{"id":10186,"date":"2007-12-11T15:49:49","date_gmt":"2007-12-11T17:49:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/planalto-ja-considera-a-hipotese-de-nem-votar-cpmf\/"},"modified":"2007-12-11T15:49:49","modified_gmt":"2007-12-11T17:49:49","slug":"planalto-ja-considera-a-hipotese-de-nem-votar-cpmf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/planalto-ja-considera-a-hipotese-de-nem-votar-cpmf\/","title":{"rendered":"Planalto j\u00e1 considera a hip\u00f3tese de nem votar CPMF"},"content":{"rendered":"<p>Rendido \u00e0s evid\u00eancias num\u00e9ricas, o governo passou a considerar a hip\u00f3tese de n\u00e3o votar mais a emenda da CPMF antes da virada do ano. Avalia-se no Planalto que, se n\u00e3o obtiver os tr\u00eas quintos (49 votos), a fuga produziria um estrago menor do que a derrota em plen\u00e1rio. <\/p>\n<p>Derrotado, o governo perderia de vez o imposto do cheque. Empurrando o problema para 2008, retomaria a negocia\u00e7\u00e3o com a oposi\u00e7\u00e3o. Amargaria um preju\u00edzo estimado em, no m\u00ednimo,&nbsp;R$ 14 bilh\u00f5es. Mas manteria viva a hip\u00f3tese de recriar&nbsp;o tributo, voltando a cobr\u00e1-lo&nbsp;a partir de abril ou maio do ano que vem. <\/p>\n<p>Nas pr\u00f3ximas horas, Lula e seus operadores pol\u00edticos far\u00e3o um \u00faltimo esfor\u00e7o para cooptar senadores. Persistindo a inani\u00e7\u00e3o de votos, que j\u00e1 dura arrastadas tr\u00eas semanas, caber\u00e1 ao presidente decidir se o governo vai \u00e0 sorte do plen\u00e1rio, arriscando-se ao infort\u00fanio, ou se bate de vez em retirada, esquivando-se de dar quorum at\u00e9 o final do ano.<\/p>\n<p>Chegou-se ao seguinte impasse: a oposi\u00e7\u00e3o tem, por ora, 35 votos. \u00c9 mais do que suficiente para derrubar a CPMF (32 senadores). Mas n\u00e3o \u00e9 o bastante para atingir o quorum m\u00ednimo para a delibera\u00e7\u00e3o (41 presentes ao plen\u00e1rio). O Planalto, por sua vez, tem do seu lado 46 senadores, dos quais s\u00f3 45 t\u00eam direito a voto (o presidente interino Ti\u00e3o Viana s\u00f3 votaria em caso de empate). D\u00e1 para assegurar o quorum. Mas n\u00e3o d\u00e1 para obter a renova\u00e7\u00e3o do imposto do cheque (49).<\/p>\n<p>Ou seja, s\u00f3 haver\u00e1 vota\u00e7\u00e3o se o governo quiser. E, embora tenha assumido o compromisso de votar a emenda da CPMF, em primeiro turno, nesta ter\u00e7a-feira (11), o Planalto deu meia-volta. Empurrou a delibera\u00e7\u00e3o para quarta ou quinta-feira. Se n\u00e3o obtiver votos at\u00e9 l\u00e1, pode desistir definitivamente de votar.<\/p>\n<p>A fuga desta ter\u00e7a-feira \u00e9 o segundo sinal de debilidade do governo. A tropa de Lula j\u00e1 dobrara os joelhos na quinta-feira da semana passada, dia em que o governo&nbsp;protagonizou uma primeira&nbsp;retirada estrat\u00e9gica de plen\u00e1rio.&nbsp;Para justificar a segunda escapada, Romero&nbsp;Juc\u00e1 (PMDB-RR), l\u00edder de Lula no Senado, alegou que n\u00e3o poderia contar com dois governistas hospitalizados: Roseana Sarney (PMDB-MA) e Fl\u00e1vio Arns (PT-PR). \u00c9 lorota.<\/p>\n<p>Roseana, de fato, fraturou o pulso. Mas, em privado, informou que, se necess\u00e1rio, poderia dar as caras no plen\u00e1rio. Arns, \u00e0s voltas com as complica\u00e7\u00f5es de um c\u00e2ncer na tire\u00f3ide, s\u00f3 deve aparecer no Senado nesta quarta-feira. Mas o problema do governo n\u00e3o se chama Rosena nem Arns. Chama-se falta de votos.<\/p>\n<p>A alternativa da fuga definitiva foi discutida, nesta segunda-feira (11), entre o ministro Jos\u00e9 M\u00facio, coordenador pol\u00edtico de Lula, e l\u00edderes governistas. Um dos l\u00edderes que trocaram id\u00e9ias com M\u00facio resumiu assim o drama do governo: \u201cSe \u00e9 para perder, melhor n\u00e3o votar\u201d. <\/p>\n<p>Boa parte dos senadores que ainda devotam fidelidade ao governo n\u00e3o deseja figurar na foto final da guerra da CPMF na condi\u00e7\u00e3o de her\u00f3is mortos. Mantido o cen\u00e1rio adverso, se o governo decidir rumar para o tudo ou nada, arrisca-se a ser surpreendido com a aus\u00eancia em plen\u00e1rio de \u201caliados\u201d que preferem n\u00e3o imprimir as digitais num painel eletr\u00f4nico fadado a anotar o triunfo da oposi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>O