{"id":11183,"date":"2011-05-23T09:33:35","date_gmt":"2011-05-23T12:33:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/istoe-ataca-duramente-terceirizacoes-na-policia-federal\/"},"modified":"2011-05-23T09:33:35","modified_gmt":"2011-05-23T12:33:35","slug":"istoe-ataca-duramente-terceirizacoes-na-policia-federal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/istoe-ataca-duramente-terceirizacoes-na-policia-federal\/","title":{"rendered":"ISTO\u00c9 ataca duramente terceiriza\u00e7\u00f5es na Pol\u00edcia Federal"},"content":{"rendered":"<div id=\"materiaTopo\">\n<h2> \t\tPol&iacute;cia Federal S\/A<\/h2>\n<h3> \t\tPara cortar custos e sem ouvir o Congresso, a PF simplesmente transferiu para empresas privadas a responsabilidade de controlar quem entra e quem sai do Pa&iacute;s<\/h3>\n<p> \t<span>Claudio Dantas Sequeira<\/span><\/div>\n<div id=\"divCompleta\">\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"> \t\t<img decoding=\"async\" alt=\"chamada.jpg\" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1642858901592376.jpg\" title=\"Credito: \" \/><br \/> \t\t<strong><span style=\"font-size: smaller\"><font size=\"2\">BICO<br \/> \t\tO controle de&nbsp;imigra&ccedil;&atilde;o &eacute; feito por&nbsp;funcion&aacute;rios mal remunerados,<br \/> \t\tque trocam de emprego na&nbsp;primeira oportunidade<\/font><\/span><\/strong><\/p>\n<p> \t\tQuem desembarca no aeroporto internacional de Guarulhos (SP), o mais movimentado do Brasil, acredita que est&aacute; sendo recebido por treinados agentes da Pol&iacute;cia Federal ao apresentar seus passaportes para entrar oficialmente no Pa&iacute;s. Mas, na verdade, os funcion&aacute;rios que checam e carimbam os documentos de viagem, fazem entrevistas de imigra&ccedil;&atilde;o e vistoriam bagagem em busca de drogas e armas s&atilde;o pessoas comuns, funcion&aacute;rios de uma empresa privada, sem nenhum treinamento ou compromisso com a defesa da soberania do Estado. O caso de Guarulhos n&atilde;o &eacute; uma exce&ccedil;&atilde;o. Hoje, empresas prestadoras de servi&ccedil;o dominam o controle imigrat&oacute;rio nos aeroportos, portos e at&eacute; postos de fronteira. Parece &oacute;bvio, mas entregar a terceiros a fiscaliza&ccedil;&atilde;o de quem entra ou sai do Pa&iacute;s &eacute; temer&aacute;rio e p&otilde;e em risco &agrave; seguran&ccedil;a nacional. A fiscaliza&ccedil;&atilde;o deficiente &eacute; o para&iacute;so para traficantes, imigrantes ilegais, criminosos procurados pela Interpol e terroristas, que podem transitar livremente por aqui sem que as autoridades de plant&atilde;o tomem conhecimento. Enquanto o resto do mundo est&aacute; debru&ccedil;ado em solu&ccedil;&otilde;es para refor&ccedil;ar a seguran&ccedil;a de suas fronteiras, por aqui o governo terceiriza o controle de passaportes e imigra&ccedil;&atilde;o nos aeroportos, uma atividade que nunca deveria ter sa&iacute;do das m&atilde;os da Pol&iacute;cia Federal. Hoje, estima-se que a PF gaste mais de R$ 100 milh&otilde;es para transferir a responsabilidade a empresas privadas de um servi&ccedil;o que deveria ser executado por ela de acordo com a Constitui&ccedil;&atilde;o Brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"> \t\t<img decoding=\"async\" alt=\"grafico.jpg\" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1665431147301898.jpg\" title=\"Credito: \" \/><\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"> \t\tO processo de loteamento de &aacute;reas estrat&eacute;gicas come&ccedil;ou h&aacute; quatro anos, sem que houvesse o necess&aacute;rio debate pelo Congresso, pela sociedade e contra parecer da pr&oacute;pria Pol&iacute;cia Federal. Mais grave: era para ser uma solu&ccedil;&atilde;o provis&oacute;ria, como explica &agrave; ISTO&Eacute; o ex-ministro da Justi&ccedil;a Tarso Genro, hoje governador do Rio Grande do Sul. &ldquo;Sempre defendi que isso s&oacute; se justifica como provisoriedade&rdquo;, afirma Genro. Mas, no Brasil, o que &eacute; provis&oacute;rio com frequ&ecirc;ncia se torna permanente. O problema &eacute; que Tarso Genro havia sido informado das consequ&ecirc;ncias da terceiriza&ccedil;&atilde;o. Um relat&oacute;rio interno da PF, obtido por ISTO&Eacute;, revela que repassar a empresas privadas tais atividades era a &uacute;ltima das op&ccedil;&otilde;es para reduzir o gargalo provocado pelo crescimento exponencial de passageiros. &ldquo;&Eacute; de longe a hip&oacute;tese mais controversa de todas e esbarra em s&eacute;rios problemas de ordem legal&rdquo;, concluiu a delegada Silvane Mendes Gouv&ecirc;a, presidente da comiss&atilde;o. Em ordem de prioridade, o MJ poderia aumentar o contingente policial ou passar o controle migrat&oacute;rio para as m&atilde;os de servidores administrativos da pr&oacute;pria PF. O documento, de 37 p&aacute;ginas, com cinco anexos, listou uma s&eacute;rie de crit&eacute;rios que deveriam ser adotados em caso de se decidir pela terceiriza&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, para cada tr&ecirc;s terceirizados deveria haver ao menos um policial como supervisor.<\/p>\n<p> \t\tMas o que se v&ecirc; hoje &eacute; um descontrole total. Em alguns aeroportos, como o Tom Jobim, no Rio de Janeiro, cada agente da PF precisa monitorar o trabalho de at&eacute; dez terceirizados. A m&eacute;dia nos terminais terceirizados &eacute; de um policial para cada sete funcion&aacute;rios privados. Na Tr&iacute;plice Fronteira, entre Paraguai e Argentina, h&aacute; 103 funcion&aacute;rios terceirizados para um total de 15 agentes federais. Eles fiscalizam tudo que passa na Ponte Internacional da Amizade e na Ponte Tancredo Neves. Tamb&eacute;m s&atilde;o respons&aacute;veis pela emiss&atilde;o de passaporte e controle de raio X.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"> \t\t<img decoding=\"async\" alt=\"grafico1.jpg\" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1664937808983418.jpg\" title=\"Credito: \" \/><\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"> \t\tOs funcion&aacute;rios terceirizados geralmente encaram o servi&ccedil;o como um bico. Ganham pouco mais que um sal&aacute;rio m&iacute;nimo e logo que conseguem algo melhor abandonam o posto. &ldquo;Trabalhei seis meses na Ultraseg, em Guarulhos. Foi meu primeiro emprego&rdquo;, afirma Dom&ecirc;nica Duarte, 22 anos. O resultado &eacute; uma rotatividade alt&iacute;ssima que impede a qualifica&ccedil;&atilde;o desses profissionais. E a maioria das terceirizadas s&atilde;o empresas de m&atilde;o de obra de servi&ccedil;os gerais, algumas sem nenhuma rela&ccedil;&atilde;o com a atividade de controle migrat&oacute;rio. &ldquo;Essas empresas fecham contratos milion&aacute;rios, d&atilde;o calote nos funcion&aacute;rios e depois desaparecem&rdquo;, afirma o presidente do Sindicato dos Servidores da PF no Rio de Janeiro, Telmo Correa. Funcion&aacute;rios contaram &agrave; ISTO&Eacute; que a PF paga &agrave;s terceirizadas R$ 3,5 mil por contratado, mas o funcion&aacute;rio recebe no m&aacute;ximo R$ 800.