{"id":10477,"date":"2008-08-11T13:20:40","date_gmt":"2008-08-11T16:20:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/comissao-na-camara-ratifica-negociacao-coletiva-no-setor-publico\/"},"modified":"2008-08-11T13:20:40","modified_gmt":"2008-08-11T16:20:40","slug":"comissao-na-camara-ratifica-negociacao-coletiva-no-setor-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/comissao-na-camara-ratifica-negociacao-coletiva-no-setor-publico\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o na C\u00e2mara ratifica negocia\u00e7\u00e3o coletiva no setor p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e de Defesa Nacional aprovou na \u00faltima quarta-feira, 6 de agosto, a Mensagem 58\/08, que estabelece normas para a negocia\u00e7\u00e3o coletiva e garante a liberdade sindical no servi\u00e7o p\u00fablico. A mensagem, que ratifica a Conven\u00e7\u00e3o 151\/78 e a Recomenda\u00e7\u00e3o 159\/78, da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), tamb\u00e9m reconhece como instrumentos v\u00e1lidos para a solu\u00e7\u00e3o de conflitos a media\u00e7\u00e3o, a concilia\u00e7\u00e3o ou a arbitragem.<\/p>\n<p>O relator da mat\u00e9ria, deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), ressalta que a maioria das disposi\u00e7\u00f5es previstas nos textos em an\u00e1lise, que s\u00e3o de 1978, j\u00e1 est\u00e3o previstas na Constitui\u00e7\u00e3o e em leis ordin\u00e1rias do Pa\u00eds. Ele lembra que a conven\u00e7\u00e3o da OIT apenas estende aos trabalhadores do servi\u00e7o p\u00fablico as mesmas garantias e condi\u00e7\u00f5es de associa\u00e7\u00e3o e de liberdade sindicais j\u00e1 asseguradas para os trabalhadores da iniciativa privada. A medida, na avalia\u00e7\u00e3o do parlamentar, supre uma lacuna na legisla\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p><strong>Direito de greve<\/strong><\/p>\n<p>O deputado destaca, no entanto, a import\u00e2ncia da conven\u00e7\u00e3o e da recomenda\u00e7\u00e3o porque &#8220;refor\u00e7am a necessidade de aperfei\u00e7oar o ordenamento jur\u00eddico brasileiro, em especial no que se refere \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o do [direito] de greve do servidor&#8221;. &#8220;Hoje ocorrem muitas greves exatamente pela falta de regulamenta\u00e7\u00e3o e muitas vezes pela falta de um canal de di\u00e1logo entre o patr\u00e3o, que, neste caso, \u00e9 o administrador p\u00fablico, e o trabalhador, que \u00e9 o servidor. Como n\u00e3o h\u00e1 regulamenta\u00e7\u00e3o e como, lamentavelmente, alguns administradores n\u00e3o negociam, n\u00e3o abrem canal de debate, de discuss\u00e3o democr\u00e1tica, os servidores acabam tendo que lan\u00e7ar m\u00e3o do instrumento da greve.&#8221; <\/p>\n<p>Vieira da Cunha afirma que a principal prejudicada com essa falta de di\u00e1logo e negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o, que, muitas vezes, fica sem o acesso a servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais pela falta de di\u00e1logo entre a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e os trabalhadores.<\/p>\n<p><strong>Ajustes no texto<\/strong><\/p>\n<p>Vieira da Cunha destaca tamb\u00e9m a necessidade de tornar mais clara a express\u00e3o &#8220;pessoas empregadas pela autoridade p\u00fablica&#8221;, utilizada nos textos, e que abrange diferentes categorias no caso brasileiro &#8211; como servidores, empregados p\u00fablicos e &#8220;terceirizados&#8221;. Ele prop\u00f5e, no texto aprovado, que a express\u00e3o seja substitu\u00edda por &#8220;servidores e empregados p\u00fablicos&#8221;. <\/p>\n<p>O relator tamb\u00e9m especifica em seu projeto o termo &#8220;organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores&#8221;, constante da conven\u00e7\u00e3o. Ele prev\u00ea que se enquadrar\u00e3o no texto aprovado apenas as organiza\u00e7\u00f5es constitu\u00eddas nos termos do artigo 8\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o, que estabelece as normas para a associa\u00e7\u00e3o profissional ou sindical.<\/p>\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o 151 confere aos empregados no servi\u00e7o p\u00fablico total liberdade de organiza\u00e7\u00e3o sindical, com garantia de prote\u00e7\u00e3o contra a interven\u00e7\u00e3o de autoridades, principalmente de car\u00e1ter financeiro. Segundo o relator, esse princ\u00edpio j\u00e1 consta da Constitui\u00e7\u00e3o brasileira, que n\u00e3o exige autoriza\u00e7\u00e3o estatal para a funda\u00e7\u00e3o de sindicatos e pro\u00edbe de forma expressa a interven\u00e7\u00e3o do Estado em seu funcionamento. <\/p>\n<p>De acordo com a conven\u00e7\u00e3o, os governos nacionais poder\u00e3o determinar de que modo as garantias previstas ser\u00e3o aplicadas aos empregados p\u00fablicos em cargos de dire\u00e7\u00e3o ou com fun\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter confidencial, assim como \u00e0s For\u00e7as Armadas e \u00e0 pol\u00edcia. Tamb\u00e9m nesse caso, as determina\u00e7\u00f5es est\u00e3o de acordo com legisla\u00e7\u00e3o nacional, segundo o relator.<\/p>\n<p><strong>Tramita\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>Em regime de prioridade, o projeto de decreto legislativo (ainda sem n\u00famero) ser\u00e1 analisado agora pelas comiss\u00f5es de Trabalho, de Administra\u00e7\u00e3o e Servi\u00e7o P\u00fablico; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plen\u00e1rio.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-10477","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10477","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10477"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10477\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}