voto ser\u00e1 aberto. E a id\u00e9ia de renovar a CPMF at\u00e9 2011 \u00e9 rejeitada por fatia consider\u00e1vel do eleitorado. Da\u00ed a resist\u00eancia dos senadores sublevados em ceder aos apelos de um governo que n\u00e3o hesitou em levar ao balc\u00e3o as moedas tradicionais \u2013cargos e emendas or\u00e7ament\u00e1rias\u2014e at\u00e9 a promessa de atender a reivindica\u00e7\u00f5es que v\u00e3o da rolagem de d\u00edvidas de Mato Grosso&nbsp;a privil\u00e9gios pecuni\u00e1rios a Estados perif\u00e9ricos como Roraima e Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>Nas pegadas de um final de semana que Jos\u00e9 Agripino Maia (RN), l\u00edder do DEM, tachara de \u201cnegro\u201d, a oposi\u00e7\u00e3o promoveu uma recontagem de seus votos. Agripino e Arthur Virg\u00edlio, l\u00edder do PSDB,&nbsp;foram de dissidente em dissidente. Alguns foram abordados em duplicidade. Verificou-se que, por ora, o \u00fanico risco&nbsp;de defec\u00e7\u00e3o \u00e9 Jonas Pinheiro (DEM-MT). Uma baixa que, se confirmada, reduziria o ex\u00e9rcito anti-CPMF a 34 senadores, dois a mais do que os 32 necess\u00e1rios \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da CPMF.<\/p>\n<p>No domingo, o governo difundira a &#8220;informa\u00e7\u00e3o&#8221; de que j\u00e1 havia assegurado 47 votos. Faltariam dois para os tr\u00eas quintos. Era conversa fiada. O&nbsp;bloco que se disp\u00f5e a enterrar a CPMF mant\u00e9m-se impressionantemente monol\u00edtico. Noves fora Jonas Pinheiro, \u00e9 integrado por 13 senadores do DEM, 13 do PSDB, um do PSOL e sete amotinados de legendas governistas: Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), M\u00e3o Santa (PMDB-PI), Geraldo Mesquita (PMDB-AC), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Romeu Tuma (PTB-SP), C\u00e9sar Borges (PR-BA) e Expedito J\u00fanior (PR-RO).<\/p>\n<p>Abordados pelos l\u00edderes da oposi\u00e7\u00e3o, os governistas sublevados tiveram rea\u00e7\u00f5es curiosas. Tuma foi \u00e0s l\u00e1grimas ao relatar a press\u00e3o que vem sofrendo por parte do governo. Disse ter comunicado at\u00e9 \u00e0 fam\u00edlia que n\u00e3o muda de posi\u00e7\u00e3o. Expedito, aos risos, ironizou: \u201cNunca antes na hist\u00f3ria desse pa\u00eds o governo fez tanta proposta para um pobre senador de Rond\u00f4nia sem obter resultado nenhum.\u201d Mesquita soou dram\u00e1tico: \u201cPrefiro me jogar num precip\u00edcio a votar a favor da CPMF.\u201d<\/p>\n<p>Farejando os movimentos do governo, a oposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m j\u00e1 considera a hip\u00f3tese de n\u00e3o ter como votar a prorroga\u00e7\u00e3o da CPMF ainda em 2007. \u201cMesmo n\u00e3o votando, teremos uma vit\u00f3ria monumental\u201d, diz Agripino Maia. \u201cO governo perde e retoma as negocia\u00e7\u00f5es no pr\u00f3ximo ano bem pequenininho.\u201d <\/p>\n<p>\u201cPela l\u00f3gica, eles n\u00e3o votam\u201d, afirmar Arthur Virg\u00edlio. \u201cSe o governo est\u00e1 realmente disposto a desonerar tributos e a meter a m\u00e3o no bolso, cortando gastos, eu mesmo pergunto: por que n\u00e3o suspender e assumir o compromisso de acertar a recomposi\u00e7\u00e3o para o ano que vem?\u201d<\/p>\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira, Jonas Pinheiro ter\u00e1 uma reuni\u00e3o a portas fechadas com Agripino&nbsp;e Rodrigo Maia (RJ), presidente do DEM. A dupla vai informar ao potencial desertor que, bandeando-se para as fileiras inimigas, ser\u00e1 punido com a expuls\u00e3o da legenda. Ao cerco que se forma em torno de&nbsp;Jonas soma-se a perspectiva da oposi\u00e7\u00e3o de engrossar a sua tropa com pelo menos um novo dissidente: Osmar Dias (PDT-PR).&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Folha online\/&nbsp;Blog Josias de Souza<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NULL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-10186","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","et-doesnt-have-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10186","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10186"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10186\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinpecpf.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}