{"id":11752,"date":"2013-07-29T00:00:00","date_gmt":"2013-07-29T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/correio-com-credito-facil-servidores-tem-divida-de-r-128-bi-no-consignado\/"},"modified":"2013-07-29T00:00:00","modified_gmt":"2013-07-29T03:00:00","slug":"correio-com-credito-facil-servidores-tem-divida-de-r-128-bi-no-consignado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/correio-com-credito-facil-servidores-tem-divida-de-r-128-bi-no-consignado\/","title":{"rendered":"Correio: Com cr\u00e9dito f\u00e1cil, servidores t\u00eam divida de R$ 128 bi no consignado"},"content":{"rendered":"<p> \t<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/imagens\/noticias\/14c1e2dc9d.jpg\" style=\"border-width: 0px; border-style: solid; width: 251px; height: 166px; margin-right: 5px; margin-left: 5px; float: left;\" \/>Os servidores p&uacute;blicos n&atilde;o t&ecirc;m se intimidado em aumentar as d&iacute;vidas. Dados do Banco Central mostram que os funcion&aacute;rios das tr&ecirc;s esferas de governo &mdash; Uni&atilde;o, estados e munic&iacute;pios &mdash; j&aacute; devem R$ 128 bilh&otilde;es aos bancos por meio do cr&eacute;dito consignado, com desconto em folha de pagamento. O volume &eacute; 7,5 maior do que o total dos d&eacute;bitos de trabalhadores da iniciativa privada (R$ 17 bilh&otilde;es) e quase do dobro dos empr&eacute;stimos concedidos aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (R$ 63,3 bilh&otilde;es).<\/p>\n<p> \tO apetite dos funcion&aacute;rios p&uacute;blicos pelo cr&eacute;dito consignado &eacute; enorme. Nos 12 meses terminados em junho, o saldo devedor aumentou 18,5%, quase tr&ecirc;s vezes mais o incremento de 7,9% computado em todas as opera&ccedil;&otilde;es destinadas &agrave;s pessoas f&iacute;sicas. No ano, as d&iacute;vidas com desconto em folha dos servidores avan&ccedil;aram 10,8% ante os 3,3% do total de empr&eacute;stimos e financiamentos aos consumidores.<\/p>\n<p> \tSegundo o Minist&eacute;rio do Planejamento, que controla as opera&ccedil;&otilde;es de consignado do funcionalismo federal, n&atilde;o se pode falar em superendividamento, pois o limite legal de comprometimento da remunera&ccedil;&atilde;o do servidor &eacute; de, no m&aacute;ximo, 30%. As d&iacute;vidas podem ser pagas em, no m&aacute;ximo, 60 parcelas.<\/p>\n<p> \tMesmo com regras bem estabelecidas, o crescimento desse tipo de cr&eacute;dito preocupa, na avalia&ccedil;&atilde;o do professor de matem&aacute;tica financeira Jos&eacute; Dutra Vieira Sobrinho, vice-presidente da Ordem dos Economistas do Brasil. &ldquo;As pessoas que tomam esse empr&eacute;stimo tamb&eacute;m t&ecirc;m financiamentos de carros ou im&oacute;veis, no cart&atilde;o de cr&eacute;dito. Chega uma hora que come&ccedil;a a faltar dinheiro e aumenta a inadimpl&ecirc;ncia. N&atilde;o no consignado, porque ele &eacute; descontado diretamente no sal&aacute;rio, mas em outras modalidades que t&ecirc;m juros maiores&rdquo;, alertou.<\/p>\n<p> \tSegundo o professor, o aumento no saldo do cr&eacute;dito consignado tamb&eacute;m &eacute; justificado pelo ass&eacute;dio de bancos e financeiras aos clientes, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o aos servidores, que t&ecirc;m altos sal&aacute;rios e estabilidade. No caso dos pensionistas do INSS, pesa a garantia do contracheque. &ldquo;Eu mesmo, que sou aposentado, j&aacute; recebi tr&ecirc;s liga&ccedil;&otilde;es num mesmo dia de tr&ecirc;s bancos diferentes para me oferecer o servi&ccedil;o. E eles j&aacute; sabiam o valor do meu benef&iacute;cio e quanto eu podia contratar&rdquo;, afirmou Dutra.<\/p>\n<p> \t<strong>Educa&ccedil;&atilde;o <span new=\"\" style=\"color: black; line-height: 115%; font-family:;\" times=\"\">&mdash; <\/span><\/strong>Para o educador financeiro Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro, &eacute; normal que as estat&iacute;sticas apontem um maior endividamento dos funcion&aacute;rios p&uacute;blicos no cr&eacute;dito consignado. &ldquo;Essa linha oferece juros muito baixos, porque o servidor tem estabilidade no emprego e capacidade maior de pagamento. Tulio Maciel, chefe do Departamento Econ&ocirc;mico do Banco Central, afirmou que os funcion&aacute;rios p&uacute;blicos est&atilde;o saindo do cheque especial e cart&atilde;o de cr&eacute;dito para o consignado, &ldquo;a migra&ccedil;&atilde;o do cr&eacute;dito mais caro para mais barato &eacute; positiva&rdquo;, avaliou.<\/p>\n<p> \tDe acordo com Calil, n&atilde;o raro gerentes de institui&ccedil;&otilde;es sugerem que o cliente deixe o dinheiro aplicado na poupan&ccedil;a e contrate um cr&eacute;dito consignado para, por exemplo, trocar de carro. &ldquo;Isso &eacute; comum e tamb&eacute;m um erro enorme. A poupan&ccedil;a n&atilde;o vai render o que custa um empr&eacute;stimo&rdquo;, disse.<\/p>\n<p> \tA servidora no Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de Valdil&eacute;ia Carvalho, 28 anos, pensa em usar o cr&eacute;dito consignado pela primeira vez para a compra de um apartamento &agrave; vista, de R$ 100 mil. &ldquo;Vou pegar R$ 60 mil com o banco para juntar com uma reserva que tenho&rdquo;, contou. Para que as parcelas caibam no bolso, ela optou por financiar o d&eacute;bito por cinco anos.<\/p>\n<p> \tO servidor no Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Social e Combate &agrave; Fome (MDS) A&iacute;rton Xavier, 36, pegou o mesmo tipo de cr&eacute;dito em abril deste ano para quitar outra d&iacute;vida. &ldquo;No ano passado, peguei R$ 36 mil emprestados para quitar meu ve&iacute;culo. Mas resolvi fazer outro empr&eacute;stimo, de R$ 48 mil, para zerar o d&eacute;bito do carro e outros financiamentos, mais caros&rdquo;, ressaltou. &ldquo;Os juros do s&atilde;o mais acess&iacute;veis&rdquo;, disse.<\/p>\n<p> \t<strong><em><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10px;\">Fonte: Correio Braziliense<\/span><\/span><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-11752","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11752","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11752"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11752\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}