{"id":10562,"date":"2008-10-30T09:00:14","date_gmt":"2008-10-30T11:00:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/servidora-justica-diz-que-licenca-maternidade-de-180-dias-ja-esta-valendo\/"},"modified":"2008-10-30T09:00:14","modified_gmt":"2008-10-30T11:00:14","slug":"servidora-justica-diz-que-licenca-maternidade-de-180-dias-ja-esta-valendo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/servidora-justica-diz-que-licenca-maternidade-de-180-dias-ja-esta-valendo\/","title":{"rendered":"Servidora: justi\u00e7a diz que licen\u00e7a-maternidade de 180 dias j\u00e1 est\u00e1 valendo"},"content":{"rendered":"<p><em>Aplica\u00e7\u00e3o da lei \u00e9 imediata <\/em> <\/p>\n<p>A Justi\u00e7a Federal decidiu que toda servidora tem direito a 180 dias de &nbsp;licen\u00e7a-maternidade, independentemente de o benef\u00edcio ter sido ou n\u00e3o regulamentado pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Segundo o Juiz Federal Alexandre Vidigal, da 20\u00aa Vara Federal do Distrito Federal, a Lei 11.770\/2008, que estendeu por mais 60 dias a licen\u00e7a-maternidade, tem aplica\u00e7\u00e3o imediata no servi\u00e7o p\u00fablico, bastando o requerimento da gestante para dispor do benef\u00edcio.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o juiz Alexandre Vidigal, \u201ca ess\u00eancia do benef\u00edcio da extens\u00e3o da licen\u00e7a-maternidade \u00e9, \u00fanica e exclusivamente, a pr\u00f3pria maternidade. N\u00e3o h\u00e1, sob qualquer hip\u00f3tese, real ou imagin\u00e1ria, a possibilidade de se diferenciar a maternidade pelas condi\u00e7\u00f5es pessoais da m\u00e3e, como, no caso concreto, ser servidora de um \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico e n\u00e3o de outro. No contexto do que \u00e9 ser a maternidade, e para o alcance do direito em comento, todas as m\u00e3es s\u00e3o absolutamente iguais, n\u00e3o havendo espa\u00e7o para se distinguir desigualdades.\u201d<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi tomada ap\u00f3s an\u00e1lise de mandado de seguran\u00e7a impetrado por uma servidora da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU), que se negou a reconhecer o direito, mesmo sendo a licen\u00e7a-maternidade j\u00e1 reconhecida no \u00e2mbito de outros \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos federais, como na Procuradoria da Rep\u00fablica, Minist\u00e9rio P\u00fablico da Uni\u00e3o, Tribunal de Justi\u00e7a do DF, Justi\u00e7a Federal e Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Inadmiss\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p>Nos fundamentos da decis\u00e3o o juiz afirmou que \u201ca Lei 11.770\/2008, ao dispor, por seu artigo 2\u00ba, que a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica est\u00e1 autorizada a instituir o programa, outra provid\u00eancia n\u00e3o tomou a n\u00e3o ser, efetivamente, institu\u00ed-lo. Isso porque, guardando a licen\u00e7a-maternidade natureza jur\u00eddico-constitucional, inclusive como presta\u00e7\u00e3o positiva decorrente da prote\u00e7\u00e3o especial e priorit\u00e1ria devida pelo Estado, na forma dos artigos 226 e 227, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, como acima destacado, n\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel que o pr\u00f3prio Estado, tendo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o instrumento legal que o direcione \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o da vontade constitucional, deixe de assim proceder.&#8221;<\/p>\n<p>Na hip\u00f3tese legal em evid\u00eancia, o termo \u201cautorizada\u201d, contido no artigo 2\u00ba, da Lei 11.770\/2008, n\u00e3o comporta confundir-se como mera faculdade conferida pelo legislador ao administrador, de modo que, na avalia\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios de oportunidade e conveni\u00eancia, pudesse este decidir como, quando e onde aplicar-se o direito \u00e0 extens\u00e3o da licen\u00e7a-maternidade. <\/p>\n<p>Permitir ao administrador tal ju\u00edzo discricion\u00e1rio, inclusive com a negativa do benef\u00edcio, como no caso concreto, \u00e9 o mesmo que lhe permitir \u201cdesautorizar\u201d a institui\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio\/programa, com total desvirtuamento do conte\u00fado material da lei, pois esta restringiu-se apenas \u00e0 possibilidade de sua concess\u00e3o, destaca.<\/p>\n<p><strong>Instru\u00e7\u00e3o Normativa<\/strong><\/p>\n<p>A Secretaria de Recursos Humanos do Minist\u00e9rio do Planejamento informa, por sua vez, que est\u00e1 concluindo e dever\u00e1 encaminhar em breve, para publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, uma Instru\u00e7\u00e3o Normativa disciplinando a aplica\u00e7\u00e3o no setor p\u00fablico federal da licen\u00e7a-maternidade de 180 dias. O an\u00fancio foi feito pelo secret\u00e1rio de Recursos Humanos, Duvanier Paiva. Ele ressaltou que a concess\u00e3o do benef\u00edcio \u00e0s servidoras federais vem sendo tratada em car\u00e1ter de urg\u00eancia pelo minist\u00e9rio. O benef\u00edcio da licen\u00e7a-maternidade de 180 dias est\u00e1 previsto pela Lei 11.770, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula em 9 de setembro passado. A legisla\u00e7\u00e3o cria o Programa Empresa Cidad\u00e3, e prev\u00ea incentivo fiscal para as empresas do setor privado que aderirem a ele, prorrogando em 60 dias a licen\u00e7a. Na avalia\u00e7\u00e3o do Governo Federal, a lei apenas \u201cautoriza\u201d a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica a prorrogar a licen\u00e7a-maternidade para suas servidoras. Mas, segundo Duvanier Paiva, o benef\u00edcio deve come\u00e7ar a ser concedido nos pr\u00f3ximos dias, assim que for publicada a Instru\u00e7\u00e3o Normativa definindo as normas complementares e regulamentando sua aplica\u00e7\u00e3o no setor p\u00fablico. J\u00e1 o GDF enviou projeto de lei \u00e0 C\u00e2mara Legislativa para iniciar a concess\u00e3o do benef\u00edcio ampliado.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Jornal de Bras\u00edlia)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-10562","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10562","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10562"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10562\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}