{"id":11557,"date":"2012-10-08T00:00:00","date_gmt":"2012-10-08T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/regulamentacao-de-direito-de-greve-e-prioridade-para-governo\/"},"modified":"2012-10-08T00:00:00","modified_gmt":"2012-10-08T03:00:00","slug":"regulamentacao-de-direito-de-greve-e-prioridade-para-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/regulamentacao-de-direito-de-greve-e-prioridade-para-governo\/","title":{"rendered":"Regulamenta\u00e7\u00e3o de direito de greve \u00e9 prioridade para Governo"},"content":{"rendered":"<p> \t<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/imagens\/noticias\/fd3e9c0a67.jpg\" style=\"border-width: 0px; border-style: solid; width: 250px; height: 166px; margin-right: 5px; margin-left: 5px; float: left;\" \/>At&eacute; dia 15, o governo vai repor os sal&aacute;rios cortados dos 18.566 servidores grevistas do Executivo que&nbsp;firmaram acordo com o governo&nbsp;em tr&ecirc;s anos e que apresentaram plano de reposi&ccedil;&atilde;o dos dias parados. A promessa &eacute; do secret&aacute;rio de Rela&ccedil;&otilde;es do Trabalho do Minist&eacute;rio do Planejamento, S&eacute;rgio Mendon&ccedil;a.<\/p>\n<p> \tEle joga &aacute;gua fria nos planos das lideran&ccedil;as sindicais que ainda lutam por reajustes salariais maiores, pela via do Congresso Nacional, ainda em 2012. E deixa claro que quem n&atilde;o aceitou a oferta do governo ter&aacute;, daqui para frente, aumentos ainda menores.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A nossa proposta n&atilde;o &eacute; de arrocho. Apenas n&atilde;o &eacute; vi&aacute;vel, depois de tudo que foi feito em nove anos, continuar metendo o p&eacute; no acelerador. &Eacute; absolutamente fora da realidade uma pauta de reajuste de 30% a 40%, em um pa&iacute;s com estabilidade inflacion&aacute;ria e diante de uma crise internacional&rdquo;, assinala.<\/p>\n<p> \tTerminadas as paralisa&ccedil;&otilde;es, o governo come&ccedil;a a alinhavar o projeto de lei de greve para os servidores, que dever&aacute; ser talhado n&atilde;o apenas para a Uni&atilde;o, mas tamb&eacute;m para estados e munic&iacute;pios.<\/p>\n<p> \tO prazo estabelecido por Mendon&ccedil;a &eacute; 2015, al&eacute;m do atual mandato da presidente Dilma Rousseff.&nbsp; &ldquo;Eu diria que temos que ter racionalidade m&aacute;xima e frieza para fazer uma proposta equilibrada. Acho que, na sociedade, o debate n&atilde;o est&aacute; maduro ainda. Nossa responsabilidade &eacute; pensar um projeto&rdquo;, argumenta.<\/p>\n<p> \t<strong>Dias parados<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>Acho que houve um problema de comunica&ccedil;&atilde;o. Dissemos que as entidades declarariam o t&eacute;rmino do movimento e imediatamente o governo providenciaria, em folha ordin&aacute;ria ou normal, a reposi&ccedil;&atilde;o dos 50% descontados em cima de um plano de reposi&ccedil;&atilde;o do trabalho de comum acordo entre o Minist&eacute;rio do Planejamento, o &oacute;rg&atilde;o espec&iacute;fico ou a autarquia, ou as entidades sindicais. Ainda estamos fechando com v&aacute;rios &oacute;rg&atilde;os. S&oacute; depois da assinatura de todos, vamos providenciar (o pagamento). A disposi&ccedil;&atilde;o do governo foi fazer uma folha suplementar. E agora, em 15 de outubro, se tudo correr bem, encerraremos a segunda parcela da devolu&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p> \t<strong>Imediatismo<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>As entidades acharam que, ao propor um termo (de reposi&ccedil;&atilde;o), imediatamente se pagaria. O governo achou por bem devolver dessa forma: 50% ao fim, pela declara&ccedil;&atilde;o do final da greve, e outros 50% em fun&ccedil;&atilde;o dos planos de reposi&ccedil;&atilde;o do trabalho. E n&atilde;o se trata de uma puni&ccedil;&atilde;o. &Eacute; muito estranho imaginar uma greve sem desconto. &Eacute; dinheiro p&uacute;blico. Mas se rep&otilde;e o trabalho, tem direito ao sal&aacute;rio. Muita gente perguntou: &eacute; justo? N&atilde;o seria o caso de n&atilde;o devolver tudo? Essa &eacute; uma discuss&atilde;o em aberto, inclusive para regulamenta&ccedil;&atilde;o futura.