquo;esquecidos&rdquo;, sem destina&ccedil;&atilde;o definida, num dep&oacute;sito da Superintend&ecirc;ncia da PF no Rio, o Grupo de Controle Externo da Atividade Policial do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF) instaurou um procedimento, para cobrar provid&ecirc;ncias dos gestores da PF, para que os bens fossem colocados em efetiva opera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \tNo ano passado, um relat&oacute;rio da Controladoria Geral da Uni&atilde;o (CGU) concluiu que a PF n&atilde;o tem sistema adequado de controle de riscos de seus sistemas eletr&ocirc;nicos e, h&aacute; tr&ecirc;s anos, n&atilde;o cumpre o cronograma para melhor&aacute;-lo. A not&iacute;cia foi divulgada ap&oacute;s panes no sistema central de computadores do &oacute;rg&atilde;o, que comprometeram a emiss&atilde;o de passaportes e outros servi&ccedil;os. De acordo com a auditoria da CGU, n&atilde;o foi cumprida nem a metade das a&ccedil;&otilde;es previstas para melhorar a seguran&ccedil;a da informa&ccedil;&atilde;o. Para quem se preocupa com a aplica&ccedil;&atilde;o de recursos p&uacute;blicos sempre escassos, tornam-se inevit&aacute;veis alguns questionamentos, sem entrar no m&eacute;rito das op&ccedil;&otilde;es e crit&eacute;rios t&eacute;cnicos que orientaram a aquisi&ccedil;&atilde;o dos equipamentos de radiocomunica&ccedil;&atilde;o. Nem nos interesses e lobbies comerciais de empresas e tecnologias concorrentes, que disputam o milion&aacute;rio mercado.<\/p>\n<p> \tO que o MPF, o CGU e o Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) teriam a dizer sobre o cronograma de implanta&ccedil;&atilde;o da rede de comunica&ccedil;&atilde;o da PF, que deveria ter sido conclu&iacute;da h&aacute; dois anos e at&eacute; hoje n&atilde;o funciona? E quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o atual de equipamentos que nunca foram usados, cujos investimentos foram muito mais vultosos? E sobre os preju&iacute;zos aos cofres p&uacute;blicos causados pela decis&atilde;o da Anatel?<\/p>\n<p> \tSeria apenas um problema de gest&atilde;o ou, sem trocadilho, mais um caso de pol&iacute;cia?&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 10px\"><em><strong><a href=\"http:\/\/www.observatoriodaimprensa.com.br\/news\/view\/_ed768_pf_gastou_milhoes_em_rede_de_comunicacao_inoperante\">Fonte: Observat&oacute;rio da imprensa<\/a><br \/> \tAutor: Josias Fernandes Alves,&nbsp;membro do Conselho Jur&iacute;dico da Fenapef<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-11801","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11801","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11801"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11801\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}