<\/p>\n<p> \t\tUma dessas fornecedoras de m&atilde;o de obra, a Visual Loca&ccedil;&atilde;o, Servi&ccedil;o e Constru&ccedil;&atilde;o Civil, dos s&oacute;cios Herbert de &Aacute;vila e Alessandro Fagundes, simplesmente sumiu do mapa. No ano passado, a empresa embolsou mais de R$ 33 milh&otilde;es do governo federal, dos quais R$ 2,7 milh&otilde;es foram destinados ao pagamento de terceirizados no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio. ISTO&Eacute; esteve em dois endere&ccedil;os registrados em nome da Visual em cidades-sat&eacute;lites de Bras&iacute;lia. O escrit&oacute;rio num velho sobrado foi abandonado h&aacute; dois meses. O corretor, que pediu anonimato, diz que Herbert &ldquo;n&atilde;o pagou o aluguel, trocou os telefones e desapareceu&rdquo;. A outra &ldquo;sede&rdquo; da empresa fica numa casa sem reboco em &aacute;rea da periferia que integra o programa de incentivos fiscais do governo do Distrito Federal. Apesar do muro alto que cerca o local, pode-se ver a placa com o nome da empresa jogada num canto, enferrujada. &ldquo;H&aacute; duas semanas n&atilde;o aparece ningu&eacute;m a&iacute;&rdquo;, conta um vizinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"> \t\t<img decoding=\"async\" alt=\"img3.jpg\" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1643174941364724.jpg\" title=\"Credito: \" \/><br \/> \t\t<strong><span style=\"font-size: smaller\"><font size=\"2\">SIGILO<br \/> \t\tFuncion&aacute;rios&nbsp;privados que&nbsp;trabalham na&nbsp;emiss&atilde;o de<br \/> \t\tpassaportes t&ecirc;m&nbsp;acesso ao Sistema&nbsp;de Informa&ccedil;&otilde;es&nbsp;da Pol&iacute;cia Federal<\/font><\/span><\/strong><\/p>\n<p> \t\tO caso da Visual n&atilde;o &eacute; exce&ccedil;&atilde;o. A Cosejes, respons&aacute;vel pela emiss&atilde;o de passaporte, embolsou o dinheiro do governo, deu calote nos funcion&aacute;rios e fechou as portas. &ldquo;Um dia eles n&atilde;o depositaram. Ligamos para a empresa no Cear&aacute; e ningu&eacute;m atendeu. Fomos &agrave; filial aqui em S&atilde;o Paulo e j&aacute; n&atilde;o havia ningu&eacute;m&rdquo;, conta Alyne Scirre, 23 anos. A ex-funcion&aacute;ria diz que foi censurada pelos pr&oacute;prios policiais. &ldquo;Diziam que a gente estava chorando por mis&eacute;ria e que o dono da Cosejes era delegado de pol&iacute;cia&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"> \t\t<img decoding=\"async\" alt=\"grafico3.jpg\" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1665110093513851.jpg\" title=\"Credito: \" \/><\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p> \t\tOutro problema &eacute; que as empresas terceirizadas n&atilde;o preenchem todos os postos de trabalho, explica o diretor de rela&ccedil;&otilde;es de trabalho da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional de Policiais Federais (Fenapef), Francisco Sabino. &ldquo;Em Guarulhos, a empresa que assumiu os guich&ecirc;s da PF em janeiro contratou 120 pessoas e n&atilde;o completou a cota de 200 funcion&aacute;rios. Por causa do ac&uacute;mulo de trabalho e dos sal&aacute;rios baixos, os terceirizados j&aacute; pensam em entrar em greve&rdquo;, afirma Sabino. Ele se refere &agrave; empresa SkyServ Loca&ccedil;&atilde;o de M&atilde;o de Obra Ltda., que assinou com a Superintend&ecirc;ncia da PF em S&atilde;o Paulo um contrato de R$ 5,9 milh&otilde;es para prestar servi&ccedil;os neste ano. Quase a totalidade dessas empresas, ali&aacute;s, torna-se alvo de a&ccedil;&otilde;es trabalhistas na Justi&ccedil;a. Acontece que os funcion&aacute;rios s&atilde;o normalmente contratados como recepcionistas ou digitadores, mas acabam exercendo fun&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;cia. &ldquo;&Eacute;ramos registrados na carteira como recepcionista. Mas faz&iacute;amos todo o trabalho de confec&ccedil;&atilde;o do passaporte&rdquo;, relata Alyne Scirre. E confirma que tinha acesso a informa&ccedil;&otilde;es particulares no banco de dados da PF. &ldquo;O trabalho &eacute; todo feito por n&oacute;s. Os policiais nem precisam assinar&rdquo;, diz. Dentre as atividades que Alyne exercia est&atilde;o o cadastramento dos dados do requerente no sistema da PF, o envio das