<\/em><\/p>\n<p> \t<strong>Reajuste no Congresso<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>Em todas as situa&ccedil;&otilde;es que conhe&ccedil;o, o governo veta a tentativa. Constitucionalmente, s&oacute; quem pode tomar essa iniciativa &eacute; o Executivo. N&atilde;o d&aacute; para o Congresso, por mais justo que considere o pleito, colocar um pouco aqui, outro ali. Se colocar, o governo veta.<\/em><\/p>\n<p> \t<strong>Sem acordo<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>No ano que vem, vamos discutir com quem n&atilde;o fez acordo, como Banco Central, CVM, Susep, ag&ecirc;ncias reguladoras, auditores fiscais da Receita e do trabalho, analistas de infraestrutura, Incra e Pol&iacute;cia Federal. No caso do Judici&aacute;rio, &eacute; diferente. Dadas as conversas, o governo encaminhou o montante no PLOA (Projeto de Lei de Or&ccedil;amento Anual), que s&atilde;o os 5%, em 2013. Se o Judici&aacute;rio encaminhar valor superior a esse, entra em outra regra. Ele tem autonomia e portanto n&atilde;o depende do Executivo. A&iacute;, faz um acordo com o Congresso e amplia o Or&ccedil;amento. S&oacute; que tem que apontar onde est&aacute; a receita para pagar despesa adicional.<\/em><\/p>\n<p> \t<strong>Pol&iacute;cia Federal<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>Pelas diretrizes que trabalhamos na mesa, a porta n&atilde;o est&aacute; fechada. S&oacute; que qualquer acordo ficar&aacute; para depois. N&atilde;o ter&aacute; impacto em 2013: j&aacute; perderam 5%. O que eu posso antecipar, conceitualmente, &eacute; que &eacute; muito pouco prov&aacute;vel que qualquer acordo de 2013 possa ser superior a tudo que aconteceu em 2012. Do contr&aacute;rio, ter&iacute;amos que reabrir praticamente todas as discuss&otilde;es. Mas isso n&atilde;o exclui a hip&oacute;tese de o governo resolver, unilateralmente, em fun&ccedil;&atilde;o de uma vis&atilde;o de Estado, mudar um &oacute;rg&atilde;o qualquer .<\/em><\/p>\n<p> \t<em>De fato, esse movimento mostrou que &eacute; preciso ter regras claras. N&atilde;o &eacute; tolher o direito de greve, que &eacute; constitucional. Mas as coisas caminham juntas: as responsabilidades sobre a greve, o direito dos servidores, os direitos da sociedade, o papel dos gestores e da administra&ccedil;&atilde;o e o di&aacute;logo&rdquo;.<\/em><\/p>\n<p> \t<strong>Resultado<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>O governo se d&aacute; por satisfeito. Negocia&ccedil;&atilde;o &eacute; isso. N&atilde;o tem quem ganha, quem perde. Voc&ecirc; n&atilde;o entra em uma negocia&ccedil;&atilde;o levando tudo que quer. As entidades entraram com uma pauta e sa&iacute;ram com esses acordos poss&iacute;veis. O governo talvez tivesse outra vis&atilde;o do processo. Mas tamb&eacute;m foi mudando de posi&ccedil;&atilde;o. Da nossa parte, o saldo foi positivo. Temos convic&ccedil;&atilde;o de tudo o que foi feito nos oito anos dos dois governos de Lula e no primeiro ano do governo Dilma, com a enorme recupera&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios de todas as categorias do Executivo civil.<\/em><\/p>\n<p> \t<strong>Limita&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>N&atilde;o &eacute; apertar. No contexto internacional que vivemos, o governo preservou o poder aquisitivo, at&eacute; 2015, do servidor p&uacute;blico que tem estabilidade. Por isso, &eacute; preciso chegar a um entendimento sobre um novo patamar. A nossa proposta n&atilde;o &eacute; de arrocho. Apenas n&atilde;o &eacute; vi&aacute;vel, depois de tudo que foi feito em nove anos, continuar metendo o p&eacute; no acelerador. &Eacute; absolutamente fora da realidade uma pauta de reajuste de 30% a 40%, em um pa&iacute;s com estabilidade inflacion&aacute;ria e diante de uma crise mundial.