{"id":11362,"date":"2012-02-06T15:03:05","date_gmt":"2012-02-06T17:03:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/sinpecpf-compara-regime-disciplinar-proposto-para-policiais-ao-da-lei-8-112\/"},"modified":"2012-02-06T15:03:05","modified_gmt":"2012-02-06T17:03:05","slug":"sinpecpf-compara-regime-disciplinar-proposto-para-policiais-ao-da-lei-8-112","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/sinpecpf-compara-regime-disciplinar-proposto-para-policiais-ao-da-lei-8-112\/","title":{"rendered":"SINPECPF compara regime disciplinar proposto para policiais ao da Lei 8.112"},"content":{"rendered":"<p> \t<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/imagens\/noticias\/e348ee884e.jpg\" style=\"border-bottom: 0px solid; border-left: 0px solid; width: 250px; float: left; height: 166px; margin-left: 5px; border-top: 0px solid; margin-right: 5px; border-right: 0px solid\" \/>O sindicato tem recebido questionamentos sobre o porqu&ecirc; de os servidores administrativos n&atilde;o estarem inclu&iacute;dos no Projeto de Lei 1.952\/2007, que prop&otilde;e cria&ccedil;&atilde;o de novo regime disciplinar para os policiais federais. A proposta tramita hoje na C&acirc;mara dos Deputados e alguns colegas querem saber se n&atilde;o seria interessante inserir o PECPF no debate. Para avaliar a quest&atilde;o, o SINPECPF produziu comparativo entre o regime proposto pelo PL 1.972 e o institu&iacute;do pela Lei 8.112\/90, a qual o PECPF est&aacute; sujeito, pesando pr&oacute;s e contras do novo regime.<\/p>\n<p> \tEm parecer elaborado a pedido do SINPECPF, o advogado Joaquim Pedro de Medeiros Rodrigues explica que o PL 1.972\/2007 foi elaborado tendo em vista a natureza espec&iacute;fica do cargo policial. Na opini&atilde;o dele, a eventual inclus&atilde;o do PECPF modificaria a estrutura l&oacute;gica do projeto, pois o objetivo deste seria instituir um regime ainda mais rigoroso que o previsto na Lei 8.112\/90.<\/p>\n<p> \tJoaquim destaca que as san&ccedil;&otilde;es disciplinares previstas pelo projeto de Lei s&atilde;o as mesmas vigentes no regime da Lei 8.112. Entretanto, de acordo com o advogado, o PL retira o poder de discricionariedade da autoridade julgadora. Na pr&aacute;tica, o que isso quer dizer &eacute; que a Administra&ccedil;&atilde;o teria menor flexibilidade para classificar se uma infra&ccedil;&atilde;o cometida pelo servidor &eacute; grave ou n&atilde;o, porque a maioria dos casos j&aacute; estaria previamente tipificada. Com isso, a tend&ecirc;ncia &eacute; de que infra&ccedil;&otilde;es hoje consideradas de pequena gravidade passem a ser punidas com maior rigor.<\/p>\n<p> \tO advogado tamb&eacute;m observa desvantagens no PL 1.972 no que tange aos prazos prescricionais, que foram todos ampliados. Um exemplo &eacute; a pena de advert&ecirc;ncia, que na Lei 8.112 prescreve em 180 dias. Com o novo projeto, o prazo subiria para 2 anos.<\/p>\n<p> \tEssa dilata&ccedil;&atilde;o dos prazos possibilitaria que fatos de pequena gravidade sejam investigados mesmo depois de decorrido bastante tempo. Segundo Joaquim, a medida traz inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica, pois obriga a administra&ccedil;&atilde;o a arquivar documentos por prazos maiores que o razo&aacute;vel, possibilitando a utiliza&ccedil;&atilde;o dessas informa&ccedil;&otilde;es como instrumento de ass&eacute;dio moral.<\/p>\n<p> \tJoaquim v&ecirc; apenas um ponto positivo no regime do PL 1.972: a cria&ccedil;&atilde;o do dispositivo de &ldquo;transa&ccedil;&atilde;o administrativa disciplinar&rdquo;. A medida prev&ecirc; que, em condutas pun&iacute;veis com advert&ecirc;ncia ou suspens&atilde;o n&atilde;o superior a dez dias, a Administra&ccedil;&atilde;o, preenchidos certos requisitos, poderia propor um acordo para n&atilde;o aplicar a pena: para tanto, o acusado teria de se comprometer formalmente a n&atilde;o reincidir em conduta infracional por per&iacute;odo determinado, reparando o dano material que tenha causado. Na avalia&ccedil;&atilde;o do advogado, esse dispositivo possibilitar&aacute; a solu&ccedil;&atilde;o de diversos problemas sem a necessidade de abertura de Processo Administrativo Disciplinar.<\/p>\n<p> \t<strong>Vis&atilde;o policial &ndash; <\/strong>H&aacute; colegas que avaliam que a inser&ccedil;&atilde;o da carreira administrativa no regime disciplinar dos policiais iria conferir status diferenciado &agrave; categoria. O diretor de comunica&ccedil;&atilde;o da Fenapef, Josias Fernandes Alves, n&atilde;o compactua com essa vis&atilde;o. Tendo participado ativamente dos debates sobre o novo regime, ele avalia que, caso o projeto seja aprovado da forma como est&aacute; hoje, os policiais poder&atilde;o ver aumentar o n&uacute;mero de processos arbitr&aacute;rios e injustos. &ldquo;Estamos trabalhando pela altera&ccedil;&atilde;o da proposta, que hoje est&aacute; repleta de imprecis&otilde;es&rdquo;, explica o diretor.<\/p>\n<p> \tJosias avalia que o PECPF n&atilde;o se beneficiaria caso fosse inserido na proposta. &ldquo;Pelo contr&aacute;rio. Hoje, afirmo sem medo que o regime da Lei 8.112 &eacute; melhor, n&atilde;o por ser menos rigoroso, mas por n&atilde;o dar tanta margem para arbitrariedades&rdquo;, esclarece. Na opini&atilde;o dele, a mudan&ccedil;a de regime s&oacute; seria vantajosa caso a proposta atual passe por modifica&ccedil;&otilde;es profundas. &ldquo;&Eacute; uma decis&atilde;o de voc&ecirc;s aderir ou n&atilde;o, mas eu considero o projeto atual muito ruim&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"> \t<a class=\"thickbox\" href=\"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/imagens\/noticias\/maior\/dd5150575e.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/imagens\/noticias\/dd5150575e.jpg\" style=\"border-bottom: 0px solid; border-left: 0px solid; width: 350px; height: 262px; margin-left: 5px; border-top: 0px solid; margin-right: 5px; border-right: 0px solid\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-11362","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11362","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11362"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11362\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}