informa&ccedil;&otilde;es para a Casa da Moeda e a verifica&ccedil;&atilde;o do documento final. Uma responsabilidade grande demais para quem dava os primeiros passos no mercado de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"> \t\t<img decoding=\"async\" alt=\"img2.jpg\" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1643145209779868.jpg\" title=\"Credito: \" \/><br \/> \t\t<strong><span style=\"font-size: smaller\"><font size=\"2\">SIL&Ecirc;NCIO<br \/> \t\tO ministro da&nbsp;Justi&ccedil;a, Jos&eacute;&nbsp;Eduardo Cardozo,<br \/> \t\tn&atilde;o quis se&nbsp;manifestar sobre a&nbsp;terceiriza&ccedil;&atilde;o na PF&nbsp;<\/font><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"> \t\tN&atilde;o bastassem os problemas de ordem pr&aacute;tica, a terceiriza&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m enfrenta impedimentos legais. O relat&oacute;rio da Pol&iacute;cia Federal, que passou pelas m&atilde;os de Tarso Genro e do ent&atilde;o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corr&ecirc;a, &eacute; claro: &ldquo;Em raz&atilde;o de a atividade de fiscaliza&ccedil;&atilde;o migrat&oacute;ria doutrinariamente enquadrar-se no exerc&iacute;cio do poder de pol&iacute;cia pelo Estado, ela &eacute; por natureza indeleg&aacute;vel. Com isso deve ser executada por servidores efetivos do Departamento de Pol&iacute;cia Federal.&rdquo; O advogado Luiz Carlos Cavalcanti, especialista em direito constitucional e autor de um estudo sobre o caso, explica que o controle de imigra&ccedil;&atilde;o &eacute; um trabalho complexo e altamente especializado. &ldquo;A habilita&ccedil;&atilde;o do agente da PF se d&aacute; atrav&eacute;s do estudo de uma disciplina espec&iacute;fica denominada pol&iacute;cia mar&iacute;tima aeroportu&aacute;ria e de fronteiras, inserida na grade curricular do curso de forma&ccedil;&atilde;o profissional. A mat&eacute;ria &eacute; eliminat&oacute;ria&rdquo;, afirma Cavalcanti. Se o policial for reprovado nesta disciplina, &eacute; imediatamente desligado do curso de forma&ccedil;&atilde;o profissional e do concurso p&uacute;blico para agente da PF. O especialista lembra que um policial federal &eacute; submetido a investiga&ccedil;&atilde;o social para entrar na carreira, segue regime disciplinar espec&iacute;fico e responde a uma corregedoria. J&aacute; os terceirizados n&atilde;o est&atilde;o submetidos a nenhum tipo de controle. &ldquo;Ningu&eacute;m sabe de onde v&ecirc;m e para onde v&atilde;o esses funcion&aacute;rios. Eles n&atilde;o t&ecirc;m nenhum comprometimento com a institui&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirma o diretor da Fenapef, Francisco Sabino.<br \/> \t\t&ldquo;Do jeito que est&aacute; qualquer um pode embarcar com passaporte falso. Os terceirizados n&atilde;o sabem a diferen&ccedil;a entre um imigrante ilegal, um padre ou uma mula do narcotr&aacute;fico&rdquo;, afirma Telmo Corr&ecirc;a, do sindicato da PF. Agente por forma&ccedil;&atilde;o, ele lembra que a atividade de fiscaliza&ccedil;&atilde;o imigrat&oacute;ria foi confiada pela Constitui&ccedil;&atilde;o, em seu artigo 144, &ldquo;de maneira inequ&iacute;voca&rdquo; ao Departamento de Pol&iacute;cia Federal. E acrescenta um dado surpreendente nessa complexa equa&ccedil;&atilde;o. Com a realiza&ccedil;&atilde;o da Copa de 2014 e da Olimp&iacute;ada de 2016, as empresas americanas e inglesas querem entrar no lugar das terceirizadas nacionais e assumir o controle da nossa imigra&ccedil;&atilde;o. &ldquo;&Eacute; um absurdo. Uma amea&ccedil;a &agrave; nossa soberania&rdquo;, avalia Telmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"> \t\t<img decoding=\"async\" alt=\"img1.jpg\" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1643113496467697.jpg\" title=\"Credito: \" \/><br \/> \t\t<strong><span style=\"font-size: smaller\"><font size=\"2\">CEGO<br \/> \t\tNem o&nbsp;controle de raio X&nbsp;nos aeroportos<br \/> \t\test&aacute; sob&nbsp;responsabilidade&nbsp;da PF, como&nbsp;determina&nbsp;a legisla&ccedil;&atilde;o<\/font><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"> \t\tEsse risco n&atilde;o existiria se Genro e Corr&ecirc;a tivessem escutado as recomenda&ccedil;&otilde;es da comiss&atilde;o da PF. A sa&iacute;da para os gargalos nos aeroportos era de f&aacute;cil execu&ccedil;&atilde;o, como consta do relat&oacute;rio. &ldquo;A contrata&ccedil;&atilde;o de mais policiais &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o que resolve mais rapidamente o problema do controle migrat&oacute;rio, uma vez que n&atilde;o haveria necessidade de mudan&ccedil;a na rotina de fiscaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, dizem os delegados no documento. A demanda por mais policiais seria atendida com rec&eacute;m-formados pela Academia Nacional de Pol&iacute;cia. Segundo levantamento da pr&oacute;pria PF, bastaria a contrata&ccedil;&atilde;o de mais 181 policiais para atuar nos aeroportos do Rio e de S&atilde;o Paulo. Naquele ano, a academia formou 210 policiais, o suficiente para dar conta do recado. Entretanto, a c&uacute;pula da PF optou pelo caminho da terceiriza&ccedil;&atilde;o, alegando que os policiais s&atilde;o uma m&atilde;o de obra qualificada demais para a execu&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os burocr&aacute;ticos.<\/p>\n<p> \t\tFontes da PF afirmam que Luiz Fernando Corr&ecirc;a pressionou a comiss&atilde;o para que conclu&iacute;sse o relat&oacute;rio a seu gosto. Em v&aacute;rios trechos do relat&oacute;rio da PF, &eacute; citada a informa&ccedil;&atilde;o de que &ldquo;o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a estaria disposto a fornecer recursos para a contrata&ccedil;&atilde;o de terceirizados&rdquo;. Na conclus&atilde;o, o grupo de delegados ressalta que &ldquo;n&atilde;o sendo escolhida pela dire&ccedil;&atilde;o-geral a alternativa de dotar com lota&ccedil;&atilde;o efetiva de policiais os aeroportos&rdquo;, o problema s&oacute; poderia ser resolvido com a terceiriza&ccedil;&atilde;o. O documento subsidiou a medida provis&oacute;ria que alterou a Lei 8.745\/93 e abriu as portas para a privatiza&ccedil;&atilde;o do controle migrat&oacute;rio. Procurado por ISTO&Eacute;, o atual ministro da Justi&ccedil;a, Jos&eacute; Eduardo Cardozo, n&atilde;o se manifestou sobre o assunto. Coube ao diretor-executivo da PF, Paulo de Tarso Teixeira, fazer a defesa da institui&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Os policiais continuam sendo respons&aacute;veis pelo controle migrat&oacute;rio. N&atilde;o houve transfer&ecirc;ncia de compet&ecirc;ncia da PF para ningu&eacute;m&rdquo;, garante Teixeira. Transfer&ecirc;ncia houve. O trabalho da PF nos aeroportos foi privatizado. Mas em nada aliviou o transtorno vivido pelos brasileiros no agendamento a perder de vista da emiss&atilde;o de passaporte e nas longas filas de desembarque de passageiros.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"> \t\t<img decoding=\"async\" alt=\"grafico2.jpg\" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1664962661975769.jpg\" title=\"Credito: \" \/><img decoding=\"async\" alt=\"grafico4.jpg\" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1665029336180577.jpg\" title=\"Credito: \" \/><\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-11183","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11183"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11183\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}