<\/em><\/p>\n<p> \t<strong>Reposi&ccedil;&atilde;o da infla&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>Temos as contas. &Eacute; um problema de c&aacute;lculo. N&atilde;o temos d&uacute;vidas de que todos tiveram reposi&ccedil;&atilde;o. Alguns, at&eacute; ganhos superiores &agrave; infla&ccedil;&atilde;o de 2003 para c&aacute;. &Agrave;s vezes, dizem que, se voltar l&aacute; atr&aacute;s, ao governo de Fernando Henrique, n&atilde;o teve reposi&ccedil;&atilde;o total. De fato. N&atilde;o d&aacute; para um governo fazer a pol&iacute;tica do outro. Fernando Henrique fez outras op&ccedil;&otilde;es, que eu respeito, porque ele foi eleito para isso.<\/em><\/p>\n<p> \t<strong>Direito de greve<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>A determina&ccedil;&atilde;o da presidente &eacute; que preparemos um projeto de regulamenta&ccedil;&atilde;o do direito de greve e negocia&ccedil;&atilde;o coletiva, aproveitando tudo que foi feito at&eacute; aqui, levando em considera&ccedil;&atilde;o a experi&ecirc;ncia de nove anos. De fato, esse movimento mostrou que &eacute; preciso, mais do que nunca, ter regras claras. N&atilde;o &eacute; tolher o direito de greve, que &eacute; constitucional. Mas as coisas caminham juntas: as responsabilidades sobre a greve, o direito dos servidores, os direitos da sociedade, o papel dos gestores e da administra&ccedil;&atilde;o e o di&aacute;logo.<\/em><\/p>\n<p> \t<strong>Prazo<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>Estamos empenhados em fazer muito r&aacute;pido. Entretanto, temos que apostar que esse t&atilde;o r&aacute;pido n&atilde;o comprometa a qualidade do debate. S&atilde;o cinco &aacute;reas trabalhando: Minist&eacute;rio do Planejamento, do Trabalho, a Secretaria-Geral da Presid&ecirc;ncia, a Casa Civil e a AGU. Se, no limite, n&atilde;o tiver consenso, a presidente vai arbitrar e pronto. Depois, temos que conversar com as centrais sindicais e as entidades representativas dos servidores. Temos que seguir, dialogar, tentar construir uma pauta comum nessa &aacute;rea. Depois, vamos conversar com estados e munic&iacute;pios. Eventualmente, at&eacute; com os outros Poderes.<\/em><\/p>\n<p> \t<strong>Efetivo<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>Temos 11 milh&otilde;es de servidores p&uacute;blicos no Brasil. No Executivo civil, mais militar, mais aposentados, s&atilde;o dois milh&otilde;es. Nove milh&otilde;es est&atilde;o em outros lugares. Portanto, a opini&atilde;o de Estados e Munic&iacute;pios &eacute; decisiva, se quisermos aprovar uma lei de impacto nacional. O governo federal tem for&ccedil;a, mas n&atilde;o manda. Esse assunto exige tranquilidade. Lei de greve do servi&ccedil;o p&uacute;blico &eacute; um assunto muito pol&ecirc;mico. Acho que at&eacute; 2015 j&aacute; teremos uma legisla&ccedil;&atilde;o, tanto para negocia&ccedil;&atilde;o quanto para regulamenta&ccedil;&atilde;o da greve.<\/em><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 10px;\"><em>Fonte: <\/em><a href=\"http:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/politica-brasil-economia\/33,65,33,3\/2012\/10\/07\/internas_economia,326514\/governo-quer-regulamentar-direito-de-manifestacao-por-reajuste-salarial.shtml\"><em>Correio Braziliense<\/em><\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-11557","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11557","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11557"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11557\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11557"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11557"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11557"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}