{"id":11136,"date":"2011-03-17T00:00:00","date_gmt":"2011-03-17T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/estado-previdencia-do-servidor-sofre-resistencias\/"},"modified":"2011-03-17T00:00:00","modified_gmt":"2011-03-17T03:00:00","slug":"estado-previdencia-do-servidor-sofre-resistencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/estado-previdencia-do-servidor-sofre-resistencias\/","title":{"rendered":"ESTADO: Previd\u00eancia do servidor sofre resist\u00eancias"},"content":{"rendered":"<p> \t<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/imagens\/noticias\/ec9850d26f.jpg\" style=\"border-bottom: 0px solid; border-left: 0px solid; width: 250px; float: left; height: 164px; margin-left: 5px; border-top: 0px solid; margin-right: 5px; border-right: 0px solid\" \/>A reforma &quot;pontual&quot; que o governo da presidente Dilma Rousseff pretende fazer na Previd&ecirc;ncia Social dos servidores est&aacute; limitada &agrave; tentativa de aprovar no Congresso Nacional o projeto de lei que cria o fundo de previd&ecirc;ncia complementar para os servidores p&uacute;blicos. Mas o desafio ser&aacute; grande. Existem resist&ecirc;ncias, como, por exemplo, do Judici&aacute;rio.<\/p>\n<p> \tSegundo o ministro da Previd&ecirc;ncia Social, Garibaldi Alves Filho, que participou ontem do Semin&aacute;rio &quot;O Futuro da Previd&ecirc;ncia Social no Brasil&quot;, organizado pelo governo, uma das sa&iacute;das para tentar destravar as negocia&ccedil;&otilde;es seria a cria&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios fundos &#8211; espec&iacute;ficos para cada &aacute;rea do servi&ccedil;o p&uacute;blico &#8211; em vez de apenas um. &quot;Setores como o Judici&aacute;rio acham que devem ter um fundo pr&oacute;prio, e n&atilde;o como est&aacute; no projeto&quot;, afirmou Garibaldi.<\/p>\n<p> \tNeste caso, conforme o ministro, o governo teria de apresentar um texto substitutivo ao projeto que est&aacute; parado no Congresso Nacional desde 2007, com as altera&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias. Enviar um novo projeto de lei implicaria um atraso ainda maior na aprova&ccedil;&atilde;o da regulamenta&ccedil;&atilde;o do fundo.<\/p>\n<p> \tOutro problema, no entanto, &eacute; que n&atilde;o s&oacute; o Judici&aacute;rio como todo o servidor p&uacute;blico n&atilde;o quer ter o valor de seu benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio limitado ao teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que atualmente &eacute; de R$ 3.689,66. Hoje, n&atilde;o h&aacute; teto de aposentadoria para o servidor p&uacute;blico, o que seria adotado com a cria&ccedil;&atilde;o do fundo de previd&ecirc;ncia complementar.<\/p>\n<p> \t<strong>D&eacute;ficit: <\/strong>Para os especialistas em previd&ecirc;ncia social que participaram do semin&aacute;rio em Bras&iacute;lia, a regulamenta&ccedil;&atilde;o do fundo de previd&ecirc;ncia complementar do servidor p&uacute;blico &eacute; importante para conter o aumento expressivo do rombo que tem sido visto nos &uacute;ltimos anos.<\/p>\n<p> \tNo ano passado, o d&eacute;ficit da previd&ecirc;ncia social do servidor p&uacute;blico da Uni&atilde;o, que atende quase um milh&atilde;o de trabalhadores, totalizou R$ 51,2 bilh&otilde;es. J&aacute; o rombo do INSS, que contempla 24 milh&otilde;es de funcion&aacute;rios da iniciativa privada, foi de R$ 42,8 bilh&otilde;es (em termos nominais).<\/p>\n<p> \tMas os analistas do setor afirmam que outras mudan&ccedil;as deveriam ser debatidas, como estabelecimento de restri&ccedil;&otilde;es na concess&atilde;o de pens&otilde;es por morte, equipara&ccedil;&atilde;o no tempo de contribui&ccedil;&atilde;o entre homens e mulheres, estabelecimento de idade m&iacute;nima, assim como a quest&atilde;o do ac&uacute;mulo de aposentadorias e pens&atilde;o.<\/p>\n<p> \tCaso ocorram essas altera&ccedil;&otilde;es, a ideia &eacute; de que contemplem apenas os novos ingressantes no sistema. Para quem j&aacute; est&aacute;, haveria uma transi&ccedil;&atilde;o longa para diminuir perdas no valor do benef&iacute;cio e um per&iacute;odo de car&ecirc;ncia.<\/p>\n<p> \tO pesquisador do Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica e Aplicada (Ipea), Leonardo Rangel, sugeriu at&eacute; que houvesse aumento da idade para a aposentadoria por idade e fosse aberto um debate sobre a diferen&ccedil;a entre a idade para solicita&ccedil;&atilde;o do benef&iacute;cio pelos trabalhadores da &aacute;rea rural e urbana &#8211; atualmente a diferen&ccedil;a &eacute; de cinco anos.<\/p>\n<p> \tPara o professor do Departamento de Economia da USP, Helio Zylberstajn, o impacto de uma mudan&ccedil;a na pol&iacute;tica de reajuste do sal&aacute;rio m&iacute;nimo e ado&ccedil;&atilde;o da idade m&iacute;nima seria maior do que igualar idades entre os trabalhadores do setor urbano e rural para solicita&ccedil;&atilde;o de pedidos de aposentadoria.<\/p>\n<p> \t<strong>PARA LEMBRAR<\/strong><\/p>\n<p> \tEm 2003, o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva conseguiu aprovar uma reforma da Previd&ecirc;ncia que atingia principalmente o servidor p&uacute;blico.<\/p>\n<p> \tUma das principais mudan&ccedil;as era a possibilidade de se criar um fundo de previd&ecirc;ncia complementar para o servidor p&uacute;blico.<\/p>\n<p> \tCom isso, os funcion&aacute;rios passariam a ter o mesmo teto de aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS) e, caso quisessem receber um valor maior, teriam de contribuir com o fundo.<\/p>\n<p> \tO texto regulamentando a mat&eacute;ria (PL 1992\/2007) s&oacute; foi enviado ao Congresso em 2007 e, desde ent&atilde;o, a discuss&atilde;o est&aacute; parada.<\/p>\n<p> \tPara reduzir o ritmo de crescimento do d&eacute;ficit da previd&ecirc;ncia social do servidor p&uacute;blico da Uni&atilde;o, que ultrapassou a marca dos R$ 50 bilh&otilde;es, o governo agora pretende se empenhar na aprova&ccedil;&atilde;o do projeto de lei.<\/p>\n<p> \t<em>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/estadaodehoje\/20110317\/not_imp692973,0.php\">Estado de S&atilde;o Paulo<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-11136","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11136","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11136"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11136\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11136"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11136"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11136"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}