{"id":11666,"date":"2013-03-13T00:00:00","date_gmt":"2013-03-13T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/servidor-em-desvio-de-funcao-tem-direito-as-diferencas-de-remuneracao\/"},"modified":"2013-03-13T00:00:00","modified_gmt":"2013-03-13T03:00:00","slug":"servidor-em-desvio-de-funcao-tem-direito-as-diferencas-de-remuneracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/servidor-em-desvio-de-funcao-tem-direito-as-diferencas-de-remuneracao\/","title":{"rendered":"Servidor em desvio de fun\u00e7\u00e3o tem direito \u00e0s diferen\u00e7as de remunera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> \t<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/imagens\/noticias\/11a7feb025.jpg\" style=\"border-width: 0px; border-style: solid; width: 250px; height: 166px; margin-right: 5px; margin-left: 5px; float: left;\" \/>Apesar de o servidor n&atilde;o poder ser promovido ou reenquadrado no cargo que ocupa em desvio de fun&ccedil;&atilde;o, ele tem direito a receber diferen&ccedil;a salarial pelo desempenho das fun&ccedil;&otilde;es exercidas. O entendimento &eacute; da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ), que manteve decis&atilde;o anterior da pr&oacute;pria Corte em rela&ccedil;&atilde;o ao caso. O desvio de fun&ccedil;&atilde;o ocorre quando o servidor exerce fun&ccedil;&otilde;es diferentes das previstas para o cargo para o qual ele foi aprovado em concurso.<\/p>\n<p> \tO recurso foi interposto pela Uni&atilde;o. A Turma deu provimento ao pedido apenas no que se refere ao c&aacute;lculo dos juros morat&oacute;rios.<\/p>\n<p> \tA Uni&atilde;o pretendia que o processo fosse suspenso, pois havia outra a&ccedil;&atilde;o ainda pendente na Primeira Se&ccedil;&atilde;o do STJ sobre o prazo prescricional em a&ccedil;&otilde;es de indeniza&ccedil;&atilde;o contra a Fazenda P&uacute;blica. Sustentou que n&atilde;o poderia ser responsabilizada por diferen&ccedil;as remunerat&oacute;rias relativas a um alegado desvio de fun&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \tPor fim, argumentou que os juros de mora deveriam ser recalculados, com base na entrada em vigor da Lei 11.960\/09, que alterou diversos dispositivos legais referentes &agrave;s indeniza&ccedil;&otilde;es devidas pelo estado. Essa lei, como norma processual, deveria ser aplicada nos processos em curso, imediatamente ap&oacute;s a sua promulga&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \t<strong>S&uacute;mula &ndash; <\/strong>O relator do processo, ministro Benedito Gon&ccedil;alves, apontou que o entendimento pac&iacute;fico do STJ &eacute; no sentido de que o servidor em desvio de fun&ccedil;&atilde;o deve receber as diferen&ccedil;as de vencimento pelo trabalho que exerceu.<\/p>\n<p> \tEle destacou que a S&uacute;mula 387 do STJ disp&otilde;e exatamente isso. &ldquo;No caso, o tribunal de origem constatou a ocorr&ecirc;ncia de desvio funcional, registrando que o autor realmente exerceu atividade em desvio de fun&ccedil;&atilde;o, em atividade necess&aacute;ria para a administra&ccedil;&atilde;o, o que legitima, forte no princ&iacute;pio da proporcionalidade, a percep&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as remunerat&oacute;rias&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p> \tSobre a quest&atilde;o da prescri&ccedil;&atilde;o, o relator disse que o STJ j&aacute; julgou recurso repetitivo (REsp 1.251.993) definindo em cinco anos o prazo prescricional para propor qualquer a&ccedil;&atilde;o contra a Fazenda P&uacute;blica, como estabelece o Decreto 20.910\/32. Essa decis&atilde;o afastou em definitivo a aplica&ccedil;&atilde;o do prazo de tr&ecirc;s anos previsto no C&oacute;digo Civil de 2002.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Assim, tratando-se de pedido de diferen&ccedil;as salariais, a prescri&ccedil;&atilde;o atinge somente as parcelas vencidas h&aacute; mais de cinco anos da propositura da a&ccedil;&atilde;o, conforme a S&uacute;mula 85 do STJ&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p> \t<strong>Juros &ndash; <\/strong>Quanto aos juros de mora, o ministro Benedito Gon&ccedil;alves concordou que a Lei 11.960 tem aplica&ccedil;&atilde;o imediata. Lembrou que em outro recurso repetitivo (REsp 1.205.946), que ele mesmo relatou, ficou definido que a lei deve ser aplicada em processos pendentes a partir da data de sua publica&ccedil;&atilde;o. A regra n&atilde;o retroage para as a&ccedil;&otilde;es anteriores.<\/p>\n<p> \tSeguindo o voto do relator, a Turma determinou que os juros de mora at&eacute; a entrada em vigor da Lei 11.960, 29 de junho de 2009, sejam calculados pela regra antiga. J&aacute; os posteriores devem ser calculados conforme a nova norma: a mesma corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria e os mesmos juros aplicados &agrave; caderneta de poupan&ccedil;a.<\/p>\n<p> \t<strong>Nota do SINPECPF &ndash;<\/strong> A not&iacute;cia &eacute; animadora para os servidores administrativos que s&atilde;o obrigados a desempenhar atividades policiais. Mas j&aacute; imaginaram se fosse o contr&aacute;rio? O que aconteceria se a Justi&ccedil;a obrigasse o policial desviado de fun&ccedil;&atilde;o a receber sal&aacute;rio de um administrativo?<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 10px;\"><em>Fonte: <\/em><a href=\"http:\/\/www.stj.gov.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=108854\"><em>STJ<\/em><\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-11666","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11666","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11666"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11666\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11666"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11666"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}