{"id":11643,"date":"2013-02-08T15:24:43","date_gmt":"2013-02-08T17:24:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/estadao-as-greves-do-setor-publico\/"},"modified":"2013-02-08T15:24:43","modified_gmt":"2013-02-08T17:24:43","slug":"estadao-as-greves-do-setor-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/estadao-as-greves-do-setor-publico\/","title":{"rendered":"Estad\u00e3o &#8211; As greves do setor p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"> \t<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/imagens\/noticias\/8ac2858a07.jpg\" style=\"border-width: 0px; border-style: solid; width: 251px; height: 166px; margin-right: 5px; margin-left: 5px; float: left;\" \/>Com receio das greves que algumas categorias de servidores poder&atilde;o deflagrar no pr&oacute;ximo ano, quando o Pa&iacute;s sediar&aacute; a Copa do Mundo e a presidente Dilma Rousseff disputar&aacute; a reelei&ccedil;&atilde;o, o governo converteu em prioridade a aprova&ccedil;&atilde;o, pelo Congresso, da regulamenta&ccedil;&atilde;o do direito de greve do funcionalismo p&uacute;blico. Esse direito foi reconhecido pela Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, que &eacute; clara e taxativa ao condicionar seu exerc&iacute;cio aos &quot;termos e limites de lei espec&iacute;fica&quot;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tA Constitui&ccedil;&atilde;o est&aacute; em vigor h&aacute; quase 25 anos, mas essa lei n&atilde;o foi editada por causa da resist&ecirc;ncia do funcionalismo p&uacute;blico. Os Tr&ecirc;s Poderes t&ecirc;m mais de 1 milh&atilde;o de servidores. O presidente Fernando Henrique Cardoso tentou, sem sucesso, aprovar essa regulamenta&ccedil;&atilde;o. O governo do presidente Lula preparou um projeto de regulamenta&ccedil;&atilde;o que, entre outras medidas, exigia que a deflagra&ccedil;&atilde;o de uma greve no setor p&uacute;blico fosse decidida em assembleias em que estivessem presentes mais de dois ter&ccedil;os das categorias mobilizadas. Apesar de Lula dispor de maioria no Congresso, o projeto foi engavetado por press&atilde;o de centrais sindicais aliadas ao PT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tH&aacute; dois anos, em meio a uma onda de greves de servidores federais, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) apresentou um projeto com o mesmo objetivo. A proposta prev&ecirc; o uso de m&eacute;todos alternativos de solu&ccedil;&atilde;o de conflitos, como media&ccedil;&atilde;o, concilia&ccedil;&atilde;o e arbitragem. Co&iacute;be o abuso do direito de greve dos servidores municipais, estaduais e federais. E exige, durante as greves, a manuten&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos essenciais. No caso dos servidores que trabalham na &aacute;rea da seguran&ccedil;a p&uacute;blica, o projeto prev&ecirc; a manuten&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de 80% dos servi&ccedil;os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tNo caso dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos n&atilde;o essenciais, os grevistas devem manter 50% dos servi&ccedil;os em atividade. Em 2012, por&eacute;m, senadores do PT, pressionados pela Central &Uacute;nica dos Trabalhadores, conseguiram que o projeto fosse submetido &agrave; Comiss&atilde;o de Direitos Humanos, cujo presidente &#8211; Paulo Paim (PT-RS) &#8211; o engavetou, alegando que a regulamenta&ccedil;&atilde;o de greves de servidores &eacute; incompat&iacute;vel com a democracia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tNo final de 2012, depois que algumas categorias de servidores bem remunerados tentaram parar toda a administra&ccedil;&atilde;o federal, para pressionar o Executivo por maiores reajustes salariais, a presidente Dilma Rousseff mobilizou as lideran&ccedil;as do governo para tentar aprovar em 2013 a regulamenta&ccedil;&atilde;o do direito de greve do funcionalismo. Assim que a iniciativa foi divulgada, os l&iacute;deres de v&aacute;rias categorias convocaram o F&oacute;rum Nacional Permanente de Carreiras T&iacute;picas do Estado. A entidade, que re&uacute;ne associa&ccedil;&otilde;es de servidores das &aacute;reas de fiscaliza&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria e tribut&aacute;ria, controladoria, seguran&ccedil;a p&uacute;blica, diplomacia, advocacia e defensoria p&uacute;blica, com&eacute;rcio exterior, planejamento e Previd&ecirc;ncia Social, est&aacute; montando uma estrat&eacute;gia para deter Dilma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t&quot;Preocupa que, sob o argumento de regulamentar o exerc&iacute;cio da greve, o governo esteja negando um direito constitucional&quot;, diz o vice-presidente do F&oacute;rum, Marcos Le&ocirc;ncio Ribeiro. Ele tamb&eacute;m acusa o Executivo de &quot;judicializar a quest&atilde;o&quot;, ao amea&ccedil;ar acionar judicialmente os servidores que paralisarem servi&ccedil;os essenciais. E afirma que a participa&ccedil;&atilde;o do funcionalismo em greves n&atilde;o pode prejudicar a avalia&ccedil;&atilde;o de sua produtividade. H&aacute; algumas semanas, centrais sindicais e a Confedera&ccedil;&atilde;o dos Trabalhadores no Servi&ccedil;o P&uacute;blico anunciaram que sugerir&atilde;o ao governo que, em vez de regulamentar o exerc&iacute;cio da greve dos servidores, adote a Conven&ccedil;&atilde;o 151 da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho, que prop&otilde;e a negocia&ccedil;&atilde;o coletiva no servi&ccedil;o p&uacute;blico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tAo defender o &quot;direito constitucional de fazer greves&quot; de todas as categorias, inclusive as For&ccedil;as Armadas, essas entidades est&atilde;o exorbitando. No Estado de Direito, o direito de greve n&atilde;o &eacute; absoluto. Ao se opor a toda e qualquer regulamenta&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio desse direito, o que essas entidades querem &eacute; a continuidade de uma situa&ccedil;&atilde;o em que elas podem cometer abusos e impor constrangimentos &agrave; sociedade, convertendo-a em ref&eacute;m de interesses corporativos. Essa, sim, &eacute; uma pretens&atilde;o &eacute; incompat&iacute;vel com a democracia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size: 10px;\"><strong><em>Fonte: <\/em><\/strong><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-11643","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11643","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11643"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11643\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11643"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11643"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11643"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}